quinta-feira, 19 de setembro de 2013

(Devocional) A maldição da desobediência - 2Sm. 21:1-9

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Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013
Leitura Bíblica Diária: II Samuel 21-24

“E houve nos dias de Davi uma fome de três anos consecutivos; e Davi consultou ao SENHOR, e o SENHOR lhe disse: É por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas. Então chamou o rei aos gibeonitas, e lhes falou (ora os gibeonitas não eram dos filhos de Israel, mas do restante dos amorreus, e os filhos de Israel lhes tinham jurado, porém Saul, no seu zelo à causa dos filhos de Israel e de Judá, procurou feri-los). Disse, pois, Davi aos gibeonitas: Que quereis que eu vos faça? E que satisfação vos darei, para que abençoeis a herança do SENHOR? Então os gibeonitas lhe disseram: Não é por prata nem ouro que temos questão com Saul e com sua casa; nem tampouco pretendemos matar pessoa alguma em Israel. E disse ele: Que é, pois, que quereis que vos faça? E disseram ao rei: O homem que nos destruiu, e intentou contra nós de modo que fôssemos assolados, sem que pudéssemos subsistir em termo algum de Israel, De seus filhos se nos dêem sete homens, para que os enforquemos ao SENHOR em Gibeá de Saul, o eleito do SENHOR. E disse o rei: Eu os darei. Porém o rei poupou a Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, por causa do juramento do SENHOR, que entre eles houvera, entre Davi e Jônatas, filho de Saul. Mas tomou o rei os dois filhos de Rispa, filha da Aiá, que tinha tido de Saul, a Armoni e a Mefibosete; como também os cinco filhos da irmã de Mical, filha de Saul, que tivera de Adriel, filho de Barzilai, meolatita, e os entregou na mão dos gibeonitas, os quais os enforcaram no monte, perante o SENHOR; e caíram estes sete juntamente; e foram mortos nos dias da sega, nos dias primeiros, no princípio da sega das cevadas.”
II Samuel 21:1-9

Durante três anos, uma grande fome assolou a terra. Por vezes, uma série de tribulações pode ser uma forma de Deus chamar a nossa atenção. Nem sempre é o caso, mas Deus usa, por vezes, os problemas para alertar para algo que tem de ser corrigido. David decide consultar o Senhor para saber se haveria algo a fazer por causa daquela fome. A fome tinha vindo sobre a terra devido a um erro de Saúl. Israel continuava a sofrer as consequências do pecado do seu primeiro rei. Saúl, em excesso de zelo, diz-nos as Escrituras, havia atacado os gibeonitas. Israel tinha o dever de protecção para com esta nação devido a um tratado anteriormente estabelecido. Assim, era necessário fazer reparação. Perguntando aos gibeonitas o que eles aceitavam como satisfação pela ofensa recebida, eles disseram que seria feita justiça se sete dos descendentes de Saúl fossem executados pela morte dos gibeonitas inocentes. Mais uma vez vemos como o pecado tem consequência na vida do pecador e nas daqueles à sua volta. rdo com as Suas condiçe de Deus, mas devem faz de fermento (smio 22:1-40-219David tinha um juramento a cumprir. Ele tinha prometido cuidar do descendente de Jónatas. Assim, Mefibosete ficou a salvo (v. 7), tendo sido encontrados e executados outros sete descendentes de Saúl. Pode parecer, às vezes, que o único caminho é ir contra a palavra dada. Devemos procurar, como David, o caminho que possa conciliar os compromissos que temos com Deus. Assim, foi retirada a maldição de sobre a terra. Pensemos em como é negro o pecado, a julgar pelas suas consequências.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

(Devocional) Eu me lembrarei – Sl. 77:11-20

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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013
Leitura Bíblica Diária: Salmos 76-805
      
“Eu me lembrarei das obras do SENHOR; certamente que eu me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade. Meditarei também em todas as tuas obras, e falarei dos teus feitos. O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Quem é Deus tão grande como o nosso Deus? Tu és o Deus que fazes maravilhas; tu fizeste notória a tua força entre os povos. Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José. (Selá.) As águas te viram, ó Deus, as águas te viram, e tremeram; os abismos também se abalaram. As nuvens lançaram água, os céus deram um som; as tuas flechas correram duma para outra parte. A voz do teu trovão estava no céu; os relâmpagos iluminaram o mundo; a terra se abalou e tremeu. O teu caminho é no mar, e as tuas veredas nas águas grandes, e os teus passos não são conhecidos. Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão.”
Salmo 77:11-20

Já alguma vez se esqueceu de algo importante? O nosso orgulho gosta de nos fazer pensar que nos lembramos sempre daquilo que é importante, mas a nossa história diz o contrário. A verdade é que quando alguma coisa é mesmo importante, tomamos medidas para guardar esse conhecimento. Se é possível esquecermo-nos mesmo de algo que nos é precioso, temos de nos esforçar para não nos lembrarmos sempre de quem é o nosso Deus. O salmista lembra que Deus é o criador de todas as coisas, que Deus é poderoso e que, devido ao Seu imenso poder, Ele consegue ser o salvador de todos os que Nele confiam. Temos de fazer tudo o que pudermos para não nos esquecermos de tão importantes lições. O salmista estabelece, então, um plano para auxiliar a sua memória. Em primeiro lugar, ele diz duas vezes “eu me lembrarei”. A melhor ferramenta da memória é a repetição. Deus quer que tenhamos um ministério de repetição. Não nos cansemos de ouvir a mesma lição várias vezes. Ao fazê-lo estamos a honrar o nosso Deus. Ele é digno do nosso esforço. De seguida, o salmista diz que irá meditar nas obras do Senhor. Não basta repetir palavras, precisamos interiorizar o seu sentido e deixar que as verdades sobre o nosso Deus transformem o nosso coração. Finalmente, o salmista diz que falará sobre o seu Deus. De que serve o conhecimento que se guarda? A melhor forma de guardar uma lição para sempre é transmiti-la a outros.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).

terça-feira, 17 de setembro de 2013

(Devocional) Tu és homem e não Deus - Ez. 28:1-10

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Terça-feira, 17 de Setembro 2013
Leitura Bíblica Diária: Ezequiel 26-30

“E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto o teu coração se elevou e disseste: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no meio dos mares; e não passas de homem, e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus; eis que tu és mais sábio que Daniel; e não há segredo algum que se possa esconder de ti. Pela tua sabedoria e pelo teu entendimento alcançaste para ti riquezas, e adquiriste ouro e prata nos teus tesouros. Pela extensão da tua sabedoria no teu comércio aumentaste as tuas riquezas; e eleva-se o teu coração por causa das tuas riquezas; portanto, assim diz o Senhor DEUS: Porquanto estimas o teu coração, como se fora o coração de Deus, por isso eis que eu trarei sobre ti estrangeiros, os mais terríveis dentre as nações, os quais desembainharão as suas espadas contra a formosura da tua sabedoria, e mancharão o teu resplendor. Eles te farão descer à cova e morrerás da morte dos traspassados no meio dos mares. Acaso dirás ainda diante daquele que te matar: Eu sou Deus? mas tu és homem, e não Deus, na mão do que te traspassa. Da morte dos incircuncisos morrerás, por mão de estrangeiros, porque eu o falei, diz o Senhor DEUS.”
Ezequiel 28:1-10

Nesta passagem temos uma lamentação sobre o rei de Tiro que serve de anúncio de julgamento para toda aquela cidade. Devido à sua posição estratégica e ao seu poderio económico, esta cidade gozava de uma prosperidade sem par. Assim, pelos vistos, os seus habitantes desenvolveram uma atitude de arrogância em relação às outras nações. Isso acontece quando se passa mais tempo a olhar para nós do que a olhar para os outros ou para Deus. O ser humano é egoísta por natureza e para ele é fácil colocar-se a si mesmo no centro do mundo. Quando passamos demasiado tempo a olhar para as nossas capacidades e a acreditar nos elogios, acabamos por criar uma imagem errada daquilo que somos. O rei de Tiro agia e pensava como se fosse Deus. Não havia mais nada para além dele, nem ninguém que o tirasse do seu trono. Isso era reforçado pelo facto de ele se comparar com as outras pessoas à sua volta. Não havia ninguém mais rico, belo, sábio ou justo. Cuidado. Devemos comparar-nos com o padrão de justiça de Deus e não com os actos dos outros à nossa volta. Aquele que conhece o futuro anuncia aqui o fim de Tiro e aquela nação chegou ao fim tal como foi anunciado. De que serviu tanto orgulho e para quem ficaram tantos elogios? Quando tudo é medido e pesado, aquilo que pensamos de nós mesmos não tem qualquer importância. O que deve ocupar a nossa mente é o que Deus pensa de nós.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

(Devocional) Críticas - II Co. 11:5-15

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Segunda-feira, 16 de Setembro de 2013
Leitura Bíblica Diária: II Coríntios 11-135


“Porque penso que em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos. E, se sou rude na palavra, não o sou contudo na ciência; mas já em todas as coisas nos temos feito conhecer totalmente entre vós. Pequei, porventura, humilhando-me a mim mesmo, para que vós fôsseis exaltados, porque de graça vos anunciei o Evangelho de Deus? Outras igrejas despojei eu para vos servir, recebendo delas salário; e quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado. Porque os irmãos que vieram da Macedônia supriram a minha necessidade; e em tudo me guardei de vos ser pesado, e ainda me guardarei. Como a verdade de Cristo está em mim, esta glória não me será impedida nas regiões da Acaia. Por quê? Porque não vos amo? Deus o sabe. Mas o que eu faço o farei, para cortar ocasião aos que buscam ocasião, a fim de que, naquilo em que se gloriam, sejam achados assim como nós. Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras.”
II Coríntios 11:5-15

Nesta segunda carta, Paulo sente a necessidade de referir algumas das críticas que estavam a ser feitas a ele e ao seu ministério, na sua ausência e sem que tivesse a capacidade de se defender. Existem críticas para todos os gostos e que vêm de todas as direcções. Na verdade, nunca estamos completamente livre de críticas. Sabendo isso, é um erro viver a vida preocupados em evitar críticas. Elas virão. Neste caso, haviam alguns que estavam a criticar Paulo, porque ele não aceitou sustento financeiro dos Coríntios durante os anos em que ali ministrou. A argumentação deveria ser que todos os que têm alguma coisa importante a dizer, são pagos para isso. Portanto, a mensagem de Paulo não era importante. No entanto, por outro lado, haviam aqueles, prontos a criticarem Paulo por aceitar sustento financeiro vindo das igrejas da Macedónia. Trata-se de um típico caso de, “preso por ter cão, e preso por não o ter.” O apóstolo, finalmente, diz que muitos daqueles que estão a criticá-lo são falsos apóstolos e fraudulentos. Ou seja, tal como aqueles crentes em Corinto, temos de ter cuidado com aqueles que, dizendo-se irmãos, apresentam uma mensagem falsa. Tal como neste caso, até pode ser que a mensagem faça sentido de um ponto de vista de argumento racional. No entanto, o crente maduro, tem a responsabilidade de comparar a mensagem pregada com a Palavra de Deus, e seguir a direcção do Espírito Santo. Não siga críticas, siga a Cristo.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).

domingo, 15 de setembro de 2013

(Devocional) Desde a minha mocidade – Sl. 71:1-13

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Domingo, 15 de Setembro de 2013
Leitura Bíblica Diária: Salmos 71-755

“Em ti, SENHOR, confio; nunca seja eu confundido. Livra-me na tua justiça, e faze-me escapar; inclina os teus ouvidos para mim, e salva-me. Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente. Deste um mandamento que me salva, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza. Livra-me, meu Deus, das mãos do ímpio, das mãos do homem injusto e cruel. Pois tu és a minha esperança, Senhor DEUS; tu és a minha confiança desde a minha mocidade. Por ti tenho sido sustentado desde o ventre; tu és aquele que me tiraste das entranhas de minha mãe; o meu louvor será para ti constantemente. Sou como um prodígio para muitos, mas tu és o meu refúgio forte. Encha-se a minha boca do teu louvor e da tua glória todo o dia. Não me rejeites no tempo da velhice; não me desampares, quando se for acabando a minha força. Porque os meus inimigos falam contra mim, e os que espiam a minha alma consultam juntos, dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e tomai-o, pois não há quem o livre. Ó Deus, não te alongues de mim; meu Deus, apressa-te em ajudar-me. Sejam confundidos e consumidos os que são adversários da minha alma; cubram-se de opróbrio e de confusão aqueles que procuram o meu mal.”
Salmo 71:1-13

Nesta passagem abundam os termos que têm a ver com a passagem do tempo. Termos como “nunca”, “continuamente”, “desde”, “tenho sido”, “constantemente”, “todo o dia”, “mocidade” e “velhice”, apontam para aquilo que é óbvio para todos, mas que muitos tentam esquecer. Não controlamos a passagem do tempo. Tal como as águas de um rio, com todo o nosso esforço, apenas conseguimos atrasar um pouco aquilo que é inevitável. O tempo passa, as coisas mudam. Muitos dizem, o tempo passa depressa de mais. Mas há algo que se mantém inamovível e inalterável perante a passagem do tempo. Deus, como criador do tempo, está acima do mesmo e não é afectado pelo mesmo. Assim, o relacionamento que temos com Deus é precisamente aquilo que nos irá manter seguros quando o tempo insiste em fazer os seus estragos. Por vezes perdemos num único momento algo que nos faz muita falta, mas aquele que encontra um refúgio em Deus, nunca ficará sem Ele. Não nos podem tirar a rocha da nossa salvação. Ninguém nos pode privar da comunhão preciosa que temos com o nosso Pai celestial. Então, porque insistimos tantas vezes em dar mais valor àquilo que é passageiro e deixamos de investir no relacionamento com Aquele que ficará connosco ainda que todos nos deixem? Um dos grandes males do nosso tempo e da nossa cultura é a solidão. Deus quer estar connosco continuamente, na mocidade, mas também na velhice.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).