sábado, 21 de setembro de 2013

(Devocional) Caça ao dragão - Ez. 32:1-16

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Sábado, 21 de Setembro de 2013
Leitura Bíblica Diária: Ezequiel 31-35

“E sucedeu que, no ano duodécimo, no duodécimo mês, ao primeiro do mês, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, levanta uma lamentação sobre Faraó, rei do Egito, e dize-lhe: Eras semelhante a um filho do leão entre as nações, mas tu és como uma baleia nos mares, e rompias os teus rios, e turbavas as águas com os teus pés, e pisavas os teus rios. Assim diz o Senhor DEUS: Portanto, estenderei sobre ti a minha rede com reunião de muitos povos, e te farão subir na minha rede. Então te deixarei em terra; sobre a face do campo te lançarei, e farei pousar sobre ti todas as aves do céu, e fartarei de ti os animais de toda a terra. E porei as tuas carnes sobre os montes, e encherei os vales da tua altura. E regarei com o teu sangue a terra onde nadas, até aos montes; e os rios se encherão de ti. E, apagando-te eu, cobrirei os céus, e enegrecerei as suas estrelas; ao sol encobrirei com uma nuvem, e a lua não fará resplandecer a sua luz. Todas as brilhantes luzes do céu enegrecerei sobre ti, e trarei trevas sobre a tua terra, diz o Senhor DEUS. E afligirei os corações de muitos povos, quando eu levar a tua destruição entre as nações, às terras que não conheceste. E farei com que muitos povos fiquem pasmados de ti, e os seus reis tremam sobremaneira, quando eu brandir a minha espada ante os seus rostos; e estremecerão a cada momento, cada um pela sua vida, no dia da tua queda. Porque assim diz o Senhor DEUS: A espada do rei de Babilônia virá sobre ti. Farei cair a tua multidão pelas espadas dos poderosos, que são todos os mais terríveis das nações; e destruirão a soberba do Egito, e toda a sua multidão será destruída. E exterminarei todos os seus animais sobre as muitas águas; nem as turbará mais pé de homem, nem as turbarão unhas de animais. Então farei assentar as suas águas, e farei correr os seus rios como o azeite, diz o Senhor DEUS. Quando eu tornar a terra do Egito em desolação, e ela for despojada da sua plenitude, e quando ferir a todos os que habitam nela, então saberão que Eu sou o SENHOR. Esta é a lamentação que se fará; que as filhas das nações farão; sobre o Egito e sobre toda a sua multidão, diz o Senhor DEUS.”
Ezequiel 32:1-16

Estava na altura de fazer uma lamentação sobre Faraó, o rei do Egipto. As lamentações eram geralmente encomendadas para os funerais pelo que o que está aqui a ser anunciado é o fim do domínio do Egipto. O Faraó é comparado com um dragão que se movimenta na água. O rio Nilo era a principal fonte de rendimento daquela terra e as suas enchentes davam uma vantagem agrícola ao Egipto que as outras nações não tinham. Assim, o poder do Faraó era militar, mas também económico, quem se poderia levantar contra uma nação assim? Aprendemos aqui que Deus é poderoso até contra dragões e a linguagem do v. 3 é uma linguagem de caça. Seria montada uma rede e até o dragão do Egipto seria apanhado nesta armadilha. A partir do v. 6, a linguagem faz referência às pragas que tinham caído sobre aquela terra antes da saída do povo de Israel da escravidão. A água transformou-se em sangue, e o sol, lua e estrelas deixaram de fazer brilhar a sua luz. Será que os Egípcios não se lembravam do poder de Deus? Que rápidos que nós somos a nos esquecemos não só do poder, mas da bondade de Deus. Se vivêssemos a nossa vida com a mesma fé com que recebemos Jesus, que diferente seriam todas as coisas. Infelizmente eles tinham-se esquecido. Esta é uma triste lamentação, pois é a lamentação sobre uma nação que viu em primeira mão o poder de Deus. Pagam-se caros tamanhos esquecimentos.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

(Devocional) O Fruto e As Obras - Ga. 5:13-26

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Sexta-feira, 20 de Setembro de 2013
Leitura Bíblica Diária: Gálatas 1-5

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros. Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.”
Gálatas 5:13-26

Enquanto estivermos na carne, teremos de conviver com o pecado à nossa volta e com o princípio activo do pecado em nós. Embora Cristo nos liberte do poder do pecado, continuamos a ter de conviver com a carne em que habitamos até chegarmos à glória. Como não seguir os impulsos carnais? Paulo dá a resposta, “andai em Espírito” (v. 16). Andar em Espírito é deixarmo-nos guiar pelo Espírito. É o Espírito Santo que ilumina as Escrituras para que Deus fale connosco. Ele é o Próprio Deus, vivendo em nós. Quanto mais deixarmos Deus reinar em nós, mais seremos guiados pelo Espírito, para longe da carne e em direcção à estatura completa de Cristo. É muito interessante o facto de se falar nesta passagem de obras da carne e do fruto do Espírito. Quando deixamos de fazer o que a carne nos exige, o fruto do Espírito é aperfeiçoado em nós. O desejo sincero dos crentes deve ser andar na vontade do Senhor. Se atentarmos para a concupiscência (as paixões, inclinações) da carne, estamos a afastar-nos da vontade de Deus que deveria ser a nossa intenção sincera (v. 17). É inevitável o confronto entre carne e Espírito. Estes não são compatíveis. Não podemos entregar-nos 95% à vontade de Deus, pois os 5% restantes irão fazer com que nos desviemos do Deus que queremos seguir. Ao nos entregarmos a Deus, Ele irá desenvolver em nós o seu fruto. Não se tratam de frutos distintos. Todos os traços descritos no v. 22 fazem parte do mesmo fruto.      

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).      

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

(Devocional) A maldição da desobediência - 2Sm. 21:1-9

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Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013
Leitura Bíblica Diária: II Samuel 21-24

“E houve nos dias de Davi uma fome de três anos consecutivos; e Davi consultou ao SENHOR, e o SENHOR lhe disse: É por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas. Então chamou o rei aos gibeonitas, e lhes falou (ora os gibeonitas não eram dos filhos de Israel, mas do restante dos amorreus, e os filhos de Israel lhes tinham jurado, porém Saul, no seu zelo à causa dos filhos de Israel e de Judá, procurou feri-los). Disse, pois, Davi aos gibeonitas: Que quereis que eu vos faça? E que satisfação vos darei, para que abençoeis a herança do SENHOR? Então os gibeonitas lhe disseram: Não é por prata nem ouro que temos questão com Saul e com sua casa; nem tampouco pretendemos matar pessoa alguma em Israel. E disse ele: Que é, pois, que quereis que vos faça? E disseram ao rei: O homem que nos destruiu, e intentou contra nós de modo que fôssemos assolados, sem que pudéssemos subsistir em termo algum de Israel, De seus filhos se nos dêem sete homens, para que os enforquemos ao SENHOR em Gibeá de Saul, o eleito do SENHOR. E disse o rei: Eu os darei. Porém o rei poupou a Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, por causa do juramento do SENHOR, que entre eles houvera, entre Davi e Jônatas, filho de Saul. Mas tomou o rei os dois filhos de Rispa, filha da Aiá, que tinha tido de Saul, a Armoni e a Mefibosete; como também os cinco filhos da irmã de Mical, filha de Saul, que tivera de Adriel, filho de Barzilai, meolatita, e os entregou na mão dos gibeonitas, os quais os enforcaram no monte, perante o SENHOR; e caíram estes sete juntamente; e foram mortos nos dias da sega, nos dias primeiros, no princípio da sega das cevadas.”
II Samuel 21:1-9

Durante três anos, uma grande fome assolou a terra. Por vezes, uma série de tribulações pode ser uma forma de Deus chamar a nossa atenção. Nem sempre é o caso, mas Deus usa, por vezes, os problemas para alertar para algo que tem de ser corrigido. David decide consultar o Senhor para saber se haveria algo a fazer por causa daquela fome. A fome tinha vindo sobre a terra devido a um erro de Saúl. Israel continuava a sofrer as consequências do pecado do seu primeiro rei. Saúl, em excesso de zelo, diz-nos as Escrituras, havia atacado os gibeonitas. Israel tinha o dever de protecção para com esta nação devido a um tratado anteriormente estabelecido. Assim, era necessário fazer reparação. Perguntando aos gibeonitas o que eles aceitavam como satisfação pela ofensa recebida, eles disseram que seria feita justiça se sete dos descendentes de Saúl fossem executados pela morte dos gibeonitas inocentes. Mais uma vez vemos como o pecado tem consequência na vida do pecador e nas daqueles à sua volta. rdo com as Suas condiçe de Deus, mas devem faz de fermento (smio 22:1-40-219David tinha um juramento a cumprir. Ele tinha prometido cuidar do descendente de Jónatas. Assim, Mefibosete ficou a salvo (v. 7), tendo sido encontrados e executados outros sete descendentes de Saúl. Pode parecer, às vezes, que o único caminho é ir contra a palavra dada. Devemos procurar, como David, o caminho que possa conciliar os compromissos que temos com Deus. Assim, foi retirada a maldição de sobre a terra. Pensemos em como é negro o pecado, a julgar pelas suas consequências.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

(Devocional) Eu me lembrarei – Sl. 77:11-20

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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013
Leitura Bíblica Diária: Salmos 76-805
      
“Eu me lembrarei das obras do SENHOR; certamente que eu me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade. Meditarei também em todas as tuas obras, e falarei dos teus feitos. O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Quem é Deus tão grande como o nosso Deus? Tu és o Deus que fazes maravilhas; tu fizeste notória a tua força entre os povos. Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José. (Selá.) As águas te viram, ó Deus, as águas te viram, e tremeram; os abismos também se abalaram. As nuvens lançaram água, os céus deram um som; as tuas flechas correram duma para outra parte. A voz do teu trovão estava no céu; os relâmpagos iluminaram o mundo; a terra se abalou e tremeu. O teu caminho é no mar, e as tuas veredas nas águas grandes, e os teus passos não são conhecidos. Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão.”
Salmo 77:11-20

Já alguma vez se esqueceu de algo importante? O nosso orgulho gosta de nos fazer pensar que nos lembramos sempre daquilo que é importante, mas a nossa história diz o contrário. A verdade é que quando alguma coisa é mesmo importante, tomamos medidas para guardar esse conhecimento. Se é possível esquecermo-nos mesmo de algo que nos é precioso, temos de nos esforçar para não nos lembrarmos sempre de quem é o nosso Deus. O salmista lembra que Deus é o criador de todas as coisas, que Deus é poderoso e que, devido ao Seu imenso poder, Ele consegue ser o salvador de todos os que Nele confiam. Temos de fazer tudo o que pudermos para não nos esquecermos de tão importantes lições. O salmista estabelece, então, um plano para auxiliar a sua memória. Em primeiro lugar, ele diz duas vezes “eu me lembrarei”. A melhor ferramenta da memória é a repetição. Deus quer que tenhamos um ministério de repetição. Não nos cansemos de ouvir a mesma lição várias vezes. Ao fazê-lo estamos a honrar o nosso Deus. Ele é digno do nosso esforço. De seguida, o salmista diz que irá meditar nas obras do Senhor. Não basta repetir palavras, precisamos interiorizar o seu sentido e deixar que as verdades sobre o nosso Deus transformem o nosso coração. Finalmente, o salmista diz que falará sobre o seu Deus. De que serve o conhecimento que se guarda? A melhor forma de guardar uma lição para sempre é transmiti-la a outros.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).

terça-feira, 17 de setembro de 2013

(Devocional) Tu és homem e não Deus - Ez. 28:1-10

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Terça-feira, 17 de Setembro 2013
Leitura Bíblica Diária: Ezequiel 26-30

“E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto o teu coração se elevou e disseste: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no meio dos mares; e não passas de homem, e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus; eis que tu és mais sábio que Daniel; e não há segredo algum que se possa esconder de ti. Pela tua sabedoria e pelo teu entendimento alcançaste para ti riquezas, e adquiriste ouro e prata nos teus tesouros. Pela extensão da tua sabedoria no teu comércio aumentaste as tuas riquezas; e eleva-se o teu coração por causa das tuas riquezas; portanto, assim diz o Senhor DEUS: Porquanto estimas o teu coração, como se fora o coração de Deus, por isso eis que eu trarei sobre ti estrangeiros, os mais terríveis dentre as nações, os quais desembainharão as suas espadas contra a formosura da tua sabedoria, e mancharão o teu resplendor. Eles te farão descer à cova e morrerás da morte dos traspassados no meio dos mares. Acaso dirás ainda diante daquele que te matar: Eu sou Deus? mas tu és homem, e não Deus, na mão do que te traspassa. Da morte dos incircuncisos morrerás, por mão de estrangeiros, porque eu o falei, diz o Senhor DEUS.”
Ezequiel 28:1-10

Nesta passagem temos uma lamentação sobre o rei de Tiro que serve de anúncio de julgamento para toda aquela cidade. Devido à sua posição estratégica e ao seu poderio económico, esta cidade gozava de uma prosperidade sem par. Assim, pelos vistos, os seus habitantes desenvolveram uma atitude de arrogância em relação às outras nações. Isso acontece quando se passa mais tempo a olhar para nós do que a olhar para os outros ou para Deus. O ser humano é egoísta por natureza e para ele é fácil colocar-se a si mesmo no centro do mundo. Quando passamos demasiado tempo a olhar para as nossas capacidades e a acreditar nos elogios, acabamos por criar uma imagem errada daquilo que somos. O rei de Tiro agia e pensava como se fosse Deus. Não havia mais nada para além dele, nem ninguém que o tirasse do seu trono. Isso era reforçado pelo facto de ele se comparar com as outras pessoas à sua volta. Não havia ninguém mais rico, belo, sábio ou justo. Cuidado. Devemos comparar-nos com o padrão de justiça de Deus e não com os actos dos outros à nossa volta. Aquele que conhece o futuro anuncia aqui o fim de Tiro e aquela nação chegou ao fim tal como foi anunciado. De que serviu tanto orgulho e para quem ficaram tantos elogios? Quando tudo é medido e pesado, aquilo que pensamos de nós mesmos não tem qualquer importância. O que deve ocupar a nossa mente é o que Deus pensa de nós.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).