sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

(Devocional) Não é por força - Mat. 11:7-15

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Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014
Leitura Bíblica Diária: Mateus 11-15

“E, partindo eles, começou Jesus a dizer às turbas, a respeito de João: Que fostes ver no deserto? uma cana agitada pelo vento? Sim, que fostes ver? um homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis. Mas, então que fostes ver? um profeta? Sim, vos digo Eu, e muito mais do que profeta; Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da Tua face envio o Meu anjo, Que preparará diante de Ti o Teu caminho. Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao Reino dos Céus, e pela força se apoderam dele. Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”
Mateus 11:7-15


João Baptista tinha sido preso devido à sua fidelidade a Deus e à forma como procurava seguir o seu Deus, sem abrir mão da verdade. Estando na prisão, João envia discípulos para perguntarem a Jesus se Ele era mesmo o Salvador prometido. Ou seja, estando na prisão, João, sendo humano como nós, duvidou. Jesus aproveitou para explicar aos que O ouviam que João era precisamente aquele que deveria vir antes do Messias. A grandeza de Jesus não era estabelecida à custa de outros. Ele não precisava de diminuir João para parecer maior. Aliás, a entrada no Reino dos Céus não se faz com violência. Ora os líderes do povo estavam a mostrar violência e isso via-se até na forma de viver a sua religião. Tal como todos os religiosos, eles pensavam que teriam salvação devido aos seus esforços e boas obras. Todos os que acreditam assim, estão a ignorar o que João Baptista, o Elias prometido, disse. João, apontando para Jesus, anunciou “eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” Querer apagar o pecado através de boas obras, é estar a fazer parte do mesmo grupo que se alegrou com a prisão de João Baptista e com a morte de Jesus Cristo. A verdade é que somos salvos pela fé em Jesus. Devemos também ter cuidado para não sermos fariseus depois de nascermos de novo por Jesus. Muitos que acreditam que foram salvos pela fé, exigem dos outros as boas obras que eles não são capazes de fazer.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).   

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

(Devocional) A fonte das riquezas - Gen. 13:1-4

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Quinta-feira, 9 de Janeiro de 2014
Leitura Bíblica Diária: Génesis 11-15

“Subiu, pois, Abrão do Egito para o lado do sul, ele e sua mulher, e tudo o que tinha, e com ele Ló. E era Abrão muito rico em gado, em prata e em ouro. E fez as suas jornadas do sul até Betel, até ao lugar onde a princípio estivera a sua tenda, entre Betel e Ai; Até ao lugar do altar que outrora ali tinha feito; e Abrão invocou ali o nome do SENHOR.”
Génesis 13:1-4


Um  dos nossos maiores problemas é quando falhamos em identificar a origem das nossas riquezas. Quer estejamos a falar de bênçãos familiares, financeiras, espirituais ou profissionais, erramos quando as julgamos provenientes de qualquer outra fonte que não seja as mãos do Criador. A partir desse momento, passamos a colocar a nossa confiança nessa falsa fonte e desanimamos quando o nosso fundamento errado falha no suporte que a ele confiámos. Depois de ter errado ao ter descido ao Egipto, Abrão está agora em rota ascendente. Subimos sempre que colocamos a vontade de Deus em primeiro lugar. Apesar da falta de fé demonstrada, Deus usa o tempo de Abrão no Egipto para o abençoar com grande quantidade de riqueza material. Trata-se de um bom exemplo da graça de Deus. Apesar de não merecermos, Deus oferece-nos a Sua mão. Quem merece que o Filho de Deus morra em seu lugar? Mesmo assim, Jesus morreu pelos pecados do mundo. Após a saída do Egipto, Abrão volta aos mesmos lugares onde tinha gozado de íntima comunhão com o seu Deus. Quando nos afastamos da vontade de Deus e queremos voltar a Ele, devemos lembrar-nos onde estávamos quando caímos, e voltarmos ao lugar das nossa vida onde a nossa comunhão com Ele era mais doce e íntima. Como saber que lugar é esse? Se se conseguir lembrar de uma altura da sua vida onde se sabia mais próximo do Senhor, então é a esse lugar que Ele quer que volte. Reconheça-O a Ele só como fonte da sua riqueza.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).    

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

(Devocional) Crescia a palavra de Deus – At. 6:1-7

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Quarta-feira, 8 de Janeiro de 2014
Leitura Bíblica Diária: Actos 6-10

“Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.”
Actos 6:1-7

Qualquer cristão nascido de novo ambiciona ver o crescimento da palavra de Deus na sua cidade. Também sei que em alguns contextos é moda falar em ter igrejas semelhantes à “igreja primitiva”. Nesta passagem vemos de uma forma clara e prática aquilo que a igreja em Jerusalém fez e como isso resultou no aumento da palavra de Deus e na multiplicação de discípulos. Precisamos entender que o pastor da igreja (a igreja de Jerusalém tinha o privilégio de ter apóstolos, mas sabemos que esses já há muito que foram para a glória) não é a pessoa que faz o trabalho do ministério. O trabalho do pastor é edificar os membros com a Palavra, e rodeá-los com as suas orações, mas são os membros da igreja que devem fazer a obra do ministério. Penso que temos estas prioridades trocadas. Como membros das igrejas, exigimos receber o ministério do pastor, a Palavra do pastor e as orações do pastor. Nesta passagem vemos que quando uma igreja não entende esta verdade, começam as murmurações, as divisões, os problemas. Ao ler esta passagem, temos de nos arrepender de muitas vezes exigirmos do nosso pastor um trabalho que deveria ser da nossa responsabilidade. Infelizmente por vezes estamos tão afastados na nossa caminhada com Cristo, que mesmo que quiséssemos ajudar no ministério, não estamos em condições de o fazer. Precisamos de libertar os nossos pastores para a Palavra e para a oração. Olhemos para a Palavra, sigamos o exemplo dos apóstolos.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).    

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

(Devocional) O rolo do livro fala de mim! – Ed. 6:1-12

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Terça-feira, 7 de Janeiro de 2014
Leitura Bíblica Diária: Esdras 6-10

“Então o rei Dario deu ordem, e buscaram nos arquivos, onde se guardavam os tesouros em Babilônia. E em Acmeta, no palácio, que está na província de Média, se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial que dizia assim: No primeiro ano do rei Ciro, este baixou o seguinte decreto: A Casa de Deus, em Jerusalém, se reedificará para lugar em que se ofereçam sacrifícios, e seus fundamentos serão firmes; a sua altura de sessenta côvados, e a sua largura de sessenta côvados; Com três carreiras de grandes pedras, e uma carreira de madeira nova; e a despesa se fará da casa do rei. Além disso, os utensílios de ouro e de prata da Casa de Deus, que Nabucodonosor transportou do Templo que estava em Jerusalém, e levou para Babilônia, serão restituídos, para que voltem ao seu lugar, ao Templo que está em Jerusalém, e serão postos na Casa de Deus. Agora, pois, Tatenai, governador dalém do rio, Setar-Bozenai, e os seus companheiros, os afarsaquitas, que habitais dalém do rio, apartai-vos dali. Deixai que se faça a obra desta Casa de Deus; que o governador dos judeus e os seus anciãos reedifiquem esta Casa de Deus no seu lugar. Também por mim se decreta o que haveis de fazer com os anciãos dos judeus, para a reedificação desta Casa de Deus, a saber: que da fazenda do rei, dos tributos dalém do rio se pague prontamente a despesa a estes homens, para que não interrompam a obra. E o que for necessário, como bezerros, carneiros, e cordeiros, para holocaustos ao Deus dos céus, trigo, sal, vinho e azeite, segundo o rito dos sacerdotes que estão em Jerusalém, dê-se-lhes, de dia em dia, para que não haja falta. Para que ofereçam sacrifícios de cheiro suave ao Deus dos céus, e orem pela vida do rei e de seus filhos. Também por mim se decreta que todo o homem que mudar este decreto, se arrancará um madeiro da sua casa, e, levantado, o pendurarão nele, e da sua casa se fará por isso um monturo. O Deus, pois, que fez habitar ali o seu nome derrube a todos os reis e povos que estenderem a sua mão para mudar o decreto e para destruir esta Casa de Deus, que está em Jerusalém. Eu, Dario, baixei o decreto; com diligência se faça.”
Esdras 6:1-12

Este texto é fantástico. Não existem muitas dúvidas de que Ciro e Dário são dois nomes dados à mesma pessoa. Visto tratar-se do império Medo-Persa, é possível que ele fosse conhecido com um nome pelos Medos e por outro pelos Persas. A verdade é que um dia, alguém leu a este rei um texto bíblico com 200 anos (do profeta Isaías) e ele viu que o texto falava sobre ele. Até mencionava o seu nome! O texto dizia que Ciro seria o rei que acabaria com a deportação do povo de Israel e restauraria a cidade e o templo de Deus. Este texto teve um profundo impacto em Ciro e ele fez o que nunca tinha sido feito. Enviou um povo estrangeiro que os seus antepassados haviam conquistado, de novo para a sua pátria. Ele devolveu todos os tesouros do templo de Deus e comprometeu-se a pagar do seu bolso todas as despesas. Tudo isto porque ele conseguiu ver que aquele texto da Bíblia falava sobre ele. Ora, nós sabemos que são muitos os textos bíblicos que falam sobre nós. A Bíblia é a carta de amor do Criador para a humanidade que Ele criou. Pelo Espírito Santo, aprendemos lições maravilhosas, somos avisados de perigo e crescemos em conhecimento e graça nas páginas deste livro. Temos a obrigação de prestar atenção à Palavra de Deus. Será que sempre o fazemos? Será que lemos a Bíblia ansiosos pelo que Deus nos vai ensinar? Ou será que a leitura da Palavra está a tornar-se uma mera obrigação religiosa?

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).    

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

(Devocional) Esmolas perigosas - Mt. 6:1-4

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Segunda-feira, 6 de Janeiro de 2014
Leitura Bíblica Diária: Mateus 6-10

“Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, Ele mesmo te recompensará publicamente.”
Mateus 6:1-4


É interessante neste ensinamento de Jesus, que Ele não considera as esmolas uma opção. Iremos sempre dar esmolas. Podemos entender esmolas neste contexto como qualquer ajuda que estamos em posição de estender a alguém necessitado. O problema, portanto, não está em se ajudamos ou não, mas na forma como o fazemos. Temos de estar conscientes que ajudar outros comporta um grande perigo. Ao ajudarmos podemos começar a acreditar que somos melhores do que os que ajudamos, ou que somos melhores do que aqueles que não ajudam. Uma visão errada de nós mesmos está na base de muitos dos nossos problemas. Porque nos conhece e nos ama, Jesus dá-nos a forma de ajudar sem que isso contribua para a nossa destruição. Nunca devemos atribuir grande importância pessoal à ajuda que damos. Temos de nos lembrar disto e deixar que Jesus nos transforme. A nossa carne irá exigir ser reconhecida por todos os grandes (e até pelos pequenos) actos de ajuda que fazemos. Onde iremos buscar esse reconhecimento se ninguém souber aquilo que fizemos? É aí que entra a nossa confiança em Deus. Aprendemos aqui que Ele sabe tudo o que é feito em segredo. Temos até uma preciosa promessa de que Ele um dia irá recompensar publicamente tudo o que fazemos em segredo. Gosto de pensar que esse dia será quando recebermos os galardões das mãos de Cristo. Tudo o que fizermos pelos outros, sem exigir reconhecimento público (pois, devido às nossas imperfeições, não merecemos qualquer reconhecimento, serve para dar glória ao nosso querido Pai do céu.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).