quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

(Devocional) Deus, fortalece as minhas mãos - Ne. 6:1-9

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Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014
Leitura Bíblica Diária: Neemias 6-10

“Sucedeu que, ouvindo Sambalate, Tobias, Gesém, o árabe, e o resto dos nossos inimigos, que eu tinha edificado o muro, e que nele já não havia brecha alguma, ainda que até este tempo não tinha posto as portas nos portais, Sambalate e Gesém mandaram dizer-me: Vem, e congreguemo-nos juntamente nas aldeias, no vale de Ono. Porém intentavam fazer-me mal. E enviei-lhes mensageiros a dizer: Faço uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse, e fosse ter convosco? E do mesmo modo enviaram a mim quatro vezes; e da mesma forma lhes respondi. Então Sambalate ainda pela quinta vez me enviou seu servo com uma carta aberta na sua mão; E na qual estava escrito: Entre os gentios se ouviu, e Gasmu diz: Tu e os judeus intentais rebelar-vos, então edificas o muro; e tu te farás rei deles segundo estas palavras; E que puseste profetas, para pregarem de ti em Jerusalém, dizendo: Este é rei em Judá; de modo que o rei o ouvirá, segundo estas palavras; vem, pois, agora, e consultemos juntamente. Porém eu mandei dizer-lhe: De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; mas tu, do teu coração, o inventas. Porque todos eles procuravam atemorizar-nos, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará. Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos.”
Neemias 6:1-9

Esta passagem descreve bem as dificuldades que Neemias enfrentava para colocar em marcha uma obra que apenas Deus conseguiria fazer. Não era todos os dias que uma nação que tinha sido completamente obliterada, se voltava a erguer. Isso era extremamente visível nas obras que estavam a ser feitas para reconstruir a sua capital – Jerusalém. Neemias teve de enfrentar as conspirações e más intenções daqueles que se sentiam intimidados com a construção daquele muro. Neemias teve de enfrentar muitos dias de trabalho árduo e perigoso. Neemias teve de enfrentar, ainda, as mentiras inventadas e postas a circular que atentavam contra a sua honra e bom nome. Certamente este servo de Deus teve de enfrentar também os seus próprios sentimentos de incapacidade e momentos de dúvida e incerteza. É aqui que começamos a entender a oração de Neemias, “ó Deus, fortalece as minhas mãos.” Todos precisamos de fazer estas oração. Identificarmo-nos com Neemias neste momento de adoração privada, é entendermos que somos incapazes de levar a cabo, com forças próprias, a vida que Deus tem para nós. Deus quer que ousemos começar uma obra que apenas Ele pode acabar. Deus quer que tenhamos a humildade de admitir que não conseguimos. Assim, iremos confiar Nele e iremos atribuir a Ele a glória e o poder quando virmos acontecer coisas que apenas Ele pode fazer. Não pensemos mais das nossas mãos do que aquilo que elas são. Fortalece, Senhor, as minhas mãos.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).        

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

(Devocional) O fermento dos fariseus - Mt. 16:5-12

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Terça-feira, 14 de Janeiro de 2014
Leitura Bíblica Diária: Mateus 16-20

“E, passando Seus discípulos para o outro lado, tinham-se esquecido de trazer pão. E Jesus disse-lhes: Adverti, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus. E eles arrazoavam entre si, dizendo: É porque não trouxemos pão. E Jesus, percebendo isso, disse: Por que arrazoais entre vós, homens de pouca fé, sobre o não terdes trazido pão? Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens, e de quantas alcofas levantastes? Nem dos sete pães para quatro mil, e de quantos cestos levantastes? Como não compreendestes que não vos falei a respeito do pão, mas que vos guardásseis do fermento dos fariseus e saduceus? Então compreenderam que não dissera que se guardassem do fermento do pão, mas da doutrina dos fariseus.”
Mateus 16:5-12

O fermento geralmente é colocado na massa do pão em pequena quantidade. No entanto, uma pequena quantidade de fermento consegue levedar uma grande quantidade de pão. Jesus avisa os seus discípulos para terem cuidado com o fermento dos fariseus e saduceus. Podemos dizer que o fermento dos fariseus era pensarem que eram perfeitos em si mesmos. O fermento dos saduceus era a sua incredulidade em relação ao poder de Deus. Temos de nos guardar de pensar que somos mais do que aquilo que somos e precisamos de confiar que, se somos algo aos olhos de Deus, isso deve-se ao Seu imenso poder para salvar o pecador da imensidão dos seus pecados. Mesmo crentes nascidos de novo podem começar a ser influenciados por falsos pensamentos. Somos rodeados por forças influenciadoras. Se não ocuparmos os nossos pensamentos com a perfeita Palavra de Deus, e os nossos olhos com as maravilhas do Seu poder para salvar, o mundo irá certificar-se que teremos erro suficiente para ocupar os nossos pensamentos. Antes de aceitarmos qualquer nova ideia ou pensamento, devemos medir essa ideia com base na Palavra de Deus. É um erro começarmos a ouvir ideias de homens, sem saber o que Deus pensa sobre o assunto. Jesus não é contra o pensamento ou o debate, mas sim contra aquele que se faz de costas voltadas para Ele. Os nossos lares devem ser lugares preenchidos com a Palavra de Deus. Conseguiremos, assim, proteger-nos a nós mesmos e às nossas famílias do fermento do erro e da descrença.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).     

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

(Devocional) O Deus dos impossíveis - Gen. 18:9-15

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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014
Leitura Bíblica Diária: Génesis 16-20

“E disseram-lhe: Onde está Sara, tua mulher? E ele disse: Ei-la aí na tenda. E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara escutava à porta da tenda, que estava atrás dele. E eram Abraão e Sara já velhos, e adiantados em idade; já a Sara havia cessado o costume das mulheres. Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho? E disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Na verdade darei eu à luz ainda, havendo já envelhecido? Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho. E Sara negou, dizendo: Não me ri; porquanto temeu. E ele disse: Não digas isso, porque te riste.”
Génesis 18:9-15


Vemos aqui um episódio que ilustra a proximidade do relacionamento de Abraão com Deus. O versículo 3 torna claro que pelo menos uma das personagens que haviam vindo até Abraão era mais do que um mero anjo. Nunca nas escrituras vemos um anjo a aceitar adoração. O próprio Deus veio ter com Abraão e ainda antes de tratar dos assuntos que O levavam ali, dispôs-Se, simplesmente, a apreciar momentos de comunhão com o Seu servo (vs. 5-8). Deus agrada-Se de que passemos tempo com Ele e ocupados das Suas coisas. Deus trazia, ainda, uma mensagem para Sara. Apesar de já ter entrado na sua velhice e de, em termos do normal funcionamento do organismo feminino, já ter passado qualquer possibilidade de ela conceber (v. 11), Deus anunciou que ela haveria de ter um filho. Sara, de longe, ouviu e riu-se. “Que ideia disparatada!”, deve ter pensado ela. É possível ficarmos tão ligados ao mundo material, que perdemos de vista o espiritual? Sabemos que sim. Deus pergunta-lhe, “Haveria alguma coisa difícil ao Senhor?” A esta pergunta, o sorriso cínico de Sara é tomado da sobriedade que a realidade das coisas traz. Quanto menos ligados estivermos às palavras de Deus, mais ridículas nos vão parecer as Suas promessas. Quando mais tempo passarmos com Deus, melhor conseguiremos enxergar o nosso Deus dos impossíveis. A parte mais importante da nossa vida é a vida espiritual. O mundo nada tem a nos oferecer comparável às maravilhas do nosso Deus.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).        

(Devocional) E viu a graça de Deus - At. 11:19-26

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Domingo, 12 de Janeiro de 2014
Leitura Bíblica Diária: Actos 11-15

“E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. E havia entre eles alguns homens cíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor. E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia. O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração; Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia. E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.”
Actos 11:19-26


A comissão deixada pelo Senhor Jesus tinha sido clara. Os crentes nascidos de novo deveriam multiplicar-se entre todas as nações. Os primeiros crentes eram judeus, e mesmo sendo cristãos, mantinham muitos dos preconceitos nacionalistas para com aqueles que eram gentios. Por isso, quando a graça de Deus se começa a mostrar através da conversão de muitos estrangeiros, a igreja de Jerusalém manda representantes que poder comprovar o que estava a acontecer. Quando Barnabé chega a Antioquia, ele viu a graça de Deus com os seus próprios olhos. A graça de Deus era visível na forma como muitos se estavam a converter e a entregar as suas vidas à direcção do Espírito de Deus. Acredito que temos aqui alguns desafios importantes. Em primeiro lugar, precisamos de confiar mais no poder de Deus. Não existe ninguém que Ele não consiga alcançar. Não devemos desistir de ninguém. Depois, devemos investir naquilo que é o centro da vontade de Deus, a salvação de almas pelo poder do evangelho. Muitas vezes deixamo-nos distrair em ministérios úteis e importantes, mas deixamos de lado aquilo que é importante. A graça de Deus é algo que é visível quando seres imperfeitos conseguem deixar de se servirem a si mesmo de forma egoísta e passam a servir ao Deus vivo. Devemos pedir o perdão de Deus por não estarmos a dar importância ao que Deus considera importante. Só assim ganharemos o direito de seguir nos passos dos crentes de Antioquia e sermos chamados de cristãos.

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).        

sábado, 11 de janeiro de 2014

(Devocional) Perigos do egoísmo - Ne. 5:1-5

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Sábado, 11 de Janeiro de 2014
Leitura Bíblica Diária: Neemias 1-5

“Foi, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres, contra os judeus, seus irmãos. Porque havia quem dizia: Nós, nossos filhos e nossas filhas, somos muitos; então tomemos trigo, para que comamos e vivamos. Também havia quem dizia: As nossas terras, as nossas vinhas e as nossas casas empenhamos, para tomarmos trigo nesta fome. Também havia quem dizia: Tomamos emprestado dinheiro até para o tributo do rei, sobre as nossas terras e as nossas vinhas. Agora, pois, a nossa carne é como a carne de nossos irmãos, e nossos filhos como seus filhos; e eis que sujeitamos nossos filhos e nossas filhas para serem servos; e até algumas de nossas filhas são tão sujeitas, que já não estão no poder de nossas mãos; e outros têm as nossas terras e as nossas vinhas.”
Neemias 5:1-5


A obra que eles tinham empreendido era uma grande obra. Não só a obra era grande, como fazia parte do centro da vontade de Deus para o Seu povo. Como tal, a oposição era natural e deveria ser esperada. No entanto, os crentes que desviam os seus olhos de Deus, em vez de estarem preparados para a oposição, podem até ser usados como oposição. Era o que estava a acontecer. O povo, esquecendo-se de Deus e da Sua vontade, estava agora entretido com desunião e intrigas. Quando perdemos tempo com aquilo que não é a vontade de Deus, perdemos de vista qual o Seu propósito para a nossa vida. Assim, a simples sobrevivência passa a ser mais importante do que o serviço ao Rei dos reis. Já não era importante terminar o muro, os judeus apenas se preocupavam com a próxima refeição (v. 2). A vida, então, deixa de ser vivida na expectativa e gozo das bênçãos de Deus e é substituída por um orgulho balofo que atribui a si mesmo o seu próprio sustento (v. 3). Convencemo-nos que já não é Deus que nos dá todas as coisas. Passamos a falar, como estes judeus, “as nossas terras, as nossas vinhas, as nossas casas.” O povo que fala está tão afastado da realidade que chega a, na sua queixa, justificar como certa a venda dos seus próprios filhos para escravatura. Que nunca nos afastemos de Deus a ponto de chamar ao certo errado e ao errado, certo.   

Nota: Se fizer a leitura bíblica recomendada (capítulos completos), irá ler durante o ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e os Salmos (duas vezes).