segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

(Devocional) Seguir a vontade de Deus - Act. 11:19-26


Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2015
Leitura Bíblica Diária: Actos 11-15
Seguir a vontade de Deus

“E os que foram dispersos pela perseguição, que sucedeu por causa de Estêvão, caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. E havia entre eles alguns varões chíprios e cirenenses, os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus; E a mão do Senhor era com eles, e grande número creu e se converteu ao Senhor. E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia. O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos que permanecessem no Senhor, com propósito de coração; Porque era homem de bem, e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia. E sucedeu que, todo um ano, se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.”
Actos 11:19-26


Em todas as coisas, busquemos a direcção do Senhor. Era óbvio para todos os que prestavam atenção que Deus não queria que apenas judeus escutassem as boas novas da salvação em Jesus. Quando Cornélio e aqueles em sua casa se converteram a Cristo, tornou-se claro que Jesus estava disponível para todos os que cressem. A mensagem cristã é uma mensagem universal. Mesmo assim alguns resistiam. Haviam aqueles, que dizendo-se cristãos, queriam que o evangelho se limitasse aos judeus. Outros admitiam que algum gentio se convertesse, mas esses deveriam tornar-se judeus para poderem viver como cristãos. Pela graça de Deus, a igreja em Jerusalém tinha outra visão. Ouvindo que em Antioquia (actual Turquia) alguns gentios se tinham convertido, entenderam que era vontade de Deus que, em verdadeiro espírito missionário, esses novos crentes tivessem quem os ensinasse a Palavra. Barnabé é para lá enviado e este chama Paulo para trabalhar ali ao seu lado. Estes permaneceram lá durante cerca de um ano. Sabemos que o Espírito Santo os havia de enviar dali para efectuarem viagens missionárias de plantação de igrejas. Mas isso não era sabido quando em Antioquia haviam apenas alguns crentes gentios. Deus tem um plano e a melhor coisa que fazemos é buscar e juntarmo-nos ao que Deus está a fazer. Seguir a vontade de Deus em todas as coisas será assustador por vezes, pois a nossa carne exige saber o final de todas as coisas. No entanto, não há forma melhor de viver a vida vendo a cada dia a operação do poder de Deus.

domingo, 11 de janeiro de 2015

(Devocional) Pedir perdão - Ne. 1:5-11


Domingo, 11 de Janeiro de 2015
Leitura Bíblica Diária: Neemias 1-5
Pedir perdão

“E disse: Ah Senhor, Deus dos céus, Deus grande e terrível! que guardas o concerto e a benignidade para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos; Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, de dia e de noite, pelos filhos de Israel, teus servos: e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que pecámos contra ti; também eu e a casa de meu pai pecámos. De todo nos corrompemos contra ti, e não guardámos os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos, que ordenaste a Moisés, teu servo. Lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: Vós transgredireis, e eu vos espalharei entre os povos. E vós vos convertereis a mim, e guardareis os meus mandamentos, e os fareis: então, ainda que os vossos rejeitados estejam no cabo do céu, de lá os ajuntarei e os trarei ao lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome. Estes ainda são teus servos e o teu povo, que resgataste com a tua grande força e com a tua forte mão. Ah, Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo, e à oração dos teus servos que desejam temer o teu nome; e faze prosperar hoje o teu servo, e dá-lhe graça perante este homem. Então era eu copeiro do rei.”
Neemias 1:5-11


Perderemos muito do sentido do Antigo Testamento se não tivermos em conta o relacionamento, especial e único, entre Deus e o povo de Israel. Esta é uma união eterna e que continua em vigor. Só assim entendemos a oração de Neemias pedindo perdão pelos pecados da nação inteira. Só assim entendemos as promessas feitas por Deus a Israel e que ainda não foram cumpridas. E só assim entendemos as profecias bíblicas relativas ao reino de mil anos de Jesus na terra. Esse reino começará com a totalidade dos judeus convertidos ao seu Messias, o enviado de Deus. Tudo o que acontece entretanto, e que Neemias refere na sua oração, os avanços e recuos de Israel, ora entrando ora saindo da terra prometida, são apenas sinais daquilo que está para vir. O que salta à vista nesta oração de Neemias é o conhecimento que ele tem do seu próprio pecado. Esta não é uma oração de alguém que reconhece os pecados da sua nação no contexto da sua própria inocência. Esta é a oração sincera de alguém que está completamente convencido do seu próprio pecado. Esta é a evidência do trabalho de Deus no coração. Deus está a trabalhar no seu coração? Reconhecendo o seu pecado, Neemias volta-se para o único que tem a solução para o mesmo. Neemias pode assim tomar partido, por antecipação, do único sacrifício aceite pelos pecados da humanidade. O sangue de Jesus é a solução para os pecados de todos quer do Antigo como do Novo Testamento.

sábado, 10 de janeiro de 2015

(Devocional) Perder o essencial - Mt. 11:16-24


Sábado, 10 de Janeiro de 2015
Leitura Bíblica Diária: Mateus 11-15
Perder o essencial

“Mas, a quem assemelharei esta geração? É semelhante aos meninos que se assentam nas praças, e clamam aos seus companheiros, E dizem: Tocámo-vos flauta, e não dançastes: cantámo-vos lamentações, e não chorastes. Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demónio. Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada pelos seus filhos. Então começou ele a lançar em rosto, às cidades onde se operou a maior parte dos seus prodígios, o não se haverem arrependido, dizendo: Ai de ti, Corazin! ai de ti, Bethsaida! porque, se em Tiro e em Sídon fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sídon, no dia do juízo, do que para vós. E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operam, teria ela permanecido até hoje. Porém, eu vos digo que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti.”
Mateus 11:16-24


5Aqui Jesus dirige-se a uma geração inteira para lhes dizer que eles estavam a desperdiçar uma grande oportunidade. Estas eram pessoas experientes na arte da crítica. Eram tão bons a criticar que acabavam por se perder em críticas de tal maneira que perdiam aquilo que de mais importante se passava à sua volta. Os críticos da pessoa e mensagem de Jesus por vezes dizem que a realidade das coisas impede a sua fé. A triste verdade é que a sua falta de fé os impede de ver a realidade das coisas. Como é que era possível continuarem a rejeitar mesmo depois de assistirem pessoalmente a todas as maravilhas operadas por Jesus? O Salvador explica que até Sodoma e Gomorra teriam sido ganhas para Deus se tivessem visto as maravilhas que Jesus tinha ali estado a fazer. Deus é acusado de ser distante e de não tornar óbvia a Sua existência. Nada poderia estar mais longe da verdade. Bastava deixarem o seu coração crítico descansar por um minuto para começarem a ver as maravilhas de Deus. E nós? Não somos culpados do mesmo? Fazêmo-lo quando estabelecemos que Deus precisa de agir para connosco de determinada maneira e ficamos desanimados quando o Deus que criámos não existe. Ficamos frustrados quando começamos a ver que os planos de Deus para nós são diferentes do que os planos que criámos para nós mesmos. Precisamos de estar dispostos a olhar em volta, para além da nossa retórica, e ver o que Deus faz e quem Ele é.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

(Devocional) Fé e Fidelidade - Gn. 14:17-20


Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2015
Leitura Bíblica Diária: Génesis 11-15
Fé e Fidelidade

“E o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro (depois que voltou de ferir Chedorlaomer e os reis que estavam com ele) no vale de Schave, que é o vale do rei. E Melquisedec, rei de Salem, trouxe pão e vinho, e era este sacerdote do Deus altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão do Deus altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo.”
Génesis 14:17-20


Depois de termos lido sobre a criação do mundo por Deus (cap. 1-2), a Queda do homem do plano original de Deus para a sua vida (cap. 3), a destruição do mundo e seus habitantes no dilúvio e o plano de salvação da humanidade através de Noé (cap. 6-10), entramos agora na vida de Abraão. Desde os primeiros relatos sobre a sua vida em Gen. 12, observamos que a fé era o elemento que melhor descrevia Abraão. É-lhe dito que deixasse a sua terra e, ainda antes de saber qual era o destino, Abraão obedece a Deus. Na passagem de hoje vemos Abraão acabado de sair de uma aventura militar com o objectivo de salvar o seu sobrinho Loth. Com Abraão vemos Melquisedec, rei de Salém (ou Jerusalém) e sacerdote de Deus (v. 18). Apesar de ter entrado numa luta que não era dele e de ter alcançado, como consequência, grandes posses materiais, Abraão não perde a noção do que é realmente importante. Dos ganhos, retira a parte que pertencia a Deus (v. 20), e recusa enriquecer-se com o resto (v. 23). Eram os bens do iníquo rei de Sodoma. Assim, Abraão coloca Deus em primeiro lugar, o espiritual à frente do material. Estamos nós dispostos a fazer o mesmo neste ano que começa? 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

(Devocional) Indiferentes - Act. 6:8-15


Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2015
Leitura Bíblica Diária: Actos 6-10
Indiferentes

“E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos libertinos, e dos cireneus e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão. E não podiam resistir à sabedoria e ao espírito, com que falava. Então subornaram uns homens, para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus. E os anciãos e os escribas excitaram o povo; e, investindo com ele, o arrebataram e o levaram ao conselho. E apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a lei; Porque nós lhe ouvimos dizer que esse Jesus, o nazareno, há-de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu. Então, todos os que estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo.”
Actos 6:8-15


Estêvão é um exemplo de fidelidade e dedicação a Deus. A sua vida deve servir para nós de modelo digno de imitação. Isto não nos deve parecer estranho. O apóstolo Paulo disse aos seus discípulos que fossem seus imitadores. Nós, também, devemos seguir ao Senhor e ser dignos de imitação. Assim é Estêvão. O ponto principal no qual o devemos imitar é que ninguém conseguia ficar indiferente a ele. Quer se concordasse, quer se discordasse, ninguém era indiferente a Estêvão. Por palavras impactantes e contínuas, ou por obras poderosas e notórias, era de Estêvão que todos falavam. Que o Senhor nos perdoe a nossa insipidez. Que me apontem todos os defeitos, menos o de que me são indiferentes. Temos as melhores notícias do mundo. Temos poder garantido para que as possamos entregar. Nem mesmo quando é preso, Estêvão deixa de ser relevante. Precisam de inventar testemunhos contra a sua mensagem. Mesmo assim, e perante uma condenação pública e certa, Estêvão era diferente. Ao olharem para ele, viam algo poderoso. Este não era um condenado como os outros. Havia algo de diferente no seu rosto. Podia ser apenas a forma esperançosa como estava a lidar com a perspectiva da sua morte. Podia ser até um fenómeno divino como o que ocorria com Moisés. Mas o rosto dele era o de alguém habituado a contemplar a glória de Deus. Que possamos marcar o nosso mundo com a evangelho glorioso de Jesus Cristo!