quinta-feira, 26 de março de 2015

(Devocional) Porque sou fraco - Sl. 6:1-7



Quinta-feira, 26 de Março de 2015
Leitura Bíblica Diária: Salmos 6-105
Porque sou fraco

“Salmo de Davi para o músico-mor em Neginote, sobre Seminite. SENHOR, não me repreendas na Tua ira, nem me castigues no Teu furor. Tem misericórdia de mim, SENHOR, porque sou fraco; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão perturbados. Até a minha alma está perturbada; mas Tu, SENHOR, até quando? Volta-Te, SENHOR, livra a minha alma; salva-me por Tua benignidade. Porque na morte não há lembrança de Ti; no sepulcro quem Te louvará? Já estou cansado do meu gemido, toda a noite faço nadar a minha cama; molho o meu leito com as minhas lágrimas, Já os meus olhos estão consumidos pela mágoa, e têm-se envelhecido por causa de todos os meus inimigos.”
Salmos 6:1-7
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Temos aqui a oração sincera de um pecador que pede pela misericórdia de Deus. Vemos aqui o lugar ao qual o pecador tem de chegar para poder ter um encontro com Deus. Em primeiro lugar, precisamos sempre de saber que somos merecedores de um duro castigo. Deus é completamente santo. Portanto, se existe justiça, os nossos erros têm de ser castigados. Temos de parar de pensar que, por existir quem (na nossa forma de ver) comete mais pecados do que nós, que de alguma forma iremos receber, em nome desses pecadores, uma amnistia para os nossos erros. A justiça existe, o castigo existe, existe separação de Deus para todo o sempre e eu sou merecedor de tudo isso. Em segundo lugar, este Deus que é justiça, é também misericórdia e bondade. Deus preparou um caminho através do qual Ele pode ser justo, mas também justificador de todos os que O aceitam. Através de Jesus, Deus carregou, Ele mesmo, o castigo eterno que estava contra nós. Assim, todos os que O buscam e recebem este caminho, encontram vida e salvação. Glória a Deus pela Sua bondade! Finalmente, vemos a forma sincera e persistente como o salmista busca a salvação. A nossa busca por Deus não pode ser feita de forma indiferente. Deus merece que O busquemos de forma intensa e sincera. Meu amigo, como tem buscado a Deus? Já encontrou a salvação e está seguro dela? Está consciente da sua pequenez e falibilidade. Que possamos agradecer a Deus diariamente pela Sua misericórdia e bondade.

quarta-feira, 25 de março de 2015

(Devocional) Consagrados para Servir - Lv. 8:1-13



Quarta-feira, 25 de Março de 2015
Leitura Bíblica Diária: Levítico 6-10
Consagrados para Servir

“Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Toma a Arão e a seus filhos com ele, e as vestes, e o azeite da unção, como também o novilho da expiação do pecado, e os dois carneiros, e o cesto dos pães ázimos, E reúne toda a congregação à porta da tenda da congregação. Fez, pois, Moisés como o SENHOR lhe ordenara, e a congregação reuniu-se à porta da tenda da congregação. Então disse Moisés à congregação: Isto é o que o SENHOR ordenou que se fizesse. E Moisés fez chegar a Arão e a seus filhos, e os lavou com água. E vestiu-lhe a túnica, e cingiu-o com o cinto, e pôs sobre ele o manto; também pôs sobre ele o éfode, e cingiu-o com o cinto de obra esmerada do éfode e o apertou com ele. Depois pôs-lhe o peitoral, pondo no peitoral o Urim e o Tumim; E pôs a mitra sobre a sua cabeça; e sobre esta, na parte dianteira, pôs a lâmina de ouro, a coroa da santidade, como o SENHOR ordenara a Moisés. Então Moisés tomou o azeite da unção, e ungiu o tabernáculo, e tudo o que havia nele, e o santificou; E dele espargiu sete vezes sobre o altar, e ungiu o altar e todos os seus utensílios, como também a pia e a sua base, para santificá-las. Depois derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão, e ungiu-o, para santificá-lo. Também Moisés fez chegar os filhos de Arão, e vestiu-lhes as túnicas, e cingiu-os com o cinto, e apertou-lhes as tiaras, como o SENHOR ordenara a Moisés.”
Levítico 8:1-13


Este capítulo trata da consagração de Aarão e dos seus filhos para exercerem o ofício sacerdotal. Esta consagração é, em primeiro lugar, pública (v. 3). É feita diante de toda a congregação. Neste novo tempo que se inaugurou no dia de Pentecostes, todos os crentes são simultaneamente sacerdotes. Temos em nós o Espírito Santo de Deus e Deus deu-nos, a todos, o ministério da reconciliação. Este é um ministério público. Devemos, por isso, ter atenção ao nosso testemunho perante o mundo. Outro dos aspectos importantes da consagração sacerdotal era a sua lavagem com água (v. 6). O Novo Testamento ensina-nos que somos purificados com a lavagem da água pela Palavra. É na Bíblia que encontramos a verdades sobre o que pensamos e fazemos. É na Palavra de Deus que há verdadeira transformação. Aqueles que continuam na corrupção do pecado, apenas podem ser lavados pela convicção que o Espírito produz pela Palavra. Jesus Cristo, cujo sangue cobre os nossos pecados, é chamado a eterna Palavra de Deus. No v. 12, os sacerdotes são ungidos com óleo. Na Bíblia, o óleo é sempre símbolo do Espírito. Para servirmos o Senhor é importante estarmos cheios do Espírito, deixarmo-nos guiar por Ele e não o entristecermos. Devemos procurar, a cada momento, estar cheios do Espírito Santo. Não há nada mais importante. Estamos cheios do Espírito quando temos todos os nossos pecados confessados e estamos completamente dedicamos a buscar e obedecer a toda a vontade de Deus. A vida consagrada é a vida que Deus tem para si.

terça-feira, 24 de março de 2015

(Devocional) Viram ali brasas - Jo. 21:1-14



Terça-feira, 24 de Março de 2015
Leitura Bíblica Diária: João 215
Viram ali brasas

“Depois disto manifestou-Se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e manifestou-Se assim: Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos Seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam. E, sendo já manhã, Jesus Se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus. Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-Lhe: Não. E Ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes. Então aquele discípulo, a quem Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar. E os outros discípulos foram com o barco (porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados), levando a rede cheia de peixes. Logo que desceram para terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão. Disse-lhes Jesus: Trazei dos peixes que agora apanhastes. Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes e, sendo tantos, não se rompeu a rede. Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. E nenhum dos discípulos ousava perguntar-Lhe: Quem és Tu? sabendo que era o Senhor. Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe. E já era a terceira vez que Jesus Se manifestava aos Seus discípulos, depois de ter ressuscitado dentre os mortos.”
João 21:1-14
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Não era a primeira vez que o Senhor lhes aparecia após a ressurreição. O corpo glorificado do Senhor, apesar de manter suficientes das suas características originais, era também suficientemente diferente para que, em conjunto com o facto de os discípulos não estarem ainda habituados à realidade da ressurreição, fazer com que, por vezes, o Senhor não fosse reconhecido. Neste evento, que prepara Pedro para a sua restauração após ter negado a Cristo, aprendemos algumas coisas sobre o nosso próprio relacionamento com o Cristo ressuscitado. Em primeiro lugar, não podemos fazer nada se o Senhor não nos ajudar. Eles pescaram a noite toda, mas foi preciso a vontade do Senhor para que a rede se enchesse. Quando Pedro chega a terra, observa que Jesus não precisa dos peixes que apanhamos. Ele já tinha preparado o seu próprio peixe. O que temos nós para oferecer a Deus? Apenas um coração de servo e um espírito obediente. Aquelas brasas devem ter significado algo para Pedro. Foi ao calor de umas brasas que ele tinha negado conhecer o Salvador da sua alma (a palavra “brasas” apenas aparece nestas duas ocasiões). Não nos podemos relacionar com Cristo, se não estivermos dispostos a reconhecer, confessar e deixar o nosso pecado. Ao mudarmos de ideias relativamente ao nosso erro, a graça de Deus é suficiente para vivermos uma nova vida. A mensagem de Cristo não é, “venha como está e fique como está”. A mensagem de Cristo é “venha como está e deixe-me mudar a sua vida.”

segunda-feira, 23 de março de 2015

(Devocional) Moinha - Sl. 1:4-6



Segunda-feira, 23 de Março de 2015
Leitura Bíblica Diária: Salmos 1-55
Moinha

“Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha. Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.”
Salmos 1:4-6


Mais uma vez encontramos diferenças entre os que são ímpios e os que são justos. Não nos podemos esquecer que a justiça não é algo a que se consiga chegar pelas próprias forças. Os que são ímpios são-no por ainda não terem recebido a justiça que Deus oferece gratuitamente a todos os que Nele confiam. Os ímpios são aqui comparados com a moinha. Depois de se trilhar o trigo, e quando se retira a palha, mesmo assim permanecem junto ao grão os elementos mais finos da palha. Estes são menores em dimensão do que o grão e muito mais leves. Estes elementos são chamados de moinha. A forma mais fácil de separar o grão da moinha é simplesmente atirar este conjunto ao ar. O vento leva a moinha e apenas o grão volta a cair no solo. Os ímpios são como aquela moinha. Um dia terão que enfrentar o vento da justiça de Deus. Aqueles que eram tão fortes e tenazes na sua rejeição de Deus não terão nada a que se agarrar. Aqueles que não receberem o amor de Deus manifestado em Jesus serão levados, de forma instantânea e sem retorno, para um lugar de condenação eterna. Para os que ainda não receberam a Cristo, isto deve servir como aviso. Apenas o amor de misericórdia de Deus os separar de um terrível abismo. Os que já têm Cristo, precisam de se manter úteis a Deus, para que Deus os possa usar para partilhar as boas notícias da salvação.

domingo, 22 de março de 2015

(Devocional) Projectos Impossíveis - Col. 1:9-11



Domingo, 22 de Março de 2015
Leitura Bíblica Diária: Colossenses 1-45
Projectos impossíveis

“Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da Sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-Lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus; Corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da Sua glória, em toda a paciência, e longanimidade com gozo.”
Colossenses 1:9-11


Paulo orava sem cessar pelos crentes em Colossos. Esta não era uma qualquer oração genérica. Paulo buscava no trono de Deus por algo específico para aqueles crentes. O apóstolo orava sem cessar para que eles andassem dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo o que fizessem, frutificassem em boas obras e crescessem no conhecimento de Deus. Paulo orava para que eles fizessem da força de Deus, a sua própria força e, apesar de todas as dificuldades, permanecessem no caminho, com grande alegria. Esta não era uma oração qualquer. Podemos dizer que era uma oração ambiciosa. Como é que aqueles crentes em dificuldade (e cada um de nós) poderia chegar ao patamar pedido pelo apóstolo? Já alguma vez sentiu que os outros tinham projectos para a sua vida que você não se sentia em condições de cumprir? Muitos podem até desistir, por acharem que a vida cristã é um projecto impossível. No entanto, vemos nesta passagem duas coisas para nos ajudar neste percurso. Em primeiro lugar, este é um projecto de Deus, a oração é feita a Ele. Não podemos falar em impossibilidade se pensarmos que aquilo que acontecem em nós depois da salvação, acontece pelo poder de Deus. Depois, o nosso crescimento em utilidade para Deus será proporcional ao nosso conhecimento da Sua vontade. Temos que caminhar com Ele, na Sua Palavra, orando para que Ele fale connosco. Deus completará em nós este projecto impossível, pelas ferramentas que Ele mesmo deixou ao nosso alcance.