domingo, 3 de maio de 2015

(Devocional) Dúvidas - Tg. 1:2-12


Domingo, 3 de Maio de 2015
Leitura Bíblica Diária: Tiago 1-55
Dúvidas

“Meus irmãos, tende grande gozo quando caírdes em várias tentações, Sabendo que a prova da vossa fé obra a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá, liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. Peça-a porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa; O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos. Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação, E o rico no seu abatimento; porque ele passará, como a flor da erva. Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece: assim se murchará, também, o rico, nos seus caminhos. Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.”
Tiago 1:2-12


As suas dúvidas serão a causa da sua destruição ou da sua inutilidade. Repare nesta passagem em tudo aquilo que perde porque duvida que Deus diz a verdade quando promete estar consigo. Porque duvida, não tem a fé que alcança o trono de Deus. Quem se aproxima de Deus, tem de o fazer por fé. A dúvida é a inimiga mortal da fé. A fé é fundamental para caminharmos neste mudo de forma segura. Porque duvida, não alcançará sabedoria. E como precisamos de sabedoria! Deus promete dar toda a sabedoria necessária, àquele que pede por fé e não duvidando. Ora, a sabedoria é necessária para enfrentar as dificuldades da vida. Sem sabedoria seremos incapazes de confiar em Deus nas tribulações e usar os problemas para nos aproximarmos do Senhor e crescermos na nossa caminhada com Ele. Mas precisamos de sabedoria. Ela não vem se permanecemos na dúvida. Com a sabedoria que vem do alto, seremos capazes de ter grande gozo (a versão celestial e eterna da alegria) no meio da mais violenta das tempestades. Senhor, eu creio, eu quero essa sabedoria! Aqueles que duvidam não serão úteis a Deus nesta vida, e no mundo por vir não receberão recompensas da mão do Senhor. Deus quer dar-nos tudo o que precisamos para que Lhe possamos dar glória (é para isso que servem as recompensas). No entanto, a coroa da vida é para aqueles que não duvidam. Alguma dúvida?

sábado, 2 de maio de 2015

(Devocional) Se não creres não ficareis firmes - Is. 7:1-9


Sábado, 2 de Maio de 2015
Leitura Bíblica Diária: Isaías 6-105
Se não creres não ficareis firmes

“SUCEDEU, pois, nos dias de Acaz, filho de Jotão, filho de Uzias, rei de Judá, que Resin, rei da Síria, e Peca, filho de Remalias, rei de Israel, subiram a Jerusalém, para pelejarem contra ela, mas nada puderam contra ela. E deram aviso à casa de David, dizendo: A Síria fez aliança com Efraim. Então se moveu o seu coração, e o coração do seu povo, como se movem as árvores do bosque com o vento. Então disse o Senhor a Isaías: Agora tu e teu filho Sear-jasub saí ao encontro de Acaz, ao fim do canal do viveiro superior, ao caminho do campo do lavandeiro. E dize-lhe: Acautela-te e aquieta-te; não temas, nem se desanime o teu coração por causa destes dois pedaços de tições fumegantes, por causa do ardor da ira de Resin e da Síria, e do filho de Remalias. Porquanto a Síria teve contra ti maligno conselho, com Efraim, e com o filho de Remalias, dizendo: Vamos subir contra Judá, e atormentemo-lo, e repartamo-lo entre nós, e façamos reinar no meio dele o filho de Tabeal. Assim diz o Senhor Deus: Isto não subsistirá, nem tão-pouco acontecerá. Mas a cabeça da Síria será Damasco, e a cabeça de Damasco Resin: e dentro de sessenta e cinco anos Efraim será quebrantado, e deixará de ser povo. Entretanto, a cabeça de Efraim será Samaria e a cabeça de Samaria, o filho de Remalias; se o não crerdes, certamente não ficareis firmes.”
Isaías 7:1-9


Efraím, inimigo de Judá, fez aliança com a poderosa Síria para promoverem a destruição de Jerusalém. Porque é que Deus, que lhes prometeu aquela terra, agora permitia que eles estivessem sob tão grande ameaça? A verdade é que o povo tinha desrespeitado a promessa. E, mesmo na terra prometida, tinham trocado a devoção a Deus pela adoração de demónios em seu coração. Sabendo da ameaça externa que lhes pesava sobre a cabeça, o povo estremeceu. Como é frágil o ânimo humano! Como é mal direccionado o nosso temor! Em vez de temerem a Deus, seu criador e sustentador, o povo de Judá temia os exércitos estrangeiros. Por vezes Deus permite os perigos externos para nos aproximar Dele. Não temos melhor lugar para estar do que aos pés do Salvador. Apesar da desobediência e infidelidade do povo, Deus envia promessas de protecção. As promessas de Deus são tão fortes e seguras que deveriam bastar para diluir quaisquer receios humanos. Trezentas e sessenta e seis vezes nas Escrituras, Deus diz-nos “não temas”. Podemos descansar à sombra das promessas de Deus. Quando Ele diz que estará connosco, podemos contar com a Sua presença. Quando Ele diz que nos dará vitória, vitoriosos certamente seremos. Quem pode seja o que for contra as Suas palavras? Aqueles exércitos que se levantavam pareciam fortes e indestrutíveis. A verdade é que todas as circunstâncias, mesmo as mais incríveis e assustadoras, são pequenas diante da grandeza de Deus. Os problemas que aos nossos olhos parecem fogos avassaladores são, para Deus, pequenos tições (v. 4).

sexta-feira, 1 de maio de 2015

(Devocional) A vara de Aarão - Nm. 17:1-13


Sexta-feira, 1 de Maio de 2015
Leitura Bíblica Diária: Números 16-205
A vara de Aarão
      
ENTÃO falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e toma deles uma vara por cada casa paterna de todos os seus príncipes, segundo as casas dos seus pais, doze varas; e escreverás o nome de cada um sobre a sua vara. Porém o nome de Aarão escreverás sobre a vara de Levi; porque cada cabeça da casa dos seus pais terá uma vara. E as porás na tenda da congregação perante o testemunho, onde eu virei a vós. E será que a vara do homem que eu tiver escolhido florescerá; assim farei cessar as murmurações dos filhos de Israel contra mim, com que murmuram contra vós. Falou, pois, Moisés aos filhos de Israel; e todos os seus maiorais deram-lhe, cada um, uma vara, por cada maioral uma vara, segundo as casas dos seus pais; doze varas; e a vara de Aarão estava entre as suas varas. E Moisés pôs estas varas perante o Senhor, na tenda do testemunho. Sucedeu, pois, que, no dia seguinte, Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Aarão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores, e brotara renovos e dera amêndoas. Então Moisés trouxe todas as varas de diante do Senhor a todos os filhos de Israel; e eles o viram, e tomaram cada um a sua vara. Então o Senhor disse a Moisés: Torna a pôr a vara de Aarão perante o testemunho, para que se guarde por sinal para os filhos rebeldes; assim farás acabar as suas murmurações contra mim, e não morrerão. E Moisés fez assim; como lhe ordenara o Senhor, assim fez. Então falaram os filhos de Israel a Moisés, dizendo: Eis aqui, nós expiramos, perecemos, nós perecemos todos. Todo aquele que se aproximar do tabernáculo do Senhor morrerá: seremos, pois, todos consumidos?”
Números 17:1-13


No capítulo anterior a este temos o relato de uma das mais negras páginas da história do povo de Israel. Coré, Datan e Abiram revoltaram-se contra Moisés reclamando para si mesmos os privilégios dados por Deus apenas à casa de Aarão. Também eles queriam o privilégio de subirem até à presença do Senhor no Santo dos Santos do Seu tabernáculo. À revolta deles junta-se parte do povo e o resultado final foi a morte de cerca de 15000 pessoas. Deus identifica a fonte do problema. Deus chama-lhe “murmurações” (v. 5). Deus diz que ao murmurarem contra os seus líderes (Moisés e Aarão), o povo era responsável de murmurar contra o próprio Deus. Este capítulo trata da muito conhecida passagem da “vara de Aarão”. A Arca do Testemunho continha três objectos: as tábuas da Lei, uma porção do maná e esta vara de Aarão. Moisés pediu a cada uma das doze tribos que apresentasse uma vara. A vara de Aarão representaria a tribo de Levi. Foi colocado o nome de cada tribo na vara respectiva e todas elas foram levadas para o tabernáculo onde passaram a noite em frente da arca do testemunho (v. 7). De manhã apenas a vara de Aarão havia florescido e dado fruto! (v. 8). Desta forma o Senhor demonstrou que havia escolhido a tribo de Levi e a casa de Aarão para o serviço sacerdotal perante a face do Senhor. Que paciente é o nosso Deus tirando o tempo e arranjando a melhor forma de ensinar ao povo esta importante lição!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

(Devocional) Lava-me - Sl. 51:1-6


Quinta-feira, 30 de Abril de 2015
Leitura Bíblica Diária: Salmos 51-555
Lava-me

“Salmo de Davi para o músico-mor, quando o profeta Natã veio a ele, depois de ter possuído a Bate-Seba. Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares. Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe. Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.”
Salmo 51:1-6


Precisamos da misericórdia de Deus. Todos. Misericórdia significa que encontrámos alguém que tem o poder de cancelar um castigo que pairava sobre nós e que era merecido. Neste salmo vemos o coração de David, que se lança aos pés da Misericórdia, depois de ganhar consciência do seu grande pecado. Esta confissão de David deve levar-nos a confessar os nossos próprios pecados. Porque a misericórdia é uma realidade, não deve haver nada entre nós e o nosso Pai Celestial. Nesta confissão existem características que devemos ter em atenção. Em primeiro lugar, David sabe que o perdão de Deus é absoluto – ele ora para que as suas transgressões sejam apagadas. Tal é o poder do sangue de Cristo. O sangue de Jesus é tão puro que efectua naquele que Nele se refugia uma lavagem e purificação completas. Depois, na sua confissão, David afirma que conhece o seu pecado. Esta não é uma oração apenas para buscar o favor de Deus. Aquele que confessa, deve admitir que conhece o seu erro e que está consciente das suas consequências. Vemos também que David diz que o seu pecado, apesar de ter consequências neste mundo e de atingir outras pessoas, é um pecado contra Deus. Todo o pecado é um atentado contra a pessoa de Deus. Finalmente, David também reconhece que a sua própria natureza, desde o seu nascimento, está manchada pelo pecado. Meu amigo, o mesmo se passa com o seu erro. Ele é grave e é contra Deus. Confesse diariamente as suas culpas a Deus. Que nada exista entre si e o Salvador.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

(Devocional) Uma melhor ressurreição - Hb. 11:32-40


Quarta-feira, 29 de Abril de 2015
Leitura Bíblica Diária: Hebreus 11-155
Uma melhor ressurreição

“E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas, os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados.”
Hebreus 11:32-40


Ao longo dos séculos, têm sido muitos os cristãos que têm sido maltratados ou que tiveram de suportar enormes quantidades de sofrimento por causa da sua fé em Jesus. Na verdade, para quem está de fora, a vida cristã é uma vida de sofrimento. Quem não está em Cristo tem dificuldade em entender porque é que os crentes se sujeitam a Deus e rejeitam tudo aquilo que este mundo oferece para suavizar as dores da existência. Em Cristo não acabam as dores, as perseguições, os mal entendidos, a amargura e a saudade daqueles que partiram. Os cristãos passam pelas mesmas dificuldades que os descrentes têm de enfrentar. Estes estendem a mão para os prazeres da carne e para o que este mundo tem para oferecer e pensam que, assim, irão compensar aquilo que passam. Mas esta passagem diz-nos que temos em Deus aquilo que precisamos para passar pela dor, sem colocar em causa o nosso relacionamento com Cristo. O crente sabe que o aguarda uma melhor ressurreição. Se existe uma melhor ressurreição, então também existe uma pior ressurreição. Esta é a ressurreição daqules que terão o seu corpo transformado para passar a eternidade longe daquele que os criou. Escolhem neste mundo disfarçar a dor com remédios de fantasia. Nunca encontram satisfação para o seu sofrimento, nem neste mundo, nem na ressurreição. Não é assim em Cristo. A melhor ressurreição é tão completa que oferece neste mundo esperança e na eternidade, vida.