sexta-feira, 29 de maio de 2015

(Devocional) Atenta que os guardes - Dt. 6:1-3


Sexta-feira, 29 de Maio de 2015
Leitura Bíblica Diária: Deuteronómio 6-10
Atenta que os guardes

“ESTES, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos, que mandou o Senhor, vosso Deus, para se vos ensinar, para que os fizésseis na terra a que passais a possuir; Para que temas ao Senhor, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho do teu filho, todos os dias da tua vida, e que os teus dias sejam prolongados. Ouve, pois, ó Israel, e atenta que os guardes, para que bem te suceda, e muito te multipliques, como te disse o Senhor, Deus dos teus pais, na terra que mana leite e mel.”
Deuteronómio 6:1-3


Moisés e o povo estavam a receber a lei de Deus pela primeira vez. Para eles era tudo novo. Eles caminhavam numa nova terra, tinham novos objectivos de vida, agora tinham princípios novos pelos quais uma nova sociedade estava a ser formada. O povo estava ainda encantado com a novidade de tudo aquilo que estavam a viver. Chegaria o dia (muito mais depressa do que eles tinham antecipado) em que a excitação da novidade encontraria o seu fim. Deus sabia que isso ia acontecer, por isso Deus dá-lhes estas palavras de aviso. Eles tinham de colocar atenção e intenção no seu compromisso de obediência aos mandamentos do Senhor. A vida cristã, maravilhosa no seu começo pois abre um novo mundo diante dos olhos do convertido, é uma vida que tem de ser vivida de forma intencional. Deus quer formar em nós o carácter do Seu Filho, mas isso não é feito instantaneamente. Temos de nos aplicar de forma atenta a caminhar com Cristo pois, quando nos distraímos (oh, como o sabemos), começamos a afastar-nos. É nesses momentos de afastamento que tomamos as decisões que tornam difícil (pensamos nós) voltarmos atrás. Temos um Salvador que vai à frente, moldando na areia as pegadas para pisarmos. Essas pegadas são o caminho seguro para o crescimento e para deixarmos uma herança de fidelidade às gerações futuras. As pegadas estão feitas, a glória é toda do Mestre, mas temos de prestar atenção para pormos os pés no lugar certo. 

quinta-feira, 28 de maio de 2015

(Devocional) Quando tudo corre mal - Sl. 88:10-18


Quinta-feira, 28 de Maio de 2015
Leitura Bíblica Diária: Salmos 86-905
Quando tudo corre mal

“Mostrarás, tu, maravilhas aos mortos, ou os mortos se levantarão e te louvarão? (Selá.) Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade na perdição? Saber-se-ão as tuas maravilhas nas trevas, e a tua justiça na terra do esquecimento? Eu, porém, SENHOR, tenho clamado a ti, e de madrugada te esperará a minha oração. SENHOR, porque rejeitas a minha alma? Por que escondes de mim a tua face? Estou aflito, e prestes tenho estado a morrer desde a minha mocidade; enquanto sofro os teus terrores, estou perturbado. A tua ardente indignação sobre mim vai passando; os teus terrores me têm retalhado. Eles me rodeiam todo o dia como água; eles juntos me sitiam. Desviaste para longe de mim amigos e companheiros, e os meus conhecidos estão em trevas.”
Salmo 88:10-18


Ser servo de Deus, nascido de novo pelo sangue de Cristo, não quer dizer que nunca se tenham problemas ou complicações. Mesmo para o filho de Deus, irão haver situações em que parece que Deus Se esqueceu de nós. Alturas em que tudo corre mal. Temos tendência a fazer planos, por vezes para muitos anos, no entanto Deus pede-nos para vivermos um dia de cada vez. Quando tudo paece ir mal é quando devemos estar mais próximos de Deus. Por vezes são as alturas usadas para Deus nos ensinar as mais valiosas lições. Nessas ocasiões vale a pena orar com seriedade (v. 13). O salmista diz que se levanta de madrugada para orar. Ao fazê-lo, ele abdica de algo que o seu corpo lhe exige, descanso, para estar com Deus. Desta forma ele afirma que a sua vida espiritual é mais importante para ele do que a sua vida física. Se isto é um desafio fazer quando tudo corre bem, imaginem no meio das maiores tribulações? Não é algo que fazemos por nossas forças, é algo que Deus faz em nós quando nos submetemos completamente a Ele. Devemos continuar a buscar a Deus, mesmo se Ele parecer longe (v. 4). Somos sempre nós os culpados dos afastamentos e somos nós que temos de percorrer o caminho de volta. Deus não muda. Se admitirmos a verdade do nosso pecado e das suas consequências, não poderemos viver pacificamente as nossas vidas (v. 16). Deus está sempre pronto a receber-nos de volta. 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

(Devocional) Defensores da verdade - Ap. 1:3-8


Quarta-feira, 27 de Maio de 2015
Leitura Bíblica Diária: Apocalipse 1-5
Defensores da verdade

“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas, porque o tempo está próximo! João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco, da parte daquele que é, e que era, e que há-de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono; E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogénito dos mortos e o príncipe dos reis da terra! Àquele que nos ama, e no seu sangue nos lavou dos nossos pecados, E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder, para todo o sempre! Ámen. Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Ámen. Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há-de vir, o Todo-Poderoso.”
Apocalipse 1:3-8


O livro de Apocalipse transmite neste texto aquele que se tornou o comportamento dos crentes das igrejas do primeiro século perante as Escrituras. Aquilo que começou como uma carta do apóstolo João, enviada primeiramente à igreja de Éfeso, logo começou a ser copiada e levada de igreja a igreja, para que todos os cristãos a pudessem ler. Assim começou aquilo que sempre foi uma das funções das igrejas fiéis, a defesa das Escrituras. Esta função reveste-se de ainda maior importância devido ao facto de já exisitirem naquela altura (e isso estende-se até aos dias de hoje) quem atacava algumas das doutrinas fundamentais da nossa fé. Uma dessas doutrinas encontra-se contida no nosso texto – a divindade de Jesus. Jesus merece toda a nossa adoração pois Ele é o Todo-Poderoso Deus. Não foi a arqueólogos, doutores, seminários ou universidades que Deus deu a responsabilidade de preservar as Suas palavras. A humilde igreja local, fiel a Deus e às Escrituras, é o instrumento que Deus tem usado ao longo dos séculos para preservar a verdade bíblica. Muitos querem tirar importância à igreja e vemos hoje defendida a tese de que é positivo alguém ser crente em Jesus e não ser membro de uma igreja. Essa tese é estranha à Bíblia. Em Apocalipse, quando Jesus se quer dirigir aos crentes, Ele escreve às igrejas. O Novo Testamento desconhece crentes em Jesus que não são membros de uma igreja local. Amigo, ame aquilo que Deus ama e defenda aquilo que Deus defende. Ame a sua igreja. Defenda a verdade das Escrituras.

terça-feira, 26 de maio de 2015

(Devocional) Orgulhosamente cegos - Is. 31:1-5


Terça-feira, 26 de Maio de 2015
Leitura Bíblica Diária: Isaías 31-355
Orgulhosamente cegos

“AI dos que descem ao Egipto a buscar socorro, e se estribam em cavalos; e têm confiança em carros, porque são muitos, e nos cavaleiros, porque são poderosíssimos: e não atentam para o Santo de Israel, e não buscam ao Senhor Todavia, também ele é sábio e fará vir o mal, e não retirará as suas palavras; ele se levantará contra a casa dos malfeitores, e contra a ajuda dos que praticam a iniquidade. Porque os egípcios são homens, e não Deus; e os seus cavalos carne, e não espírito; e quando o Senhor estender a sua mão, cairão por terra, tanto o auxiliador como o ajudado, e todos, juntamente, serão consumidos. Porque assim me disse o Senhor: Como o leão, e o cachorro do leão, rugem sobre a sua presa, ainda que se convoque contra ele uma multidão de pastores, e não se espantam das suas vozes, nem se abatem pela sua multidão, assim o Senhor dos Exércitos descerá, para pelejar pelo monte de Sião, e pelo seu outeiro. Como as aves voam, assim o Senhor dos Exércitos amparará a Jerusalém: ele a amparará e a livrará, e, passando, a salvará.”
Isaías 31:1-5


E quando conhecemos a vontade de Deus e não queremos fazê-la? E quando Deus nos mostra um caminho para a nossa vida, uma solução para o problema que nos aflige, e escolhemos seguir o nosso próprio caminho? Fazemos planos e os nossos planos parecem-nos perfeitos. Tudo o que planeamos funcionou primeiramente, e funcionou bem, nas nossas mentes. Ninguém faz planos contrários a Deus sabendo que os seus planos falharão. O nosso orgulho vê aquilo que quer ver e é cego para aquilo que é certo e justo e bom. Deus tinha enviado profetas a Israel para avisar o povo para que se arrependesse e aceitasse a Sua vontade. Em vez de se submeter a Nabucodonossor, Israel preferiu pedir ajuda ao Egipto. Por causa do seu orgulho, Israel viu o Egipto como poderoso e invencível. Na verdade, o Egipto era vulnerável e fraco. O defensor de Israel era incapaz de se defender a si mesmo. Que mau plano confiar nos nossos planos em vez de confiar nos planos de Deus. Que má ideia colocar o material à frente do espiritual. Assim somos nós quando somos rebeldes contra Deus. A vontade de Deus parece por vezes insuficiente? Isso acontece sempre que o nosso orgulho começa a deturpar a nossa visão. Apenas quando nos humilhamos diante de Deus conseguimos tirar da frente o orgulho que nos impede de ver a realidade. A vitória começa com arrependimento (mudança da mente) e submissão à perfeita, simples e clara vontade de Deus.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

(Devocional) Vituperar as dignidades - Jd. 1:8-15


Segunda-feira, 25 de Maio de 2015
Leitura Bíblica Diária: Judas 15
Vituperar as dignidades

“E, contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne, e rejeitam a dominação, e vituperam as dignidades. Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda. Estes, porém, dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem. Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caím, e foram levados pelo engano do prémio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré. Estes são manchas nas vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levados pelos ventos, de uma para outra parte, são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarreigadas; Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas próprias abominações; estrelas errantes, para as quais está eternamente reservada a negrura das trevas. E destes profetizou, também, Henoch, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor, com milhares dos seus santos, Para fazer juízo contra todos e condenar, de entre eles, todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que ìmpiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.”
Judas 1:8-15


Judas continua a falar daqueles que, nas igrejas, dizem ser o que não são para poderem aproveitar-se daqueles que são fiéis. Tal como os anjos que se revoltaram, estes são pessoas que rejeitam as autoridades que Deus colocou sobre a sua vida. Esta é uma reacção muito comum da carne, e uma contra a qual nos precisamos guardar. Judas dá o exemplo do arcanjo Miguel, um dos seres mais poderosos que existem, que não ousou, na sua luta contra Satanás, pensar que era capaz daquilo que estava fora do seu alcance. No momento certo, e apesar de certamente desejar tratar ele mesmo do assunto, ele entrega o caso a Deus, pois está fora da sua autoridade. Meu amigo, estas palavras são para nós sempre que decidimos tomar conta da nossa vida e fazer tudo sozinhos. Trata-se de uma atitude egoísta e de uma manifestação do orgulho da nossa carne. De cada vez que somos tentados a tomar o controlo, devemos correr para Deus para que esta atitude seja arrancada da nossa vida. Mas às vezes parece tão simples... Parece que a recompensa está logo ali. Que não precisamos de Deus desta vez. Aí tornamo-nos como Caím, Balaão, ou como os filhos de Coré. Os anjos que decidiram tomar a sua vida nas suas mãos estão em correntes no abismo a aguardar juízo. O que acha que Deus pensa do seu orgulho, meu amigo?