sexta-feira, 10 de julho de 2015

(Devocional) Obedientes e agradecidos - Jos. 21:1-8


Sexta-feira, 10 de Julho de 2015
Leitura Bíblica Diária: Josué 21-24
Obedientes e agradecidos

“Então os Cabeças dos pais dos levitas se achegaram a Eleazar, o sacerdote, e a Josué, filho de Nun, e aos Cabeças dos pais das tribos dos filhos de Israel; E falaram-lhes em Silo, na terra de Canaan, dizendo: O Senhor ordenou, pelo ministério de Moisés, que se nos dessem cidades para habitar, e os seus arrabaldes para os nossos animais. Pelo que os filhos de Israel deram aos levitas, da sua herança, conforme ao dito do Senhor, estas cidades e os seus arrabaldes. E saiu a sorte pelas famílias dos coatitas: e aos filhos de Aarão, o sacerdote, de entre os levitas, caíram por sorte, da tribo de Judá, e da tribo de Simeão, e da tribo de Benjamim, treze cidades; E aos outros filhos de Coath caíram por sorte, das famílias da tribo de Efraim, e da tribo de Dan, e da meia tribo de Manassés, dez cidades; E aos filhos de Gerson caíram por sorte, das famílias da tribo de Issacar, e da tribo de Aser, e da tribo de Naftali, e da meia tribo de Manassés em Basan, treze cidades; Aos filhos de Merari, segundo as suas famílias, da tribo de Ruben, e da tribo de Gad, e da tribo de Zebulon, doze cidades. E deram os filhos de Israel aos levitas estas cidades e os seus arrabaldes, por sorte, como o Senhor ordenara pelo ministério de Moisés.”
Josué 21:1-8


Os levitas não tinham herança em terras, mas tinha-lhes sido dada a melhor parte da herança. Era deles o privilégio de servir ao Senhor no tabernáculo (e depois no templo). Mesmo assim, estava previsto na vontade de Deus revelada a Moisés que recebessem, entre a herança dada aos seus irmãos, um certo número de cidades em que pudessem habitar. Agora que a terra tinha sido finalmente dividida pelas tribos, os levitas apresentam-se para lhes serem dadas as suas cidades. Pelo método de lançamento de sortes, são-lhes designadas um certo número de cidades em cada tribo. Mas há duas coisas que faltam neste texto. Em primeiro lugar faltam queixas por parte das tribos que têm de abrir mão de algumas das suas cidades. A Bíblia não tem qualquer palavra para dizer que eles se queixaram. Senhor, que eu possa ter a mesma atitude quando me pedes para abrir mão da minha vontade, por motivos que não entendo, para te poder servir melhor. Senhor perdoa-me por pensar que estarei melhor guardando o que me pedes para entregar do que no centro da tua vontade. Em segundo lugar, falta no texto insatisfação dos levitas por aquilo que receberam. Quantos de nós já demonstrámos falta de agradecimento por qualquer coisa recebida das mãos de Deus? Quantos de nós nos queixámos tendo a barriga cheia das bênçãos do Pai. Em Cristo não são todas as coisas minhas? Não sou eu co-herdeiro com o Filho de Deus? O que me falta se eu tenho Cristo?

quinta-feira, 9 de julho de 2015

(Devocional) Perseveravam unanimemente - Act. 1:12-14


Quinta-feira, 9 de Julho de 2015
Leitura Bíblica Diária: Actos 1-55
Perseveravam unanimemente

“Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado. E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o zelador, e Judas, de Tiago. Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos.”
Actos 1:12-14


Este momento marca claramente o começo de uma nova vida para os primeiros cristãos. Eles tinham acabado de ver Jesus voltar ao Céu, de onde tinha vindo. Agora tinham de aguardar a promessa do Espírito que lhes daria o poder que precisavam para fazerem discípulos em todo o mundo. Esta promessa do Espírito era algo que eles não sabiam o que era. Tudo era novo para eles. Tudo o que eles tinham era as palavras de Jesus. Mas isso era tudo o que eles precisavam. Assim, eles voltam para a comunhão dos discípulos, o grupo de crentes baptizados do qual eles mesmos faziam parte. Enquanto esperavam pelo que não entendiam o que é que eles faziam? Perseveravam unanimemente em oração. Quando não sabemos o que virá a seguir na nossa caminhada com Cristo, devemos esperar e orar. Ou seja, quando não sabemos o que fazer devemos fazer o que sabemos. Aquele grupo era, em si mesmo, um milagre de Deus. Para além dos apóstolos e de outros seguidores próximos de Jesus, vemos agora naquele corpo de crentes a mãe e os irmãos de Jesus (sabemos que pelo menos Judas e Tiago, irmãos de Jesus estão ali). Estes são os mesmos irmãos de Jesus que no início não creram nele e que lhe pediram que se fosse embora. Enquanto esperamos a vinda de Jesus, lembremo-nos que não há ninguém que esteja fora do alcance do amor de Deus.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

(Devocional) Herança graciosa - Jos. 16:1-4


Quarta-feira, 8 de Julho de 2015
Leitura Bíblica Diária: Josué 16-205
Herança graciosa

“Saiu, depois, a sorte dos filhos de José, desde o Jordão de Jericó às águas de Jericó, para o oriente, subindo ao deserto de Jericó, pelas montanhas de Betel; E de Betel sai a Luz, e passa ao termo dos arqueus, até Ataroth; E desce da banda do ocidente ao termo de Jafleti, até ao termo de Beth-oron de baixo, e até Gazer, sendo as suas saídas para o mar. Assim alcançaram a sua herança os filhos de José, Manassés e Efraim.”
Josué 16:1-4 5


Vemos aqui que a fidelidade de José continua a ser considerada e galardoada por Deus, mesmo após a sua morte. Porque tinha sido José a manter viva toda a família durante os anos de fome do Egipto, ambos os seus filhos seriam constituídos como chefes de tribos em igualdade com os seus tios. José recebe, portanto, uma porção dobrada. Podemos também considerar que o território recebido por estas duas tribos era das mais férteis e valiosas porções em toda a terra prometida. Tratavam-se de terras bem no centro de Canaã e conhecidas por serem de extrema qualidade. Será que José, na escuridão imunda daquela prisão no Egipto, onde passou anos de injusta punição, conseguia antecipar tudo isto? Certamente que não. A sua fidelidade a Deus não dependia da esperança de um galardão futuro. A fidelidade de José a Deus dependia do seu relacionamento com Ele. Não conseguimos ver o futuro e nem sequer sabemos as razões pelas quais passamos por aquilo que passamos. Há tanto que não sabemos que o único passo racional a dar é entregar-nos àquele que sabe todas as coisas. Enganamo-nos quando pensamos que sabemos e que temos tudo controlado. Esse orgulho – o orgulho do conhecimento – é ferramenta habilmente utilizada por quem nos quer fazer mal e pela carne que exige os seus direitos. Aqui temos um pequeno vislumbre do que pode vir a ser. Vale a pena entregar-nos a Deus e deixar Cristo ser todas as coisas.

terça-feira, 7 de julho de 2015

(Devocional) Jesus teve fome - Mt. 21:18-22


Terça-feira, 7 de Julho de 2015
Leitura Bíblica Diária: Mateus 21-255
Jesus teve fome

“E, de manhã, voltando para a cidade, teve fome; E, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela, e não achou nela senão folhas. E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou, imediatamente. E os discípulos, vendo isto, maravilharam-se, dizendo: Como secou imediatamente a figueira? Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas, até, se a este monte disserdes: Ergue-te, e precipita-te no mar, assim será feito; E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis.”
Mateus 21:18-22


Se não tivermos o devido cuidado, perdemos algo fundamental neste texto. Na nossa carne, o que salta à atenção é o facto de Jesus ter dito que receberemos tudo aquilo que pedirmos com fé. A nossa carne começa logo a pensar como fabricar essa fé. O nosso homem mortal gosta de sentir que consegue fabricar o “infabricável”. Mas, não é impressionante o facto de que Jesus teve fome? Porque é que o criador e sustentador de tudo, se havia de sujeitar a passar vários anos num corpo imperfeito? Porque é que Jesus, o todo poderoso Deus, havia de passar necessidade? A resposta é simples. Foi por você e por mim que Jesus se fez carne. Aliás, toda a situação criada com esta figueira foi para benefício dos seus discípulos. Será que Jesus não sabia que a figueira não tinha fruto? Certamente que ele o sabia. Jesus, hábil utilizador de eficazes ilustrações, usou a figueira para mostrar aos discípulos o poder de Deus e o poder da oração daquele que deixa que a sua fé se alinhe com a vontade do Pai. O facto de Jesus ter feito tudo o que fez por nós, não diz muito sobre nós. Isso não se deu porque nós somos dignos de atenção. Tudo o que ele fez apenas acrescenta à sua graça e ao seu amor. Senhor, eu quero ver-te trabalhar à minha volta e em mim. Eu quero ver-te responder às minhas orações. Ajuda-me a saber orar dentro da tua vontade. Alinha a minha fé com o teu querer.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

(Devocional) Louvor contínuo - Sl. 150


Segunda-feira, 6 de Julho de 2015
Leitura Bíblica Diária: Salmos 146-1505
Louvor contínuo

“Louvai ao Senhor. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder. Louvai-o pelos seus actos poderosos; louvai-o, conforme a excelência da sua grandeza. Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa. Louvai-o com o adufe e a flauta; louvai-o com instrumento de cordas e com órgãos. Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes. Tudo quanto tem fôlego, louve ao Senhor. Louvai ao Senhor.”
Salmo 150


Aqui temos o encerramento do grande livro dos Salmos. O tema é ainda o louvor. No primeiro versículo encontramos algumas verdades importantes. Vemos que Deus é louvado nos céus, onde Ele habita (é isso que significa “firmamento do seu poder”). Porque essa é a realidade do céu, onde já não existe a presença do pecado, então devemos buscar que isso seja uma realidade nos lugares onde também nós invocamos a Deus. A verdade é que, nesta era que habitamos, os nossos próprios corpos são santuários de Deus. Ele habita em nós, os que nos arrependemos e aceitámos o Seu amor. Nesse sentido, o louvor a Deus deve ser contínuo nas nossas vidas, pois Ele está sempre connosco. Deus merece o nosso louvor contínuo, pelas Suas poderosas obras de criação e redenção (v. 2). Nos versículos seguintes o salmista menciona uma grande quantidade de instrumentos musicais. A música fala de alegria e não há ocasião mais alegre do que aquela em que louvamos ao Senhor. No entanto quando pensamos em todos estes instrumentos, de sopro, de cordas e de percurssão, também devemos pensar em harmonia. Os instrumentos mencionados não soam bem se forem tocados cada um para o seu lado. Cada um tem de tocar o seu instrumento tendo em atenção os outros. Só assim o resultado final será agradável a Deus. Quem, então, deve estar envolvido no louvor? O salmo diz-nos que “tudo o que tem fôlego” deve louvar a Deus (v. 6).