sábado, 10 de outubro de 2015

(Devocional) Salvos do fogo - Dn. 3:19-30


Sábado, 10 de Outubro de 2015
Leitura Bíblica Diária: Daniel 1-55DanielD
Salvos do fogo

 “Então Nabucodonosor se encheu de furor, e se mudou o aspecto do seu semblante contra Sadrach, Mesach e Abed-nego: falou, e ordenou que o forno se aquecesse sete vezes mais do que se costumava aquecer. E ordenou aos homens mais fortes que estavam no seu exército, que atassem a Sadrach, Mesach e Abed-nego, para os lançarem no forno de fogo ardente. Então aqueles homens foram atados com as suas capas, seus calções, e seus chapéus, e seus vestidos, e foram lançados dentro do forno de fogo ardente. E, porque a palavra do rei apertava, e o forno estava sobremaneira quente, a chama do fogo matou aqueles homens que levantaram a Sadrach, Mesach e Abed-nego. E estes três homens, Sadrach, Mesach e Abed-nego, caíram, atados, dentro do forno de fogo ardente. Então o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa; falou, e disse aos seus capitães: Não lançámos nós três homens, atados, dentro do fogo? Responderam e disseram ao rei: É verdade, ó rei. Respondeu, e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, e nada há de lesão neles; e o aspecto do quarto é semelhante ao filho de Deus. Então se chegou Nabucodonosor à porta do forno de fogo ardente: falou, e disse: Sadrach, Mesach e Abed-nego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então Sadrach, Mesach e Abed-nego saíram do meio do fogo. E ajuntaram-se os sátrapas, os prefeitos, e os presidentes, e os capitães do rei, contemplando estes homens, e viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos: nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles. Falou Nabucodonosor, e disse: Bendito seja o Deus de Sadrach, Mesach e Abed-nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus senão o seu Deus. Por mim, pois, é feito um decreto, pelo qual todo o povo, nação e língua que disser blasfémia contra o Deus de Sadrach, Mesach e Abed-nego, seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas um monturo; porquanto não há outro Deus que possa livrar como este. Então o rei fez prosperar a Sadrach, Mesach e Abed-nego, na província de Babilónia.”
Daniel 3:19-30


O ser humano tem uma tendência natural para pensar que é melhor do que todos os outros. Isto é um perigo maior para aqueles em posição de autoridade. O rei Nabucodonosor mandou fazer uma enorme estátua de si mesmo e ordenou que todos a ela se prostrassem. Todos os que recusassem fazê-lo seriam lançados na fornalha ardente. Pela graça de Deus, vemos aqui o exemplo de fidelidade de três dos judeus levados à força para a Babilónia. Só Deus é merecedor da nossa adoração. O rei ordena que eles sejam lançados no fogo, não sem antes qie eles manifestassem a sua fé e confiança. Deus era poderoso o suficiente para os livrar do fogo. No entanto, se Ele escolhesse não o fazer, eles confiavam que, mesmo assim, valia a pena fazer a Sua vontade e não a do rei (vs. 17-18). Três homens foram lançados ao fogo, mas Nabucodonosor via quatro a andar, sem dano, no seu interior. O quarto era semelhante ao “filho de Deus” (v. 25). Estes três servos escaparam do fogo da condenação porque Deus enviou o Seu Filho para os salvar. Que bonita imagem da salvação que temos disponível em Cristo! Ao contemplar a salvação operada por Deus, o rei reconheceu a sua pequenez e a grandeza de Deus (v. 28). Estes três judeus, não só foram salvos por Deus, como foram recompensados pela sua fidelidade (v. 30). Vale a pena ser fiel a Deus!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

(Devocional) A igreja dos Tessalonicenses - 1Ts. 1:1


Sexta-feira, 9 de Outubro de 2015
Leitura Bíblica Diária: I Tessalonicenses 51-5
A igreja dos Tessalonicenses
      
 PAULO, e Silvano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus, o Pai, e no Senhor Jesus Cristo: Graça e paz tenhais de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo!
I Tessalonicenses 1:1


Esta não era uma cidade grande. Quis o Senhor que Paulo ali fosse parar, depois de uma passagem por Filipos que teve de ser interrompida devido a perseguição. O foco missionário de Paulo eram as cidades grandes, mas foi naquela região de pequenos povoados que ele encontrou pessoas sinceras e que buscavam diariamente ao Senhor na Sua palavra. Paulo não esteve ali muito tempo, talvez apenas cerca de cinco semanas, mas quando se foi embora já ali se tinha formado uma igreja do Senhor Jesus. Por tudo isto é especial quando Paulo endereça uma das suas cartas inspiradas por Deus à “igreja dos tessalonicenses”. Várias coisas cooperaram para que aquela igreja ali existisse. Em primeiro lugar, tratava-se de uma trabalho claramente da vontade de Deus e pela vontade de Deus. O apóstolo escreve esta carta “em Deus, o Pai, e no Senhor Jesus Cristo”. Ficamos portanto a saber que Deus quer que todas as localidades, e não apenas as grandes cidades, tenham igrejas fiéis. As igrejas que levam a sério a sua missão de evangelização e começo de igrejas devem confiar na direcção do Espírito Santo e não apenas nos dados estatísticos. Neste primeiro versículo aprendemos também que o trabalho de Paulo era um trabalho de equipa. Ele menciona Timóteo e Silvano, que eram apenas dois daqueles com quem ele regularmente colaborava. Deus dá à igreja diversos dons, através dos seus diferentes membros, para trabalharem juntos para a glória do Senhor. Isso também é verdade num contexto missionário de começo de igrejas. Finalmente, tudo é feito e continuado pela graça do Senhor. Temos de nos lembrar continuamente que a igreja, seja do tamanho que for, é em si mesma incapaz e que depende de um poder externo a ela. Tessalónica precisava da graça, e eu também.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

(Devocional) A porta da frente - Ez. 46:1-15


Quinta-feira, 8 de Outubro de 2015
Leitura Bíblica Diária: Ezequiel 46-485
A porta da frente

 “Assim diz o Senhor Jeová: A porta do átrio interior, que olha para o oriente, estará fechada durante os seis dias que são de trabalho; mas no dia de sábado ela se abrirá; também no dia da lua nova se abrirá. E o príncipe entrará pelo caminho do vestíbulo da porta, por fora, e permanecerá junto da ombreira da porta; e os sacerdotes prepararão o seu holocausto, e os seus sacrifícios pacíficos, e ele se prostrará no umbral da porta, e sairá; mas a porta não se fechará até à tarde. E o povo da terra se prostrará à entrada da mesma porta, nos sábados e nas luas novas, diante do Senhor. E o holocausto, que o príncipe oferecer ao Senhor, será, no dia de sábado, seis cordeiros sem mancha e um carneiro sem mancha. E a oferta de manjares será um efa pelo carneiro; e pelo cordeiro, a oferta de manjares será o que puder dar; e de azeite um hin para cada efa. Mas, no dia da lua nova, será um bezerro, sem mancha, e seis cordeiros e um carneiro; eles serão sem mancha. E preparará, por oferta de manjares, um efa pelo bezerro e um efa pelo carneiro, mas, pelos cordeiros, conforme o que alcançar a sua mão; e um hin de azeite para um efa. E, quando entrar o príncipe, entrará pelo caminho do vestíbulo da porta, e sairá pelo mesmo caminho. Mas, quando vier o povo da terra perante a face do Senhor, nas solenidades, aquele que entrar pelo caminho da porta do norte, para adorar, sairá pelo caminho da porta do sul; e aquele que entrar pelo caminho da porta do sul sairá pelo caminho da porta do norte: não tornará pelo caminho da porta por onde entrou, mas sairá pela que está em frente dele. E o príncipe entrará no meio deles, quando eles entrarem, e, saindo eles, sairão todos. E nas festas e nas solenidades será a oferta de manjares um efa pelo bezerro e um efa pelo carneiro, mas, pelos cordeiros, o que puder dar; e de azeite, um hin para um efa. E, quando o príncipe fizer oferta voluntária de holocaustos, ou de sacrifícios pacíficos, uma oferta voluntária ao Senhor, então lhe abrirão a porta que olha para o oriente, e fará o seu holocausto e os seus sacrifícios pacíficos, como houver feito no dia de sábado; e sairá, e se fechará a porta depois dele sair. E prepararás um cordeiro de um ano, sem mancha, em holocausto ao Senhor, cada dia: todas as manhãs o prepararás. E, juntamente com ele, prepararás uma oferta de manjares todas as manhãs, a sexta parte de um efa, e de azeite a terça parte de um hin, para misturar com a flor de farinha; por oferta de manjares para o Senhor, em estatutos perpétuos e contínuos. Assim prepararão o cordeiro, e a oferta de manjares, e o azeite, todas as manhãs, em holocausto contínuo.”
Ezequiel 46:1-15


Nesta passagem temos um pouco da descrição de como será o louvor no templo em Jerusalém durante o reino de mil anos de Jesus na terra. Trata-se de um período maravilhoso do futuro do mundo no qual o Senhor Jesus estará de forma física a cumprir todas as promessas referentes ao povo de Israel que ainda estão por cumprir. Vejamos algumas das características deste louvor, pois o louvor futuro deve moldar a forma como adoramos a Deus neste tempo. Em primeiro lugar, vemos que a adoração era algo especial. Para mostrar que o tempo em que se adora deve ser especial, neste templo haverá uma porta que apenas se abrirá no sábado, o dia de adoração. Em segundo lugar estes actos de adoração serão feitos na presença do Senhor. Jesus estará fisicamente a receber a adoração feita a Ele pelo povo. No entanto, nos dias de hoje, temos de saber que o Senhor está também presente em nós quando o adoramos. A presença de Deus nos crentes é real. No seu devido tempo serão entregues ao Senhor ofertas agradáveis a Ele. A adoração é aquilo que é agradável ao Senhor, não somente a nós. Esta passagem ensina-nos que também que a adoração verdadeira deve ser algo que nos transforma. Deus certifica-se que entendemos isso ao ordenar que todos os que vierem ao templo a adorar deverão sair por uma porta diferente daquela por que entraram. Se não a imagem de Cristo não está a crescer em nós, talvez necessitemos de mais tempo em íntima adoração ao nosso Deus. A adoração, tal como o nosso crescimento espiritual, não é acto único. A verdadeira adoração deve ser um movimento perpétuo. Tal como o respirar é para o corpo, a adoração deve ser para o espírito.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

(Devocional) És tu o perturbador? - 1Re. 18:17-20


Quarta-feira, 7 de Outubro de 2015
Leitura Bíblica Diária: I Reis 16-205
És tu o perturbador?
 “E sucedeu que, vendo Acab a Elias, disse-lhe Acab: És tu o perturbador de Israel? Então disse ele: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa do teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor, e seguistes aos Baalim. Agora, pois, envia, ajunta a mim todo o Israel, no monte Carmelo: como, também, os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal, e os quatrocentos profetas de Asera, que comem da mesa de Jezabel. Então enviou Acab, a todos os filhos de Israel: e ajuntou os profetas no monte Carmelo.”
I Reis 18:17-20


O mau rei Acabe encontra-se com o grande profeta Elias. Este encontro começa com uma acusação. Acabe diz, “És tu o perturbador de Israel?” Dirigida por Acabe, a nação de Israel estava completamente afastada do seu Deus. Israel era suposto ser luz para um mundo em trevas, mas essa luz tinha deixado de brilhar. Eles tinham adoptado Baal como deus. Nesta altura era normal e pacífico que os judeus estivessem envolvidos com uma série de falsos deuses e estranhas formas de culto. Elias era um perturbador pois chamava que todos se arrependessem e voltassem para Deus. A posição do profeta era difícil. Seria bem mais fácil deixar as coisas andar e não levantar ondas. “Se eu não falar, ninguém vai reparar que eu estou aqui” parece ser a atitude de muitos crentes e a nossa atitude muitas vezes. Num mundo completamente enganado e afastado de Deus, seguir a Cristo irá causar perturbação. Muitas vezes os outros (e alguns bem próximos de nós) não vão entender porque é que não ficamos calados. É mais fácil ficar calado mas um farol que não brilha dará origem a muitos naufrágios. Sabia que Deus o vai colocar em certos lugares e com certas pessoas porque elas precisam de ouvir algo diferente? Muitos que se ofenderam com uma posição por Deus, acabam por se converter ao Senhor da sua salvação. Elias não teve medo de convocar todos os falsos sacerdotes para um encontro. Ele sabia que era Deus que combateria por ele e lhe daria a vitória.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

(Devocional) O meu coração está ferido - Sl. 102:1-11


Terça-feira, 6 de Outubro de 2015
Leitura Bíblica Diária: Salmos 101-1055
O meu coração está ferido

“Senhor, ouve a minha oração, e chegue a ti o meu clamor. Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia, inclina para mim os teus ouvidos; no dia em que eu clamar, ouve-me depressa. Porque os meus dias se consomem como fumo, e os meus ossos ardem como lenha. O meu coração está ferido e seco como a erva, pelo que, até me esqueço de comer o meu pão. Já os meus ossos se pegam à minha pele, em virtude do meu gemer doloroso. Sou semelhante ao pelicano no deserto: sou como um mocho nas solidões. Velo, e sou como o pardal solitário no telhado. Os meus inimigos me afrontam todo o dia: os que contra mim se enfurecem, me amaldiçoam. Pois tenho comido cinza como pão, e misturado com lágrimas a minha bebida, Por causa da tua ira e da tua indignação, pois tu me levantaste e me arremessaste. Os meus dias são como a sombra que declina, e como a erva me vou secando.”
Salmo 102:1-11


Não há dúvida que esta primeira metade deste salmo reflecte um momento de angústia verdadeira por parte do salmista. Não sabemos exactamente as razões do sofrimento aqui relatado, mas conseguimos perceber que o mesmo era real e profundo. A Bíblia é um livro verdadeiro que fala à vida que todos vivemos. Não é verdade que a vida, mesmo aquela vivida na presença do Senhor, é sempre um mar de rosas. A vida com Deus não significa ausência de problemas, mas sim vitória sobre os mesmos. Ter comunhão com Deus não mantém todos os problemas longe, mas a presença de Deus connosco no meio da tempestada faz toda a diferença. Nesta passagem o salmista está seguro de que mesmo os períodos de maior tribulação são permitidos por Deus. Mesmo quando não entendemos o que se passa, Deus continua a ser justo, e recto e bom. Ele está no Seu trono e nada acontece que Ele não queira ou por acaso. Outra das coisas que vemos aqui é o facto de os descrentes se alegrarem com os problemas daqueles que servem a Deus. Apesar de isso aumentar ainda mais a nossa dor (principalmente quando vem de pessoas que amamos), temos de estar preparados para isso. Quem rejeita o amor de Deus, vendo as Suas bênçãos na nossa vida, jamais compreenderá a presença de Deus na vida do crente que sofre. O desdém de quem não entende jamais pode apagar esta verdade preciosa – Deus nunca está longe. Por vezes pode parecer que sim, mas os olhos do nosso Pai amoroso estão sempre a velar por nós.