terça-feira, 10 de novembro de 2015

(Devocional) A importância das origens - 1Cr. 1:1-27


Terça-feira, 10 de Novembro de 2015
Leitura Bíblica Diária: I Crónicas 1-5
A importância das origens

“Adão, Seth, Enos, Cainan, Maalaleel, Jared, Henoch, Metusala, Lamech, Noé, Sem, Cam, e Jafet. Os filhos de Jafet foram: Gomer, e Magog, e Madai, e Javan, e Tubal, e Mesech, e Tiras. E os filhos de Gomer: Asquenaz, e Rifat, e Togarma. E os filhos de Javan: Elisa, e Tarsis, e Chitim, e Dodanim. Os filhos de Cam: Cush, e Mizraim, e Put e Canaan. E os filhos de Cush eram Seba, e Havila, e Sabta, e Raema, e Sabteca: e os filhos de Raema eram Seba e Dedan. E Cush gerou a Nemrod, que começou a ser poderoso na terra. E Mizraim gerou aos ludeus, e aos anameus, e aos leabeus, e aos naftueus, E aos patruseus, e aos caslueus (dos quais procederam os filisteus), e aos caftureus, E Canaan gerou a Sidon, seu primogénito, e a Heth, E aos jebuseus, e aos amorreus, e aos girgaseus, E aos heveus, e aos arqueus, e aos sineus, E aos arvadeus, e aos zemareus, e aos hamateus. E foram os filhos de Sem: Elam, e Assur, e Arfaxad, e Lud, e Aram, e Uz, e Hul, e Geter, e Mesech. E Arfaxad gerou a Sela: e Sela gerou a Heber. E a Heber nasceram dois filhos: o nome de um foi Peleg, porquanto nos seus dias se repartiu a terra, e o nome de seu irmão era Joctan. E Joctan gerou a Almodad, e a Selef, e a Hasarmaveth, e a Jara, E a Hadoram, e a Husal, e a Dicla, E a Ebad, e a Abimael, e a Seba, E a Ofir, e a Havila, e a Jobab: todos estes foram filhos de Joctan. Sem, Arfaxad, Sela, Heber, Peleg, Reú, Serug, Naor, Tare, Abrão, que é Abraão.”
I Crónicas 1:1-27


Apesar do que se diz ou se pensa, a Bíblia é o melhor livro de consulta quanto às nossas origens. Apesar das tradições de muitos povos apontarem para as suas origens fantasiosas e de, hoje, muitos acreditarem que o homem evoluiu a partir de outros animais, os judeus traçavam as suas origens desde Adão. Não só Adão é o pai dos judeus, ele é o pai de toda a humanidade. Por causa da desobediência dele, nascemos com uma natureza pecaminosa, contaminada e contrária a Deus e à justiça. Este capítulo começa em Adão e isso é importante para percebermos que a origem do mal não está na sociedade. Os nossos maiores problemas não estão à nossa volta, estão dentro de nós. O Deus da Bíblia é um Deus de promessas. No v. 19, temos o registo do nome de Héber. É desta palavra que temos o termo “hebreu”. Associado a Héber, está a divisão da terra. Os judeus viviam na sombra da promessa de Deus de que seriam os herdeiros de uma terra e que da semente deles viria o Salvador. Tinham razão. As promessas de Deus são de confiança. Tendo começado em Adão, a passagem termina em Abraão. Se, em Adão temos a certeza de condenação, em Abraão temos o cumprir da promessa. Da mesma maneira que todos são pecadores em Adão, todos podem fazer como Abraão, colocar a sua fé apenas em Deus e receber gratuitamente a salvação que Cristo ganhou na cruz.  

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

(Devocional) Deus odeia a hipocrisia - Am. 5:21-27


Segunda-feira, 9 de Novembro de 2015
Leitura Bíblica Diária: Amós 1-5
Deus odeia a hipocrisia

“Aborreço, desprezo as vossas festas, e as vossas assembleias solenes não me dão nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos, e ofertas de manjares, não me agradarei delas: nem atentarei para as ofertas pacíficas dos vossos animais gordos. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos. Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça como o ribeiro impetuoso. Oferecestes-me vós sacrifícios e oblações, no deserto, por quarenta anos, ó casa de Israel? Antes, levastes a tenda do vosso Moloch, e o altar das vossas imagens, a estrela do vosso deus, que fizestes para vós mesmos. Portanto, vos levarei cativos, para além de Damasco, diz o Senhor, cujo nome é o Deus dos exércitos.”
Amós 5:21-27


É falsa a ideia que Deus não odeia. Deus tem ódio por tudo o que é contra Ele. A única diferença entre o Seu ódio e o nosso é que Deus nunca pecará como consequência. Os judeus estavam há demasiado tempo a viver uma vida dupla. Apesar de estarem a fazer sacrifícios a outros deuses e de terem um grande culto ao bezerro de ouro em Betel, eles continuavam a fazer as coisas que a lei de Moisés mandava, os sacrifícios, as festividades e os ajuntamentos. A lição que temos a aprender é que Deus não precisa das nossas coisas e rituais. Não adianta virmos à igreja e contribuirmos com as  nossas ofertas, se não estivermos dispostos a servir a Deus de todo o coração. Uma boa oferta ou uma assiduidade sem mácula aos cultos não cobre as nossas transgressões. Deus não quer as nossas obras, Ele quer-nos a nós! Se nos tiver a nós, terá também as nossas obras. Deus não Se agrada que O sirvamos apenas de “corpo presente”. Nesta passagem aprendemos que, naquilo que fazemos para Deus, fazer mal é pior do que não fazer. Isto não quer dizer que tenhamos de ser perfeitos, mas temos de ser, isso sim, sinceros. Israel estava no auge da sua força, mesmo assim Deus anuncia que eles seriam derrotados e levados cativos. Não nos esqueçamos de Quem é o dono da força.  

domingo, 8 de novembro de 2015

(Devocional) A âncora da alma - Hb. 6:9-20


Domingo, 8 de Novembro de 2015
Leitura Bíblica Diária: Hebreus 6-105
A âncora da alma

“Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos. Porque Deus não é injusto, para se esquecer da vossa obra, e do trabalho de amor que, para com o seu nome, mostrastes, enquanto servistes aos santos, e ainda servis. Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança; Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela fé e paciência, herdam as promessas. Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo, Dizendo: Certamente, abençoando, te abençoarei, e multiplicando, te multiplicarei. E, assim, esperando com paciência, alcançou a promessa. Porque os homens, certamente, juram por alguém superior a eles, e o juramento para confirmação é, para eles, o fim de toda a contenda. Pelo que, querendo Deus mostrar, mais abundantemente, a imutabilidade do seu conselho, aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento; Para que, por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta, A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu, Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedec.”
Hebreus 6:9-20


Aqueles em quem Deus começa um trabalho devem seguir com atenção aquilo que Deus estiver neles a fazer. Apenas em Cristo há esperança de salvação. Isto sabemos. Mas também precisamos saber que apenas em Cristo há esperança de suficiência e satisfação. O evangelho não é mais uma moda que se experimenta por algum tempo e que se abandona esperando encontrar algo melhor. Aquele que bebe da água que Jesus tem jamais voltará a ter sede. Alguns, começando a ser levados pela mão em direcção a este poço de águas eficazes, páram ou abandonam o caminho ainda antes de provarem de Cristo. Continuem no caminho em que Deus vos colocou até chegarem à inteira certeza de salvação e satisfação em Cristo. É esta esperança verdadeira, não nas sombras das religiões imperfeitas, mas na Pessoa bendita de Cristo, que este texto chama a âncora da alma. Uma boa âncora faz com que o barco permaneça firme e seguro, sem se deixar abalar por ondas de qualquer tamanho ou pelo vento que sopra. A nossa salvação e suficiência está baseada na Pessoa de Deus e na Sua Palavra segura. Sabemos que somos salvos e que Cristo é suficiente porque é Deus que no-lo diz na Sua Palavra. A Palavra de Deus tem de ser suficiente. Jesus já derrotou a morte, e passou vitorioso para o outro lado do véu. Nele estamos seguros e nada nos pode mover.

sábado, 7 de novembro de 2015

(Devocional) Mas os meus olhos te contemplam - Sl. 141:5-10


Sábado, 7 de Novembro de 2015
Leitura Bíblica Diária: Salmos 141-1455
Mas os meus olhos te contemplam

“Fira-me o justo, será isso uma benignidade; e repreenda-me, será um excelente óleo, que a minha cabeça não rejeitará; porque continuarei a orar, a despeito das suas maldades. Quando os seus juízes forem arremessados da rocha, ouvirão as minhas palavras, pois são agradáveis. Como quando alguém lavra e sulca a terra, são os nossos ossos espalhados à boca da sepultura. Mas os meus olhos te contemplam, ó Deus, Senhor: em ti confio; não desampares a minha alma. Guarda-me dos laços que me armaram; e dos laços corrediços dos que praticam a iniquidade. Caiam os ímpios nas suas próprias redes, até que eu tenha escapado inteiramente.”
Salmo 141:5-10

São duras as provações neste mundo daqueles que se querem manter fiéis no meio das tentações. Sabemos que nunca seremos tentados acima da nossa capacidade (dada por Deus) de resistir. Também sabemos que com cada tentação teremos também um modo de escape, temos de o procurar e estar gratos por ele. Por vezes o escape virá na forma de dura repreensão por parte daqueles que sabem mais do que nós (v. 5). Frequentemente essa repreensão parecerá injusta e virá daqueles que jamais poderão entender o que estão a passar. Devemos receber esse escape como vindo das mãos do Senhor em resposta às nossas orações. Nem sempre o escape vem no tempo que pensamos ser o melhor. Somos chamados a acreditar que Deus é bom e justo e que o evangelho é suficiente, mesmo durante longos (e como parecem longos) períodos de provação (v. 7). É no meio das grandes provações que vemos em quem (ou no quê) temos a nossa identidade. Se os nossos olhos seguirem aquilo que nos é tirado é porque eles não estavam posto em Deus (v. 8). Apenas Nele conseguimos ver o invisível (v. 9). É Ele que nos dá o discernimento para colocar os nossos pés nos lugares seguros. Que a nossa oração seja por sabedoria e não apenas por conforto. Que a nossa oração nos aproxime do Senhor e não seja apenas para preservar os nossos ídolos.  

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

(Devocional) Despertai e chorai - Jl. 1:1-7


5Sexta-feira, 6 de Novembro de 2015
Leitura Bíblica Diária: Joel 1-3
Despertai e chorai

“Palavra do Senhor, que foi dirigida a Joel, filho de Petuel. Ouvi isto, vós, anciãos, e escutai, todos os moradores da terra: Aconteceu isto em vossos dias? ou também nos dias dos vossos pais? Fazei sobre isto uma narração a vossos filhos, e vossos filhos a seus filhos, e os filhos destes à outra geração. O que ficou da lagarta o comeu o gafanhoto, e o que ficou do gafanhoto o comeu a locusta, e o que ficou da locusta o comeu o pulgão. Despertai ébrios, e chorai; gemei, todos os que bebeis vinho, por causa do mosto, porque tirado é da vossa boca. Porque uma nação subiu sobre a minha terra, poderosa e sem número: os seus dentes são dentes de leão, e têm queixadas de um leão velho. Fez da minha vide uma assolação, e tirou a casca da minha figueira: despiu-a toda, e a lançou por terra; os seus sarmentos se embranqueceram.”
Joel 1:1-7
5

Joel descreve a devastação causada por diversas pragas, uma atrás da outra. Sendo uma comunidade maioritariamente agrícola, a chegada sucessiva de lagarta, gafanhoto, locusta e pulgão pareceria a todos o fim do mundo. Pode ser, também, que Joel estivesse a usar estes fenómenos naturais para se referir à invasão por um exército estrangeiro. Seja como for, para o profeta, a causa desta calamidade é óbvia – o povo deixou que o conforto da prosperidade os adormecesse para as consequências do pecado. Temos nestas palavras um ensinamento útil que todos nós deveríamos escutar. Por isso o profeta urge os seus ouvintes a partilharem o seu testemunho de geração em geração. Tudo o que vai contra a santidade de Deus é de imensa gravidade e tem o potencial para consequências devastadoras. O amor de Deus exige que Ele não ignore o pecado cometido contra Ele. O amor de Deus faz com que Ele seja presente e não ausente. O pecado cometido contra Ele encontra-Se inevitavelmente com a Sua perfeita justiça. Basta olharmos para a cruz para vermos como é grave o pecado. Jesus enfrenta em nosso lugar toda a ira justa do Pai. A nossa carne exige o conforto e a segurança, mas precisamos estar atentos para que o pecado não entre com pés de veludo e que, o que seria prontamente rejeitado, vá sendo progressivamente aceite. Precisamos de ensinar as gerações futuras a não confiar nos confortos da vida (isso traz destruição), mas na Pessoa de Cristo, em quem estamos seguros mesmo que tudo à nossa volta se desmorone.