sábado, 28 de novembro de 2015

(Devocional) Fábulas artificiais - 2Pe. 1:16-18


Sábado, 28 de Novembro de 2015
Leitura Bíblica Diária: II Pedro 1-3
Fábulas artificiais

“Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade. Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando, da magnífica glória, lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz, dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo.”
II Pedro 1:16-18


As informações que temos sobre a pessoa e os ensinamentos de Jesus não são, como Pedro aqui nos diz, meras fábulas inventadas de forma artificial. Seguimos nas pisadas de muitas e variadas testemunhas que, entre outras coisas, conviveram com Jesus pessoalmente, assistiram aos sinais que Ele realizou, viram a sua morte na cruz e sepultura, e escutaram a sua voz e tocaram no seu corpo depois de ressuscitado. Estas testemunhas não só viram e viveram todas estas coisas, mas falavam delas a todos os que os escutassem e estavam dispostos a dar a sua vida por Aquele em quem confiavam. Muitos deram. Aqui Pedro volta a dar testemunho pessoal de algo muito concreto que ele, Tiago e João viram e ouviram. Ele subiram ao monte com Jesus, viram-no coroado de glória e ouviram a voz do Pai que Dele deu testemunho. O Antigo Testamento tinha instruções muito claras para que não se aceitasse qualquer relato que tivesse apenas uma testemunha. Assim, o que Jesus dizia de si mesmo, que era Jeová encarnado, que era o Messias prometido e que um dia iria regressar para reinar, deveria ser rejeitado se fosse apenas Ele a dizê-lo. Aceitamos que Jesus é o único caminho para Deus pois Ele deu testemunho, o Pai deu testemunho, e aqueles que Ele chamou deram também o seu testemunho. Um dia, diante do trono de Deus, muitos que trocaram a verdade confirmada do evangelho por fábulas inventadas por homens, ficarão sem desculpa.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

(Devocional) Um grande exemplo - 1Cr. 28:1-10


Sexta-feira, 27 de Novembro de 2015
Leitura Bíblica Diária: I Crónicas 26-295
Um grande exemplo
      
“Então David convocou em Jerusalém todos os príncipes de Israel, os príncipes das tribos, e os capitães das turmas, que serviam o rei, e os capitães dos milhares, e os capitães das centenas, e os maiorais de toda a fazenda e possessão do rei, e de seus filhos, como também os eunucos e varões, e todo o varão valente. E pôs-se o rei David em pé, e disse: Ouvi-me, irmãos meus, e povo meu: Em meu coração propus eu edificar uma casa de repouso para a arca do concerto do Senhor e para o escabelo dos pés do nosso Deus, e eu tinha feito o preparo para a edificar. Porém Deus me disse: Não edificarás casa ao meu nome, porque és homem de guerra, e derramaste muito sangue. E o Senhor, Deus de Israel, escolheu-me, de toda a casa de meu pai, para que eternamente fosse rei sobre Israel; porque a Judá escolheu por príncipe, e a casa de meu pai na casa de Judá: e entre os filhos de meu pai se agradou de mim, para me fazer rei sobre todo o Israel. E, de todos os meus filhos (porque muitos filhos me deu o Senhor), escolheu ele o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor, sobre Israel. E me disse: Teu filho Salomão, ele edificará a minha casa e os meus átrios, porque o escolhi para filho, e eu lhe serei por pai. E estabelecerei o seu reino, para sempre, se perseverar em cumprir os meus mandamentos e os meus juízos, como até ao dia de hoje. Agora, pois, perante os olhos de todo o Israel, a congregação do Senhor, e perante os ouvidos do nosso Deus, guardai e buscai todos os mandamentos do Senhor, vosso Deus, para que possuais esta boa terra, e a façais herdar a vossos filhos depois de vós, para sempre. E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai, e serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária; porque esquadrinha o Senhor todos os corações, e entende todas as imaginações dos pensamentos: se o buscares, será achado de ti; porém, se o deixares, rejeitar-te-á para sempre. Olha, pois, agora, porque o Senhor te escolheu para edificares uma casa para o santuário; esforça-te, e faze a obra.”
I Crónicas 28:1-10


Este foi um dia importante para David. Ele tinha feito o propósito de coração de edificar para Deus um grandioso templo. No entanto, neste dia, em vez de ele estar a inaugurar a sua própria obra, ele entrega nas mãos do seu filho Salomão a responsabilidade da construção do templo do Senhor. Esta era uma obra que David tinha o desejo de ser ele próprio a construir. Para ela ele tinha feito todo o género de preparações. Materiais, utensílios, organização das turmas de sacerdotes. David aplicou-se de todo o seu coração numa obra que não era sua. Deus disse-lhe que não deveria ser ele a fazer a construção. David poderia ter-se rebelado e feito o templo contra a vontade de Deus. Poderia, ainda, ter desprezado a obra, já que não seria ele a construí-lo. No entanto, David aplicou o seu coração à vontade de Deus. Ao mesmo tempo que obedeceu, não construindo o templo, David, serviu a Deus, preparando a futura construção. Também nós, quando temos um forte desejo no coração, devemos fazer o possível para saber se esse desejo é ou não segundo a vontade do Senhor. Se descobrirmos que não é, devemos olhar para o exemplo de David e, por muito que nos custe, devemos abandoná-lo sem deixar de servir a Deus. Busquemos ao Senhor de todo o nosso coração (v. 9).

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

(Devocional) O dedo de Deus - Lc. 11:14-26


Quinta-feira, 26 de Novembro de 2015
Leitura Bíblica Diária: Lucas 11-15
O dedo de Deus

“E estava ele expulsando um demónio, o qual era mudo. E aconteceu que, saindo o demónio, o mudo falou; e maravilhou-se a multidão. Mas alguns deles diziam: Ele expulsa os demónios por Beelzebú, príncipe dos demónios. E outros, tentando-o, pediam-lhe um sinal do céu. Mas, conhecendo ele os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo será assolado; e a casa dividida contra si mesma cairá. E, se também Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que eu expulso os demónios por Beelzebú. E, se eu expulso os demónios por Beelzebú, por quem os expulsam os vossos filhos? Eles, pois, serão os vossos juízes. Mas, se eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, certamente a vós é chegado o reino de Deus. Quando o valente guarda, armado, a sua casa, em segurança está tudo quanto tem; Mas, sobrevindo outro mais valente do que ele, e vencendo-o, tira- lhe toda a sua armadura, em que confiava, e reparte os seus despojos. Quem não é comigo é contra mim: e, quem comigo não ajunta, espalha. Quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares secos, buscando repouso; e, não o achando, diz: Tornarei para minha casa, donde saí. E, chegando, acha- a varrida e adornada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem é pior do que o primeiro.”
Lucas 11:14-26


O tema é a expulsão de demónios, ou o que também se chama de exorcismo. Jesus é a encarnação de Deus todo-poderoso. Não espanta, pois, que o mundo espiritual estivesse num autêntico redemoinho nos dias em que Jesus caminhou sobre a terra. Haviam nesses dias, mais manifestações desse género do que aquelas que vemos hoje, embora saibamos que as forças espirituais do mal são uma realidade e continuam activas. Pelos vistos haviam outros que, para além de Jesus, se dedicavam a expulsar demónios. Pelo que o Senhor indica, estes até tinham algum nível de sucesso. O problema era que as pessoas eram livres dos demónios que as possuíam, mas não substituíam essa presença com a presença de Deus. Assim, passando o tempo, algumas dessas pessoas era novamente controladas por influências malignas. Não conseguindo negar o sucesso de Jesus, alguns começaram a fazer circular que o poder de Jesus vinha de Satanás. O Senhor tenta explicar uma verdade que fazemos bem em tentar escutar. Jesus expulsava demónios pelo dedo de Deus, pois seria impossível o diabo estar a fazer estragos no seu próprio reino. Quando não estamos a caminhar com Deus, por desobediência, orgulho ou teimosia, deixamos de conseguir identificar o dedo de Deus naquilo que acontece à nossa volta. De forma ignorante dizemos que Deus não está a trabalhar, mas a verdade é que fomos nós que deixámos de conseguir identificar aquilo que Ele faz. Que o Senhor nos ajude a caminharmos com Ele, cada vez mais próximos, para que sejamos capazes de nos maravilharmos com tudo o que Ele faz à nossa volta e em nós.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

(Devocional) O Senhor sai do seu lugar - Mq. 1:1-7


Quarta-feira, 25 de Novembro de 2015
Leitura Bíblica Diária: Miquéias 1-55
O Senhor sai do seu lugar

“Palavra do Senhor, que veio a Miquéas, morasquita, nos dias de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá, a qual ele viu sobre Samaria e Jerusalém. Ouvi, todos os povos, presta atenção, ó terra, em tua plenitude, e seja o Senhor Jeová testemunha contra vós; o Senhor, desde o templo da sua santidade. Porque, eis que o Senhor sai do seu lugar, e descerá, e andará sobre as alturas da terra. E os montes debaixo dele se derreterão, e os vales se fenderão, como a cera diante do fogo, como as águas que se precipitam num abismo. Tudo isto, por causa da prevaricação de Jacob, e dos pecados da casa de Israel: qual é a transgressão de Jacob? não é Samaria? e quais os altos de Judá? não é Jerusalém? Por isso, farei de Samaria um montão de pedras do campo, uma terra de plantar vinhas, e farei rebolar as suas pedras no vale, e descobrirei os seus fundamentos. E todas as suas imagens de escultura serão despedaçadas, e todos os seus salários serão queimados pelo fogo, e de todos os seus ídolos eu farei uma assolação, porque do preço da sua prostituição os ajuntou, e em recompensa de prostituta se volverão.”
Miqueias 1:1-7


Aqueles que são culpados tendem a fazer desculpas para explicar a sua condição. Através do profeta Miqueias, o Senhor anuncia a iminência do julgamento, quer para Judá como para Israel. No caso de algum deles ousar perguntar, “em que te ofendemos?”, o Senhor apresenta as capitais destes reinos como exemplo do seu pecado. Para Israel, bastava mencionar Samaria. Para Judá, bastava lembrar os pecados de Jerusalém. Em ambos os lugares os povo estava dedicado à idolatria e tinha os corações afastados do Senhor. Segundo o profeta, o julgamento do Senhor começaria no momento em que Ele saísse do seu lugar e andasse “sobre as alturas da terra.” O julgamento de Deus nesta passagem é descrito como destruição e são usadas palavras como fogo e assolação. Podemos pensar que as descrições do julgamento de Deus são exageradas no Antigo Testamento. No entanto temos de saber que Deus leva a sério o pecado. O pecado é de tal forma contrário à natureza de Deus que Ele odeia o mesmo com ódio puro. Para que não tivéssemos de ser consumidos pelo fogo do julgamento, Deus fez como que o Seu próprio Filho enfrentasse a Sua ira em nosso lugar. Para que o nosso pecado fosse esquecido, Ele foi lembrado como se Jesus o tivesse cometido. O sofrimento de Jesus na cruz foi brutal. Sempre que lemos estas palavras sobre o julgamento de Deus, devemos lembrar-nos que isto foi o que Jesus sofreu em nosso lugar. Deus saiu do seu lugar para vir castigar o nosso pecado, mas Jesus colocou-se entre nós e a justiça de Deus.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

(Devocional) Deus no centro da vida - 1Cr. 24:1-19


Terça-feira, 24 de Novembro de 2015
Leitura Bíblica Diária: I Crónicas 21-25
Deus no centro da vida

“E, QUANTO aos filhos de Aarão, estas foram as suas divisões: os filhos de Aarão foram Nadabe, e Abiú, e Eleazar e Itamar. E morreram Nadabe e Abiú antes de seu pai, e não tiveram filhos: e Eleazar e Itamar administravam o sacerdócio. E David os repartiu, como também a Zadoc, dos filhos de Eleazar, e a Aimelech, dos filhos de Itamar, segundo o seu ofício, no seu ministério. E achou-se que eram muitos mais os filhos de Eleazar, entre os chefes de famílias, do que os filhos de Itamar, quando os repartiram: dos filhos de Eleazar, dezasseis chefes das casas dos pais, mas, dos filhos de Itamar, segundo as casas de seus pais, oito. E os repartiram por sortes, uns com os outros; porque houve maiorais do santuário e maiorais da casa de Deus, assim de entre os filhos de Eleazar, como de entre os filhos de Itamar. E os registrou Semaias, filho de Natanael, o escrivão de entre os levitas, perante o rei, e os príncipes, e Zadoc, o sacerdote, e Aimelech, filho de Abiatar, e os chefes dos pais entre os sacerdotes, e entre os levitas: uma de entre as casas dos pais se tomou para Eleazar, e se tomou outra para Itamar. E saiu a primeira sorte a Joiarib, a segunda a Jedaias, A terceira a Harim, a quarta a Seorim, A quinta a Malquias, a sexta a Miamin, A sétima a Hacos, a oitava a Abias, A nona a Jesua, a décima a Secanias, A undécima a Eliasib, a duodécima a Jaquim, A décima terceira a Hupa, a décima quarta a Jesebeab, A décima quinta a Bilga, a décima sexta a Imer, A décima sétima a Hezir, a décima oitava a Hapises, A décima nona a Petaias, a vigésima a Jeezquel, A vigésima primeira a Jaquin, a vigésima segunda a Gamul, A vigésima terceira a Delaias, a vigésima quarta a Maazias. O ofício destes, no seu ministério, era entrar na casa do Senhor, segundo lhes fora ordenado por Aarão, seu pai, como o Senhor, Deus de Israel, lhe tinha ordenado.”
I Crónicas 24:1-19

Este é um daqueles capítulos cheios de nomes e que facilmente nos faz lembrar de outras passagens, para nós, bem mais interessantes. Para o povo daquela altura estas listas eram muito importantes. Muito era o povo da classe sacerdotal (da tribo de Levi, ou da família de Aarão), apto para o trabalho no templo. Onde há um grande número de pessoas, aptas e prontas para trabalhar, é necessário introduzir ordem. Podemos ser levados a pensar que se juntarmos mais pessoas a um determinado serviço, que este se faz mais depressa. Multidão sem ordem gera confusão. Mas faça-se tudo decentemente e com ordem (I Co. 14:40). Assim sendo, o procedimento que foi seguido foi, em primeiro lugar, a organização dos nomes por famílias (v. 4). Depois, foram organizadas sortes (v. 5), hoje chamaríamos de sorteio. Este sorteio foi feito com toda a solenidade, com a presença do rei e do sumo-sacerdote (v. 6). Não há trabalho mais importante do que a obra do Senhor e esta merece todo o nosso respeito. De acordo com o sorteio, foi, então, definida a ordem pela qual os sacerdotes iriam fazer os sacrifícios diários no templo (v. 19). Isto implicava organização, mas também disciplina por parte dos sacerdotes seleccionados. Um sacerdote não poderia oferecer o incenso no dia marcado para que outro o fizesse. Também, um sacerdote não poderia marcar alguma outra actividade para o seu dia de sacrificar. O objectivo era garantir a continuidade dos sacrifícios ao Senhor. Toda a sua vida era organizada em torno do seu serviço para o Senhor. Temos, com certeza, lições a aprender com isto.