domingo, 10 de janeiro de 2016

(Devocional) O Senhor do sábado - Mt. 12:1-13


Domingo, 10 de Janeiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Mateus 11-15
O Senhor do sábado

“Naquele tempo, passou Jesus pelas searas, num sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas, e a comer. E os fariseus, vendo isto, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado. Ele, porém, lhes disse: Não tendes lido o que fez David, quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes? Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa? Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes. Porque o Filho do homem, até do sábado é Senhor. E, partindo dali, chegou à sinagoga deles. E estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? E ele lhes disse: Qual de entre vós será o homem que, tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? Pois quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por consequência, lícito fazer bem nos sábados. Então disse àquele homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra.”
Mateus 12:1-13


Aqui vemos os discípulos, com a aprovação de Jesus, a colherem espigas para comer a um sábado. Vemos também, o próprio Jesus, a fazer uma obra de cura a um sábado. Interrogado pelos judeus sobre o sábado, Jesus disse-lhes que era importante, para que conseguisseem entender o significado do princípio da guarda do sábado, que soubessem o que o Senhor quis dizer quando, nas Escrituras do Antigo Testamento, disse “misericórdia quero, e não sacrifício”. Esta expressão aparece repetidamente nas Escrituras, nos livros históricos, nos livros poéticos e nos profetas (Oseias 6:6, por exemplo). Jesus estava a dizer que não serve de nada uma obediência cega à lei, sem haver uma transformação do coração. Antes de andar na vontade de Deus é necessário haver nova vida no coração que se alcança pela fé, aceitando a misericórdia e graça de Deus. Depois, o que Jesus estava a dizer era que os princípios da lei são inúteis se não houver a eles uma aproximação racional. Por ser sábado os servos do Senhor deveriam passar fome? Por ser sábado não se poderia fazer o bem? Os crentes em Jesus precisam de ir para além da letra da lei pois não são servos da lei, mas da justiça. A lei serve para o que sempre serviu, para mostrar a incapacidade do homem em chegar ao padrão moral de um Deus perfeito. Não conseguimos cumprir a lei, por isso confiamos naquele que a cumpriu em nosso lugar – Jesus Cristo.

sábado, 9 de janeiro de 2016

(Devocional) Façamo-nos um nome - Gn. 11:1-4


Sábado, 9 de Janeiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Génesis 11-15
Façamo-nos um nome

“E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala. E aconteceu que, partindo eles do oriente, acharam um vale, na terra de Sinear; e habitaram ali. E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos, e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal. E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre, cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.”
Génesis 11:1-4


Sabemos como terminou esta história com a famosa torre de Babel, mas no seu começo esta é uma história de avanço tecnológico. O homem conseguiu um salto qualitativo na tecnologia da construção. Munido das suas novas técnicas, mesmo sabendo que o Senhor lhe tinha dito para se espalharem e ocuparem a terra, decidiram ignorar o que lhes tinha sido dito pelo Criador. De certa forma já não precisavam de Deus, pois podiam agora construir uma cidade, uma torre e um nome. O homem já não queria viver sob o nome de Deus, queria construir uma identidade própria. Neste seu novo eu construído, o homem chegaria ao céu por suas próprias forças, por meio de uma torre que eles mesmos iriam construir. Não queriam depender de Deus. No seu orgulho, queriam alcançar os seus objectivos por si mesmos. Esta história, aqui relatada em Génesis, podia ser contada ainda hoje e com as mesmas palavras. O homem, mesmo que não o admita, sabe que é um ser criado e sabe que deve viver sob o criador. No entanto o ser humano rejeita a mão que se estende graciosamente na sua direcção e exige ser criador do seu próprio caminho. A humanidade critica violentamente o Criador por este disponibilizar “apenas” um caminho, ignorando que Jesus Cristo, o Caminho, é uma porta de amor. Assim, o ser humano inventou religiões (cidades, torres e nomes) para poder chegar ao céu por suas forças. Tal como Babel, esses caminhos conduzirão à sua destruição.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

(Devocional) Desci a livrá-los - At. 7:30-41


Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Actos 6-10
Desci a livrá-los

“E, completados quarenta anos, apareceu-lhe o anjo do Senhor, no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo de um sarçal. Então Moisés, quando viu isto, se maravilhou da visão; e, aproximando-se, para observar, foi-lhe dirigida a voz do Senhor, Dizendo: Eu sou o Deus dos teus pais, o Deus de Abraão, e o Deus de Isaac, e o Deus de Jacob. E Moisés, todo trémulo, não ousava olhar. E disse-lhe o Senhor: Tira as alparcas dos teus pés, porque o lugar em que estás é terra santa: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egipto, e ouvi os seus gemidos, e desci a livrá-los. Agora, pois, vem e enviar-te-ei ao Egipto. A este Moisés, ao qual haviam negado, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz? a este, enviou Deus como príncipe e libertador, pela mão do anjo que lhe aparecera no sarçal. Foi este que os conduziu para fora, fazendo prodígios e sinais na terra do Egipto, e no Mar Vermelho, e no deserto, por quarenta anos. Este é aquele Moisés, que disse aos filhos de Israel: O Senhor, vosso Deus, vos levantará, de entre os vossos irmãos, um profeta como eu, a ele ouvireis. Este é o que esteve entre a congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai, e com os nossos pais, o qual recebeu as palavras de vida, para no-las dar. Ao qual os nossos pais não quiseram obedecer, antes o rejeitaram, e em seu coração se tornaram ao Egipto, Dizendo a Aarão: Faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque a esse Moisés, que nos tirou da terra do Egipto, não sabemos o que lhe aconteceu. E naqueles dias, fizeram o bezerro, e ofereceram sacrifícios ao ídolo, e se alegraram nas obras das suas mãos.”
Actos 7:30-41


Estêvão continua a sua importante mensagem falado de Moisés. O povo é aqui lembrado que Moisés, a quem tanto respeitam, também foi rejeitado pelo povo, e mais do que uma vez. Ele foi rejeitado quando decidiu ajudar os judeus que estavam a ser maltratados pelos egípcios. Já depois de ter liderado o povo para fora da servidão do Egipto, o povo o rejeitou, voltando ao Egipto em seus corações (como está o seu coração?), pois achavam que ele se demorava no monte Sinai. No entanto, descobriram depois que havia razão para a demora de Moisés e que o tempo de Deus continuava a decorrer. O tempo de Deus é perfeito. Uma das formas que os judeus tinham arranjado para recusar Jesus como Messias era o facto de Ele ter sido rejeitado e crucificado. Como é que era possível que aquele que seria o rei de Israel tivesse de passar por isso? Os ouvintes de Estêvão precisavam de considerar que não era por ter sido rejeitado que Jesus era menos Messias. A verdade é que o Deus verdadeiro é um Deus pessoal e que se interessa pelas vidas dos homens, suas criaturas. Este é um Deus que vê a aflição e ouve os gemidos e desce para ajudar. Para o ser humano poder ser ajudado, Jesus precisou de se tornar em sacrifício aceite pelo Pai. Assim, a cruz que os fracos usam para provar que Jesus falhou é o maior dos símbolos da Sua vitória. E da nossa Nele.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

(Devocional) A carta de Artaxerxes - Ed. 7:11-26


Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Esdras 6-10
A carta de Artaxerxes

“Esta é, pois, a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu ao sacerdote Esdras, o escriba das palavras dos mandamentos do Senhor, e dos seus estatutos sobre Israel. “Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus do céu, paz perfeita, etc. Por mim se decreta que, no meu reino, todo aquele do povo de Israel, e dos seus sacerdotes e levitas, que quiser ir contigo a Jerusalém, vá. Porquanto, da parte do rei e dos seus sete conselheiros, és mandado, para fazeres inquirição em Judá e em Jerusalém, conforme à lei do teu Deus, que está na tua mão; E para levares a prata e o ouro que o rei e os seus conselheiros voluntàriamente deram ao Deus de Israel, cuja habitação está em Jerusalém; E toda a prata e o ouro que achares em toda a província de Babilónia, com as ofertas voluntárias do povo e dos sacerdotes, que voluntàriamente oferecerem, para a casa de seu Deus, que está em Jerusalém. Portanto, comprarás com este dinheiro novilhos, carneiros, cordeiros, com as suas ofertas de manjares, e as suas libações, e oferece-as sobre o altar da casa do vosso Deus, que está em Jerusalém. Também o que a ti e a teus irmãos bem parecer fazerdes, do resto da prata e do ouro, o fareis, conforme à vontade do vosso Deus. E os vasos que te foram dados, para o serviço da casa do teu Deus, restitui- os perante o Deus de Jerusalém. E o resto do que for necessário para a casa do teu Deus, que te convenha dar, o darás da casa dos tesouros do rei. E por mim mesmo, o rei Artaxerxes, se decreta, a todos os tesoureiros que estão de além do rio, que tudo quanto vos pedir o sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus dos céus, apressuradamente se faça, Até cem talentos de prata, e até cem coros de trigo, e até cem batos de vinho, e até cem batos de azeite; e sal sem conta. Tudo quanto se ordenar, segundo o mandamento do Deus do céu, prontamente se faça para a casa do Deus do céu, porque para que haveria grande ira sobre o reino do rei e de seus filhos? Também vos fazemos saber, acerca de todos os sacerdotes e levitas, cantores, porteiros, netineus, e ministros desta casa de Deus, que se lhes não possa impor, nem direito, nem antigo tributo, nem renda. E tu, Esdras, conforme à sabedoria do teu Deus, que está na tua mão, põe regedores e juízes, que julguem a todo o povo que está de além do rio, a todos os que sabem as leis do teu Deus, e ao que as não sabe as fareis saber. E todo aquele que não observar a lei do teu Deus e a lei do rei, logo se faça justiça dele: quer seja morte, quer degredo, quer multa sobre os seus bens, quer prisão.”
Esdras 7:11-26


Esta carta do rei de Babilónia, para além de ser um documento histórico muio interessante, é acima de tudo um milagre da poderosa mão de Deus. O que esta carta documenta é que nada é impossível ao Deus do céu. Não é todos os dias que a nação conquistadora autoriza e financie a reconstrução da nação conquistada. Não é todos os dias que a nação que tem vários deuses reconhece que o Deus da nação conquistada é o Deus do céu, que tem mandamentos e lei e povo e cuja ira deve ser evitada. Finalmente, não é todos os dias que o rei ofereça a sua própria autoridade para encorajar as fiéis a seguirem o Deus verdadeira e se ofereça para castigar os desobedientes. Com base nesta decisão do rei, o povo, que tinha perdido o direito à terra, voltou para a ocupar e reconstruir. Esta carta prova que, por muito mau que seja o momento que estejamos a passar e por impossível que pareça a solução para o mal que nos aflige, que não há nada que Deus não possa fazer. Mas a maior prova desta verdade importante não é esta carta do rei Artaxerxes, nem a volta de Israel do cativeiro. Quando o Filho de Deus morreu naquela cruz, o inimigo parecia ter ganho a sua maior vitória. Mas é o túmulo vazio, a vitória sobre a própria morte, que prova que não há nada que Ele não posaa fazer. Confiamos?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

(Devocional) Vós orareis assim - Mt. 6:9-15


Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Mateus 6-10
Vós orareis assim

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Ámen. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.”
Mateus 6:9-15


Que privilégio poder receber instruções sobre oração do próprio Senhor Jesus! Se noutras ocasiões Jesus ensinou sobre a atitude a ter durante a oração, aqui Jesus ensina sobre o conteúdo das orações. Se a oração é uma conversa com Deus, aqui aprendemos os assuntos possíveis dessas conversas. Em primeiro lugar deve haver adoração. Apesar de podermos ser amigos de Deus, não nos podemos esquecer de Quem Ele é. O Senhor busca aqueles que o adorem e nós encontramos o nosso lugar na criação, quando fazemos parte do grupo dos que O adoram. As nossas orações a Deus devem ser dependentes. É dele que recebemos o pão de cada dia e é a Ele que devemos ir, em acção de graças, com cada necessidade. A oração a Deus é responsiva. Devemos estar dispostos a fazer pelos outros, o que o Senhor faz graciosamente por nós. Por muito que recebamos das mãos do Senhor, o maior dom que recebemos Dele é o perdão dos pecados. Este é um grande dom, pois é um que apenas Ele pode dar. Porque em Cristo somos perdoados de uma multidão de pecados não deve parecer grande de mais perdoar qualquer ofensa que neste mundo nos façam. Se orarmos como Jesus aqui nos ensina, ficaremos mais próximos de conseguir olhar pelo seus olhos para este mundo que Ele criou.