sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

(Devocional) Um homem sincero - Job 1:1-3


Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Job 1-5
Um homem sincero

“Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Job; e este era homem sincero, recto e temente a Deus, e desviava-se do mal. E nasceram-lhe sete filhos e três filhas. E era o seu gado sete mil ovelhas, e três mil camelos, e quinhentas juntas de bois, e quinhentas jumentas; era também muitíssima a gente ao seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do oriente.”
Job 1:1-3


Temos aqui a apresentação da personagem central deste livro antigo. Não sabemos muito acerca da localização exacta de Uz, a não ser que ficava no oriente. Em todas as terras, e em todos os tempos, Deus teve quem lhe prestasse adoração verdadeira. Ainda hoje, Deus continua a chamar um povo para o seu nome de todas a raças e línguas e povos e nações. Já faz parte do povo do Senhor? Job é um ser humano tal como nós, ele não é apresentado como sendo um sobredotado, apenas que “era homem sincero, recto e temente a Deus.” Certamente que o Senhor o tinha abençoado com muitas e variadas bênçãos materiais, mas isso pode também ser uma armadilha para muitos os que, colocando neste mundo os olhos, se esquecem de olhar para Deus. As riquezas de Job, que o faziam o maior do oriente, não eram, no entanto, a característica que o definia. A sua sinceridade e temor ao Senhor eram as suas maiores qualidades. Se um livro assim fosse escrito sobre nós, sob inspiração de Deus, sabendo portanto todos os segredos do nosso interior, como seria a introdução de tal livro? Qual a característica que nos define? Tal como Job, podemos simplificar o nosso olhar dedicando a nossa atenção em primeiro lugar para o Senhor. Afinal, tal como nos ensinou Jesus, se buscarmos primeiro o reino de Deus, todas as outras coisas serão acrescentadas.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

(Devocional) Purificação - Gn. 35:1-5


Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Génesis 31-35
Purificação

“Depois, disse Deus a Jacob: Levanta-te, sobe a Betel, e habita ali: e faze ali um altar ao Deus que te apareceu, quando fugiste diante da face de Esaú, teu irmão. Então disse Jacob à sua família, e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai os vossos vestidos. E levantemo-nos, e subamos a Betel; e ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho que tenho andado. Então deram a Jacob todos os deuses estranhos, que tinham em suas mãos, e as arrecadas que estavam nas suas orelhas; e Jacob os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém. E partiram; e o terror de Deus foi sobre as cidades que estavam ao redor deles, e não seguiram após os filhos de Jacob.”
Génesis 35:1-5


Jacob recebe uma ordem directa de Deus. Ele deveria ir até Betel, esse lugar tão especial, e habitar ali. Como consequência da ordem de Deus, Jacob efectua uma purificação na sua casa e na sua família. A ordem de Deus foi uma oportunidade, aproveitada por Jacob, de analisar a sua vida, olhar para si mesmo, a sua casa e a sua família, como se os seus olhos fossem os olhos de Deus e remover tudo o que fosse ofensivo para os santos olhos do Senhor. Com o passar do tempo e, enquanto estamos nesta carne e neste mundo, podemos acumular determinadas coisas que, na correria do dia-a-dia, não nos apercebemos que desagradam a Deus e prejudicam o nosso crescimento espiritual e o nosso relacionamento com o Senhor. Precisamos de aproveitar as oportunidades, que nos são graciosamente dadas por Deus, para parar e olhar para as nossas vidas pelos olhos de Deus. Devemos, ainda, ter a coragem e a humildade de remover das nossas vidas tudo o que não interessa. A família de Jacob havia acumulado deuses estranhos (o versículo 4 diz-nos que estes estavam nas suas mãos) e a própria maneira de eles se vestirem havia sido contaminada pelos costumes dos povos à sua volta, pois tiveram de tirar das orelhas certos brincos que, possivelmente eram relativos também à idolatria. Se não tivermos o cuidado de parar para pensar de vez em quando, as nossas casas e até coisas simples como a nossa forma de vestir, serão afectadas pelo mundo ou pela carne. Purifiquemo-nos e sirvamos apenas ao Senhor.   

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

(Devocional) Vos anunciar o evangelho - Rm. 1:8-15


Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Romanos 1-5
Vos anunciar o evangelho

“Primeiramente dou graças ao meu Deus, por Jesus Cristo, acerca de vós todos, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé. Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como, incessantemente, faço menção de vós, Pedindo sempre, nas minhas orações, que nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco. Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados; Isto é: para que, juntamente convosco, eu seja consolado pela fé mútua, assim vossa como minha. Não quero, porém, irmãos, que ignoreis que muitas vezes propus ir ter convosco (mas até agora tenho sido impedido), para também ter entre vós algum fruto, como também entre os demais gentios. Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma.”
Romanos 1:8-15


É óbvia nestas palavras de Paulo a vontade que ele tinha de ir a Roma. Tal desejo, no entanto, ainda não se tinha materializado. Apesar de Roma ser a mais importante cidade do mundo de então, o desejo de Paulo não era turisticamente motivado. O apóstolo vivia intensamente o chamado que tinha recebido do Senhor e toda a sua vida estava imersa na missão que tinha recebido directamente de Cristo. Vemos nestas palavras a humildade de Paulo. Ele era o grande apóstolo dos gentios e, mesmo assim, vemo-lo a elogiar a fé daqueles seguidores de Cristo. Ele admite que pretende vê-los pois quer receber deles encorajamento. Isto deve ser para nós um desafio. Devemos rodear-nos das pessoas que possam ajudar-nos a crescer na fé. A nossa carne irá exigir que nos rodeemos daqueles que nos façam sentir importantes. A luta contra a carne trava-se aqui também. Finalmente, Paulo revela que pretende ir a Roma para lhes anunciar o evangelho. Como assim? Não são cristãos nascidos de novo aqueles com quem ele fala? O facto de eles serem crentes significa que receberam a mensagem do evangelho nalgum ponto das suas vidas. Eles ainda precisam que se lhes anuncie o evangelho? Paulo pensa que sim. O evangelho é a mensagem de que Jesus é aquele que supre a nossa incapacidade. Sem que Cristo viva em nós não conseguimos viver a nova vida que recebemos. Precisamos de ser lembrados quer da nossa incapacidade como da suficiência de Cristo. Constantemente.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

(Devocional) Honra a quem honra - Et. 6:4-11


Terça-feira, 26 de Janeiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Ester 6-10
Honra a quem honra

“Então disse o rei: Quem está no pátio? E Haman tinha entrado no pátio exterior do rei, para dizer ao rei que enforcassem a Mardoqueu na forca que lhe tinha preparado. E os mancebos do rei lhe disseram: Eis que Haman está no pátio. E disse o rei que entrasse. E, entrando Haman, o rei lhe disse: Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada? Então Haman disse no seu coração: De quem se agradará o rei para lhe fazer honra mais do que a mim? Pelo que disse Haman ao rei: O homem de cuja honra o rei se agrada, Traga o vestido real, de que o rei se costuma vestir, monte, também, o cavalo em que o rei costuma andar montado, e ponha-se-lhe a coroa real na sua cabeça; E entregue-se o vestido de um dos príncipes do rei, dos maiores senhores, e vistam dele aquele homem, de cuja honra se agrada; e levem-no a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoe-se diante dele: Assim se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada! Então disse o rei a Haman: Apressa-te, toma o vestido e o cavalo, como disseste, e faze assim para com o judeu Mardoqueu, que está assentado à porta do rei; e coisa nenhuma deixes cair de tudo quanto disseste. E Haman tomou o vestido e o cavalo, e vestiu a Mardoqueu, e o levou a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoou diante dele: Assim se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada!”
Ester 6:4-11


Esta é uma parte engraçada da história de Ester. Haman, querendo o mal para o povo de Deus, acaba por ser obrigado a honrar, pelas ruas da cidade, o judeu Mardoqueu a quem ele tanto desprezava. Ainda por cima, foi ele mesmo que disse ao rei como Mardoqueu deveria ser honrado, pois ele pensava que o rei pensava honrá-lo a ele. Pobre Haman. Haman somos nós. A nossa carne pensa que é mais do que realmente é. Longe de Cristo pensamos que temos tudo sob controlo. A imagem que temos de nós mesmos é tão maravilhosa, que até sabemos o que os outros pensam de nós. Temos de nos esforçar para nos vermos como Deus nos vê. Somos pobres pecadores, perdidos e incapazes de fazer seja o que for por nós mesmos. Somos egoístas e pensamos que o mundo gira em torno do nosso umbigo. Quando mais cedo admitirmos isto, mais iremos ser capazes de evitar cair em vergonha. Assim, estaremos preparados para colocar a nossa confiança não em nós mesmos, mas naquele que é de confiança. Não temos que passar mais vergonha, se estivermos em Cristo. Ele levou sobre si mesmo toda a nossa vergonha, naquele dia, naquele monte chamado Calvário. Nele, finalmente podemos descansar. Nele, apesar das dificuldades e lutas que ainda sentimos, sabemos que a vitória é certa. Um dia, o Pai irá dar galardões aos que permaneceram fiéis. Sabem aquela honra que Haman pensava que era para ele? Essa honra é para os que confiam em Cristo.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

(Devocional) Uma vida de obediência - Mc. 1:9-13


Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Marcos 1-5
Uma vida de obediência

“E aconteceu, naqueles dias, que Jesus, tendo ido de Nazaré, da Galileia, foi baptizado por João, no Jordão. E, logo que saiu da água, viu os céus abertos, e o Espírito, que, como pomba, descia sobre ele. E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em quem me comprazo. E logo o Espírito o impeliu para o deserto. E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam.”
Marcos 1:9-13


Que bom ver como Jesus obedeceu de forma perfeita! Jesus submeteu-se a ser baptizado por João Baptista. Lembramo-nos como João resistiu à ideia. Jesus explicou que importava cumprir toda a justiça de Deus. Assim, na ocasião da sua imersão, vemos como Jesus agradou ao Pai e após a sua imersão, vemos como ele é obediente ao Espírito. Na tentação no deserto, vemos como ele foi fiel até ao fim e sujeitou a sua carne para que Deus fosse glorificado. Olhamos para Jesus e vemos um grande exemplo a seguir. Também nós devemos ter o desejo de obedecer em tudo a Deus. Mas há mais. Devemos amar olhar para a obediência perfeita de Cristo pois é perfeitamente isso que ele nos oferece. Quando recebemos Jesus como nosso Salvador pessoal, ele troca a nossa incapacidade em obedecer, pela sua obediência total e perfeita. Como não nos alegrarmos numa troca assim? Se não tivermos cuidado, eis o que acontece. Vemos a obediência de Jesus e dizemos, “eu também quero obedecer assim!” Lançamo-nos no nosso novo objectivo de vida e na nossa determinação renovada apenas para descobrir que não conseguimos fazer outra coisa que não seja falhar. Já se sentiu assim? Mas, maravilha de maravilhas, aquele que está em Cristo já agradou ao Pai de forma perfeita! É a vida de obediência que Ele quer continuar a viver em nós. Não temos de nos esforçar por obedecer. Temos de morrer para nós mesmos, para que Cristo viva em nós.