terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

(Devocional) O seu nome é João - Lc. 1:57-66


Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Lucas 15
O seu nome é João

 E completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho. E os seus vizinhos e parentes ouviram que tinha Deus usado para com ela de grande misericórdia, e alegraram-se com ela. E aconteceu que, ao oitavo dia, vieram circuncidar o menino, e lhe chamavam Zacarias, o nome do seu pai. E, respondendo sua mãe, disse: Não, porém será chamado João. E disseram-lhe: Ninguém há na tua parentela que se chame por este nome. E perguntaram, por acenos, ao pai, como queria que lhe chamassem. E, pedindo ele uma tabuinha de escrever, escreveu, dizendo: O seu nome é João. E todos se maravilharam. E logo a boca se lhe abriu, e a língua se lhe soltou; e falava, louvando a Deus. E veio temor sobre todos os seus vizinhos, e em todas as montanhas da Judeia foram divulgadas todas estas coisas. E todos os que as ouviam as conservavam em seus corações, dizendo: Quem será, pois, este menino? E a mão do Senhor estava com ele.”
Lucas 1:57-66


Não há dúvidas de que Isabel e Zacarias eram pessoas de fé. Depois do nascimento do seu filho, como judeus fiéis que eram, procederam à circuncisão do menino. O pai de João havia recebido instruções detalhadas do anjo quanto ao nome que o menino deveria receber. Todos esperavam que ele se chamasse Zacarias, como o pai, ou outro qualquer nome que fosse comum na família. A insistência de Isabel, confirmada por escrito por Zacarias, em obedecer ao Senhor até neste pormenor apanhou todos de surpresa. O nome João era completamente novo na família. O facto de logo a seguir Zacarias ter recuperado a sua capacidade de falar tornou manifesto que algo este menino ia ser especial, que eles deveriam prestar atenção pois o Senhor tinha coisas maravilhosas reservadas para ele. Anos mais tarde, quando João Baptista começou o seu ministério, muitas destas mesmas pessoas deviam fazer parte das multidões que foram até ele para serem baptizadas. Tudo isto porque ele teve pais fiéis, que escutaram e acreditaram no Senhor, e não tiveram receio de dar ao seu filho este novo nome. Ainda hoje, todos os que vão a Cristo nascem de novo, recebem um novo coração (e um dia receberão um novo nome). Sempre que um cristão ousa confiar em Deus e viver em pleno a sua nova vida, irão haver pessoas que a reparar nisso. A forma como vivemos a nossa nova vida pode ser usada por Deus para levar outros às suas próprias margens do Jordão.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

(Devocional) Filhos, escutai a vossos pais - Gn. 49:1-2


Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Génesis 46-50
Filhos, escutai a vossos pais

“Depois, chamou Jacob aos seus filhos, e disse: Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que vos há-de acontecer nos derradeiros dias; Ajuntai-vos, e ouvi, filhos de Jacob; e ouvi a Israel, vosso pai.”
Génesis 49:1-2


Estamos na recta final do nosso estudo de Génesis. Este livro começa com o início da vida sobre a terra e termina com o relato do final da vida, quer de Jacob, como de José. Jacob havia obedecido a Deus, reunindo a família e descido ao Egipto. Como recompensa pela sua obediência, Deus havia permitido que ele revisse a José, o amado filho que julgava morto. Ele havia tido a bênção, ainda, de ver os netos, filhos de José, e de lhes dar herança, como se fossem seus próprios filhos. Agora, sabendo que estava nos momentos finais da vida, Jacob reúne os filhos à sua volta para lhes dar palavras de bênção e encorajamento. Em primeiro lugar vemos o chamado de Jacob ao qual todos os filhos atenderam. Depois, vemos o apelo para que estivessem atentos às suas palavras, “ouvi a Israel, vosso pai” (v. 2). Vivemos numa sociedade onde as palavras dos anciãos têm perdido o seu valor. Apenas o que é jovem, dinâmico e atraente, consegue fazer ouvir a sua voz. Não deve ser assim com os filhos de Deus. Os filhos devem respeito e atenção para com as palavras dos pais. A bênção de ter pais que conhecem a Cristo e são fiéis aos Seus caminhos não deve ser desprezada. A responsabilidade de testemunhar de Cristo, de forma clara, simples e verdadeira, não deve ser abandonada pelos que têm pais descrentes. Uns e outros, pela sua experiência de vida, devem ser amados, cuidados e respeitados.   

domingo, 7 de fevereiro de 2016

(Devocional) O poder para pregar - Mc. 16:14-18


5Domingo, 7 de Fevereiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Marcos 165
O poder para pregar

“Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados à mesa, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que O tinham visto já ressuscitado. E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em Meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.”
Marcos 16:14-18


Quando o evangelho começou a ser anunciado diante de judeus e gentios numa altura em que a Palavra ainda não estava completa, o Senhor usou milagres maravilhosos para confirmar os Seus mensageiros. Esses sinais foram anunciados por Jesus logo na Sua ressurreição, e as coisas aconteceram tal como Ele anunciou. Jesus repreendeu os discípulos pela Sua incredulidade e nós não podemos ser culpados do mesmo. Não nos faltam razões para crer, no entanto a nossa carne continua a querer convencer-nos da palavra impossível. A ressurreição é a prova perante a qual o mundo descrente não pode ficar indiferente. A salvação é o maior milagre que os crentes não deveriam jamais esquecer. O que impede a nossa pregação? Qual o maior obstáculo que se coloca à evangelização do mundo? Não é a nossa incredulidade? Mas que razões temos para não crer no poder do evangelho? Não fomos nós salvos quando cremos? Não ardia no nosso coração a imperiosa necessidade de obter perdão para a nossa triste culpa? O evangelho continua a ser o poder de Deus. E quanto a estas maravilhas? Se as tivéssemos hoje disponíveis não seria mais fácil o nosso trabalho de pregação? Queremos melhor milagre do que o de uma vida resgatada ao inferno? Irmão, a sua melhor ferramenta de pregação, para além do evangelho e da Palavra é o seu próprio testemunho de salvação. Apenas não usa esta ferramenta quem está enfermo de incredulidade. Entregue essa doença aos pés da cruz e anuncie ousadamente a mensagem da salvação.  

sábado, 6 de fevereiro de 2016

(Devocional) A angústia dos ímpios - Job 15:17-35


Sábado, 6 de Fevereiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Job 11-15
A angústia dos ímpios

“Escuta-me, mostrar-to-ei; e o que vi te contarei: (O que os sábios anunciaram, que o ouviram dos seus pais e o não ocultaram. Aos quais sòmente se dera a terra, e nenhum estranho passou por entre eles:) Todos os dias, o ímpio se dá pena a si mesmo, no curto número de anos que se reservam para o tirano. O sonido dos horrores está nos seus ouvidos; até na paz lhe sobrevém o assolador. Não crê que tornará das trevas, mas que o espera a espada. Anda vagueando por pão, dizendo: Onde está? Bem sabe que o dia das trevas lhe está perto, à mão. Assombram-no a angústia e a tribulação; prevalecem contra ele, como o rei preparado para a peleja. Porque estendeu a sua mão contra Deus, e contra o Todo-Poderoso se embraveceu. Arremete contra ele com dura cerviz, e com os pontos grossos dos seus escudos. Porquanto cobriu o seu rosto com a sua gordura, e criou enxúndia nas ilhargas. E habitou em cidades assoladas, em casas em que ninguém morava, que estavam a ponto de fazer-se montões de ruínas. Não se enriquecerá, nem subsistirá a sua fazenda, nem se estenderão pela terra as suas possessões. Não escapará das trevas; a chama do fogo secará os seus renovos e ao assopro da sua boca desaparecerá. Não confie, pois, na vaidade, enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa. Antes do seu dia, ela se consumará; e o seu ramo não reverdecerá. Sacudirá as suas uvas verdes, como as da vide, e deixará cair a sua flor como a da oliveira. Porque o ajuntamento dos hipócritas se fará estéril, e o fogo consumirá as tendas do suborno. Concebem o trabalho, e produzem a iniquidade, e o seu ventre prepara enganos.”
Job 15:17-35

Outro dos amigos de Job que oferece os seus conselhos é Elifaz, o temanita. Segundo este, todas as pessoas que são ímpias, ou seja, pecadores não regenerados, levam vidas cheias de angústia. A vida não é boa, nem pacífica, nem próspera, nem longa, nem plena, nem moralmente sã para os que não buscam a Deus. Ao mesmo tempo que diz isto, afirma também o contrário, se os ímpios vivem vidas de angústia, então, todos os que vivem vidas de angústia são ímpios. Assim, devido a todos os problemas que estava a viver, era óbvio que Job era um dos mais iníquos personagens que habitava a terra. No entanto, nem uma nem outra das conclusões de Elifaz são verdadeiras. A primeira, a de que todos os ímpios vivem vidas de angústia, não é totalmente verdadeira. Na verdade, todos os pecadores que ainda não se arrependeram nem nasceram de novo, têm um vazio que só Deus pode preencher. No entanto, são muitos os pecadores não salvos que são ricos, bem sucedidos e, até, consideradas pessoas de moral elevada. A segunda das conclusões de Elifaz, a de que todas as pessoas atribuladas são ímpias, também não é verdade. Isso significaria que todos os filhos de Deus, depois da salvação, nunca mais passariam por tristeza, apertos financeiros e nem sequer pecariam. Não nos devemos deixar enganar com as filosofias dos homens que se sobrepõem à Palavra de Deus.   

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

(Devocional) Tudo por ele - Rm. 11:33-36


Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Romanos 11-15
Tudo por ele

“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inexcrutáveis os seus caminhos! Porque, quem compreendeu o intento do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele, eternamente. Ámen.”
Romanos 11:33-36


Paulo tinha acabado de fazer uma longa exposição acerca de como o Senhor voltou o foco da pregação evangelho dos judeus para os gentios (não que o evangelho não esteja disponível aos judeus, o próprio Paulo é exemplo disso). O pensamento de que Deus se propõe a usar misericórdia para com toda a humanidade fez com que Paulo acrescentasse estas palavras de louvor. Como entender a mente do Senhor? Como é que um Deus santo faz tanto para alcançar seres pecadores, orgulhosos e teimosos como nós? Deus é merecedor de toda a glória. Ele é o iniciador, gerador e consumador da fé de qualquer que se salva. Não haveria salvação sem o convite amoroso que Deus faz a todos os pecadores. Não haveria salvação sem a fé que Deus produz no coração de todos os que respondem ao Seu amoroso convite. Não haveria salvação sem Jesus, o primeiro a ressuscitar para a vida que é de todos os que confiam em Deus. Efectivamente dele, por ele e para ele são todas as coisas. Se já nascemos de novo, fomos libertos do poder do pecado. Temos a possibilidade de viver vidas separadas que agradam a Deus. A nova vida que temos em Cristo não tem nada a ver connosco. No entanto, sempre que negamos o pecado e servimos a Deus, somos usados para dar glória a Ele. Que, tal como Paulo, possamos parar de vez em quando e simplesmente louvar este que tudo nos deu.