segunda-feira, 21 de março de 2016

(Devocional) O pecador diante do Senhor - Lv. 4:1-12


Segunda-feira, 21 de Março de 2016
Leitura Bíblica Diária: Levítico 1-5
O pecador diante do Senhor

“Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando uma alma pecar, por erro, contra alguns dos mandamentos do Senhor, acerca do que se não deve fazer, e obrar contra algum deles: Se o sacerdote ungido pecar, para escândalo do povo, oferecerá, pelo seu pecado que pecou, um novilho sem mancha ao Senhor, por expiação do pecado. E trará o novilho à porta da tenda da congregação, perante o Senhor, e porá a sua mão sobre a cabeça do novilho, e degolará o novilho perante o Senhor. Então o sacerdote ungido tomará do sangue do novilho e o trará à tenda da congregação; E o sacerdote molhará o seu dedo no sangue, e daquele sangue espargirá sete vezes perante o Senhor, diante do véu do santuário. Também porá o sacerdote daquele sangue sobre as pontas do altar do incenso aromático perante o Senhor, que está na tenda da congregação; e todo o resto do sangue do novilho derramará à base do altar do holocausto, que está à porta da tenda da congregação. E toda a gordura do novilho da expiação tirará dele; a gordura que cobre a fressura e toda a gordura que está sobre a fressura, E os dois rins e a gordura que está sobre eles, que está sobre as tripas, e o redenho de sobre o fígado, com os rins, tirará, Como se tira do boi do sacrifício pacífico; e o sacerdote a queimará sobre o altar do holocausto. Mas o coiro do novilho, e toda a sua carne, com a sua cabeça e as suas pernas, e as suas entranhas, e o seu esterco, Todo aquele novilho levará fora do arraial, a um lugar limpo, onde se lança a cinza, e o queimará com fogo sobre a lenha; onde se lança a cinza se queimará.”
Levítico 4:1-12


Ao longo deste livro vamos ver que Deus estabelece quatro tipos de sacrifício. Existiam os holocaustos, ou oferta queimada. Haviam os sacrifícios pacíficos. Haviam ainda os sacrifícios pela expiação do pecado, que vemos descritos nesta passagem, e os pela expiação da culpa. Estes sacrifícios eram realizados pelos sacerdotes, no tabernáculo, mas deveriam envolver todo o povo. Eram realizados pelos sacerdotes, mas em nome do povo. O sacrifício pela expiação do pecado lida com a realidade do pecado. Temos uma natureza pecaminosa e estamos predispostos à desobediência. Sabemos claramente qual é a vontade de Deus. Ele diz-nos, com pormenor, quais são os requisitos da sua santidade. Deus nunca quis que cumpríssemos toda a lei, porque não somos capazes. Apenas Cristo o fez, e por isso Ele pode ser o nosso Salvador. No entanto aprendemos no v. 2 que devemos prestar atenção ao que Deus diz e que não prestar atenção a Deus é desobediência. O sacrifício deveria ser trazido diante do Senhor (reparem nas vezes que esta expressão é repetida) e era símbolo de arrependimento. As pessoas não deveriam confiar no sacrifício, mas em Deus, que aceita o sacrifício. Era o sacerdote que lidava com os aspectos práticos do sacrifício. Por outras palavras, o sacrifício era feito não pelo pecador, mas em nome do pecador. Assim vemos, desde o Antigo Testamento, o princípio de que o pecador não tem de pagar pelos seus próprios pecados. Todos são convidados a aceitar o que Jesus fez, em nome de todos.

domingo, 20 de março de 2016

(Devocional) O cúmulo do orgulho - Pv. 18:1


Domingo, 20 de Março de 2016
Leitura Bíblica Diária: Provérbios 16-20
O cúmulo do orgulho

“Busca seu próprio desejo aquele que se separa; ele insurge-se contra a verdadeira sabedoria.”
Provérbios 18:1


Quando aceitamos a salvação disponível em Cristo, a Bíblia diz que nascemos de novo (João 3). No entanto, até chegarmos à glória, continuaremos a viver na presença do pecado. Vivemos com uma carne que, por muito que deva ser mortificada, continua a exercer uma grande influência. Fomos libertos do seu domínio, mas temos de conviver com a sua influência. O orgulho, segundo alguns o maior dos pecados humanos, é um dos que manifesta mais sonoramente a sua influência. Este versículo alerta-nos para o facto que o orgulho, se não for submetido à Palavra de Deus, irá afastar-nos uns dos outros. Essa é a jogada final, quando nos convence que só nós é que estamos certos e que todos os outros estão errados. O orgulho não funciona bem em comunidade. Esta passagem fala de sabedoria e sabemos que a nossa fonte de sabedoria é a Palavra de Deus. No entanto, o orgulho não se dará por vencido com facilidade e tentar-nos-á convencer que a Palavra de Deus está ultrapassada, antiquada, fora de contacto com a realidade. Quando nos colocamos contra os que nos querem ensinar a Palavra de Deus, estamos a colocar-nos contra o Próprio Deus. Quando rejeitamos a Palavra de Deus, rejeitamos a Pessoa de Deus. Ao colocar-nos de parte, fazêmo-lo de forma ruidosa. As consequências não serão boas. Se nos separarmos da luz de Deus, ficamos em trevas. Não há nada que a nossa própria sabedoria possa fazer para nos impedir de cair nos buracos.  

sábado, 19 de março de 2016

(Devocional) E peço isto - Fp. 1:9-11


Sábado, 19 de Março de 2016
Leitura Bíblica Diária: Filipenses 1-45
E peço isto

“E peço isto: que o vosso amor abunde mais e mais, em ciência e em todo o conhecimento, Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum, até ao dia de Cristo, Cheios de frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.”
Filipenses 1:9-11


Paulo revela aos crentes de Filipos um pouco do conteúdo das suas orações por eles. Em primeiro lugar, ele ora para que eles abundem cada vez mais em amor verdadeiro uns pelos outros. Esta é a característica pela qual Jesus disse que os seus discípulos seriam conhecidos. Aqui aprendemos que quanto mais investirmos em conhecimento da verdade, mais iremos amar os nossos irmãos e irmãs em Cristo. Muitas vezes as divisões dentro das igrejas poderiam ser evitadas se a Palavra fosse escutada e estudada com mais diligência. Quantos daqueles que foram perdoados por Deus em Cristo e viram apagados, de um momento para o outro, uma multidão de pecados, que agora se mostram incapazes de estender perdão a outros? O segundo motivo de oração de Paulo por estes crentes era para que eles pudessem abundar em frutos de justiça. É normal que se esperem dos cristãos os frutos da justiça que receberam. Paulo deixa claro que estes frutos “são por Jesus Cristo”. A vida cristã não é a vida carnal dos que querem se sobrepor aos outros ou serem reconhecidos como melhores do que outros. A vida cristã é a vida de Cristo no crente. Vivemos Nele com a mesma fé que a Ele fomos. Foi Ele que alcançou para nós a salvação que não conseguíamos alcançar por nós mesmos. É Ele que agora vive em nós a vida de justiça que jamais poderíamos produzir por nossas forças. Que Jesus possa viver mais e mais em nós.

sexta-feira, 18 de março de 2016

(Devocional) Um pouco - Jo. 16:16-22


Sexta-feira, 18 de Março de 2016
Leitura Bíblica Diária: João 16-20
Um pouco

“Um pouco, e não me vereis; e, outra vez, um pouco, e ver-me-eis; porquanto vou para o Pai. Então alguns dos seus discípulos disseram uns para os outros: Que é isto que nos diz? Um pouco, e não me vereis; e, outra vez um pouco, e ver-me-eis; e: porquanto vou para o Pai? Diziam, pois: Que quer dizer isto: Um pouco? não sabemos o que diz. Conheceu, pois, Jesus que o queriam interrogar, e disse-lhes: Indagais entre vós acerca disto que disse: Um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis? Na verdade, na verdade, vos digo que vós chorareis e vos lamentareis e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes; mas a vossa tristeza se converterá em alegria. A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já se não lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo. Assim, também, vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará.”
João 16:16-22


Com alguma frequência os discípulos de Jesus ouviam as suas palavras e não entendiam o seu significado. Isto não nos deve admirar. Muitas das coisas que para nós são óbvias e bem conhecidas, para eles eram completas novidades. Ainda por cima, eles ainda não tinham, como nós, a habitação do Espírito. As coisas de Deus entendem-se espiritualmente. Mais tarde vemos que, apesar das profecias das Escrituras, e das palavras de Jesus, eles foram surpreendidos pela ressurreição. A tristeza da morte do seu Senhor tinha-se apoderado deles. Mas tinha sido, tal como Jesus lhes tinha dito, apenas por um momento. Animados pela ressurreição e energizados pelo Espírito este grupo de discípulos foi usado por Deus para mudar o mundo para sempre. Ainda hoje os crentes em Jesus vivem num mundo que os odeia, porque o odeia a Ele e à Sua mensagem. Se perdermos de vista as palavras do Senhor, o túmulo vazio e a habitação do Espírito, também nós podemos sucumbir à tristeza imposta pela nossa condição temporária. Lutamos contra o mundo, contra o peado e contra a carne e muitas vezes parece que nos afundamos. Porque Ele vive, a nossa tristeza é temporária! Ela dura apenas um pouco. Aguardamos com antecipação a vinda do Senhor e a restauração de toda a criação. Em breve O veremos.

quinta-feira, 17 de março de 2016

(Devocional) Não é preciso mais - Ex. 36:8-13


Quinta-feira, 17 de Março de 2016
Leitura Bíblica Diária: Êxodo 36-40
Não é preciso mais

“Assim todo o sábio de coração, entre os que faziam a obra, fez o tabernáculo de dez cortinas de linho fino torcido, e de azul, e de púrpura, e de carmesim, com querubins; da obra mais esmerada as fez. O comprimento de cada cortina era de vinte e oito côvados, e a largura de quatro côvados; todas as cortinas tinham uma mesma medida. E ligou cinco cortinas uma com a outra; e outras cinco cortinas também ligou uma com outra. Depois fez laçadas de azul na borda de uma cortina, à extremidade, na juntura; assim também fez na borda, à extremidade da juntura da segunda cortina. Cinquenta laçadas fez numa cortina, e cinquenta laçadas fez numa extremidade da cortina, que se ligava com a segunda; estas laçadas eram contrapostas uma a outra. Também fez cinquenta colchetes de ouro, e com estes colchetes uniu as cortinas uma com a outra; e assim foi feito um tabernáculo.”
Êxodo 36:8-13


Assim começam as instruções para se construir um lugar para ser a habitação de Deus com o Seu povo. Este era um lugar muito especial. Este não era apenas um lugar de culto religioso. Deus queria mesmo habitar com os homens. No entanto, este não era um enorme edifício como os que eram construídos para imortalizar um líder ou uma crença. Ainda temos os túmulos dos reis do Egipto. O tabernáculo já não existe pois era constituído apenas por cortinas. Mas não era preciso mais. O povo não ficaria ali para sempre. Um dia, a peregrinação do povo chegaria ao fim e eles dariam entrada na Terra Prometida. O tabernáculo era testemunho da sua confiança em Deus. Não era preciso mais. Não era um lugar permanente. Nos nossos dias, Deus escolhe fazer a Sua habitação dentro de cada um daqueles que recebem o Seu caminho de salvação. Porque é que Deus escolhe habitar em seres tão imperfeitos como nós? Porquê este corpo que todos os dias se desfaz um pouco mais? Porque os crentes apenas estão aqui de passagem. Esta não é a nossa pátria. Acreditamos que alcançaremos um dia um lugar maravilhoso, que os nossos corpos serão transformados, que tal como Jesus é, nós seremos um dia também. Esta esperança ajuda-nos a enfrentar com verdade as dificuldades desta travessia. Este corpo é um lugar imperfeito para Deus habitar. Para já, não é preciso mais.