quinta-feira, 28 de abril de 2016

(Devocional) O meu povo não entende - Is. 1:2-9


Quinta-feira, 28 de Abril de 2016
Leitura Bíblica Diária: Isaías 1-55
O meu povo não entende                    

“Ouvi, ó céus, e presta ouvidos, tu, ó terra, porque fala o Senhor: Criei filhos, e exalcei-os; mas eles prevaricaram contra mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. Ai da nação pecadora, do povo carregado de iniquidade, da semente de malignos, dos filhos corruptores: deixaram ao Senhor, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás. Porque seríeis ainda castigados, que mais vos rebelaríeis? toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até à cabeça, não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres, não espremidas, nem ligadas, nem nenhuma delas amolecida com óleo. A vossa terra está assolada, as vossas cidades abrasadas pelo fogo: a vossa região os estranhos a devoram em vossa presença; e está devastada, como numa subversão de estranhos. E a filha de Sião se ficou como a cabana na vinha, como a choupana no pepinal, como cidade sitiada. Se o Senhor dos Exércitos nos não deixara algum remanescente, já como Sodoma seríamos, e semelhantes a Gomorra.”
Isaías 1:2-9


Temos muitas lições a aprender olhando para o mundo animal. Podíamos passar todo o dia a ver imagens sobre a inteligência e fidelidade de vários animais. Desde há muito que o homem escolheu certos animais quer para companhia como para sustento. Geralmente os animais são bons para quem os trata bem e são fiéis aos seus donos. Em relação ao Seu povo, o Senhor diz que apesar de tudo o que fez, eles O rejeitaram e voltaram para os mesmos caminhos escravizantes de onde tinham sido libertados. Israel resolveu rejeitar o seu Médico, apesar de estar cheia de feridas por tratar. A nação de Israel engana-se a si mesma e é como o doente que insiste em sair do hospital, apesar de sérios conselhos para não o fazer. Consequências do afastamento: Todos os passos para longe de Deus têm consequências e Israel já estava a sofrer. A terra estava a ser invadida e destruída por nações estrangeiras e, se não fosse a misericórdia de Deus, há muito que Israel teria deixado de existir. Lembremo-nos de Quem nos quer bem. Agradeçamos hoje por termos um Pai que nos ajuda e conforta. Da próxima vez que formos tentados a deixá-Lo, agarremo-nos ainda com mais força a Ele.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

(Devocional) Pecado de ignorância - Nm. 15:22-29


Quarta-feira, 27 de Abril de 2016
Leitura Bíblica Diária: Números 11-155
Pecado de ignorância

“E, quando vierdes a errar, e não fizerdes todos estes mandamentos, que o Senhor falou a Moisés, Tudo quanto o Senhor vos tem mandado por mão de Moisés, desde o dia que o Senhor ordenou, e dali em diante, nas vossas gerações; Será que, quando se fizer alguma coisa por erro, e for encoberto aos olhos da congregação, toda a congregação oferecerá um novilho para holocausto, em cheiro suave, ao Senhor; com a sua oferta de manjares e libação, conforme ao estatuto, e um bode para expiação do pecado. E o sacerdote fará propiciação por toda a congregação dos filhos de Israel, e lhes será perdoado; porquanto foi erro, e trouxeram a sua oferta, oferta queimada ao Senhor, e a sua expiação do pecado, perante o Senhor, por causa do seu erro. Será, pois, perdoado a toda a congregação dos filhos de Israel, e mais ao estrangeiro que peregrina no meio deles, porquanto por erro sobreveio a todo o povo. E, se alguma alma pecar por erro, para expiação do pecado oferecerá uma cabra de um ano. E o sacerdote fará expiação pela alma pecante, quando pecar por erro, perante o Senhor, fazendo expiação por ela, e lhe será perdoado. Para o natural dos filhos de Israel, e para o estrangeiro que no meio deles peregrina, uma mesma lei vos será, para aquele que isso fizer por erro.”
Números 15:22-29


Nesta passagem, Moisés relembra ao povo a lei sobre o que fazer em caso de pecado desconhecido. Quando ele fala em “pecar por erro” (v. 27) isso não significa que exista pecado que não seja erro. O que esta lei estabelece é o que se deve fazer caso alguém cometa um erro sem que, na altura em que este é cometido, soubesse que era errado. A primeira situação era para o caso de se tratar de um pecado colectivo, ou de uma falta cometida à vista de todos, sem que alguém se tivesse apercebido do erro. Nesse caso, a oferta e os sacrifícios a apresentar seriam pagos e apresentados em nome de toda a congregação (vs. 24-26). Vemos aqui, também, a misericórdia de Deus por todo o mundo, ao incluir nesta oferta, não só o povo de Israel, mas também qualquer estrangeiro que morasse com eles. Quando se tratasse de pecado de ignorância individual, a pessoa em questão teria de oferecer uma cabra de um ano. Aqui aprendemos que, para Deus, a ignorância não é desculpa para o pecado. Um pecado é sempre uma ofensa aos olhos de Deus, mesmo se a pessoa que o comete não está completamente consciente do que está a fazer. Na realidade, uma das razões porque falhamos tantas vezes é porque temos dificuldade em ver o pecado srgundo o ponto de vista do Senhor. Também vemos que um pecador, mesmo tendo em conta as circunstâncias do erro, é sempre pessoalmente responsável perante Deus pelo pecado praticado. É bom sabermos que Deus perdoa o pecado de um coração arrependido.    

terça-feira, 26 de abril de 2016

(Devocional) Aquietai-vos - Sl. 46:6-11


Terça-feira, 26 de Abril de 2016
Leitura Bíblica Diária: Salmos 46-505
Aquietai-vos

“As nações se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu. O Senhor dos Exércitos está connosco: o Deus de Jacob é o nosso refúgio (Selah). Vinde, contemplai as obras do Senhor, que desolações tem feito na terra! Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra: quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo. Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra. O Senhor dos Exércitos está connosco; o Deus de Jacob é o nosso refúgio (Selah).”
Salmo 46:6-11


Se havia alguém que conhecia a guerra eram os filhos de Israel. O povo judeu tem enfrentado desde sempre o furor de inimigos brutais. Muitos reis e nações têm estabelecido como alvo a destruição total de Israel. Todos têm falhado. Os filhos de Deus também estão rodeados por vários tipos de lutas. A exclusividade da mensagem de Cristo, que se assume como único caminho para Deus, encontra feroz oposição devido ao orgulho da carne. Interiormente, as lutas não são menores. Tristeza, desânimo, tentações de vária ordem, a permanência de uma carne que se agarra a tantos defeitos com poder já desfeito pela cruz, mas não menos feios de cada vez que se manifestam. A nova natureza dos filhos de Deus vive uma luta constante com aquilo que permanece enquanto ainda vivemos neste corpo por glorificar. Tal como o salmista, precisamos de nos lembrar de quem Deus é e descansar naquilo que já sabemos dele. Se somos dele, temos que deixar para trás o nervosismo e a falta de esperança. Para o filho de Deus, a permanência no medo pode ser uma forma de rebeldia. Quando as lutas parecem impossíveis, é Deus que quebra o arco, corta a lança e queima os carros do inimigo que pensávamos invencível. A vitória final pertence ao nosso Deus. Se estamos em Cristo, estamos do lado vencedor de todas as lutas! Quando a luta parece perdida e o seu ruído insuportável, façamos de Deus o nosso lugar seguro.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

(Devocional) Uma melhor esperança - Hb. 7:11-28


Segunda-feira, 25 de Abril de 2016
Leitura Bíblica Diária: Hebreus 6-10
Uma melhor esperança

De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia, logo, de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedec, e não fosse chamado segundo a ordem de Aarão? Porque, mudando-se o sacerdócio, necessàriamente se faz, também, mudança da lei. Porque aquele, de quem estas coisas se dizem, pertence a outra tribo, da qual ninguém serviu ao altar. Visto ser manifesto que o nosso Senhor procedeu de Judá, e, concernente a essa tribo, nunca Moisés falou de sacerdócio. E muito mais manifesto é ainda se, à semelhança de Melquisedec, se levantar outro sacerdote, Que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível. Porque, dele, assim se testifica: Tu és sacerdote, eternamente, segundo a ordem de Melquisedec. Porque o precedente mandamento é abrogado, por causa da sua fraqueza e inutilidade (Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e, desta sorte, é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus. E visto que não foi feito sacerdote sem prestar juramento (porque certamente aqueles, sem juramento, foram feitos sacerdotes, Mas este, com juramento, por aquele que lhe disse: Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote, eternamente, segundo a ordem de Melquisedec), De tanto melhor concerto Jesus foi feito fiador. E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer, Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. Portanto, pode também salvar, perfeitamente, os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus, Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente pelos seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.”
Hebreus 7:11-28


Esta discussão sobre o sacerdócio levítico para nós está um pouco longínqua, mas para os primeiros ouvintes desta carta era algo que estava na ordem do dia. Ainda havia naqueles dias um templo, um sistema de sacrifícios, e uma multidão de sacerdotes que, segundo a ordem estabelecida na anttiguidade, se intercalava no serviço do templo com todas as suas funções. A vinda de Cristo veio mostrar que o sacerdócio levítico nunca teve a intenção de servir para remover os pecados. Aqueles que confiavam nos sacrifícios do templo para a sua salvação, em vez de confiar em Deus e no plano Dele, permaneciam nos seus pecados. A vinda de Cristo e o abandonar do templo (a glória de Deus agora reside nos crentes e o templo neste tempo é desnecessário), não é no entanto uma mudança de planos por parte de Deus. Logo no livro de Génesis, o primeiro dos livros da lei, o Senhor apresenta uma outra ordem sacerdotal, a ordem de Melquisedec. Jesus, o Messias, é sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedec. Esta sempre foi a intenção de Deus. Os outros sacerdotes eram mortais, Jesus vive para sempre. Os outros sacerdotes tinham de se purificar dos seus próprios pecados, Jesus era completamente puro. Os outros sacedotes tinham de constantemente repetir os seus sacrifícios, Jesus apresentou um único e suficiente sacrifício. Onde está a nossa esperança? Em sistemas religiosos humanos, imperfeitos e insuficientes? Ou esperamos no eterno Filho de Deus? Se Jesus é o nosso sacrifício e sacerdote, não precisamos de olhar para trás.

domingo, 24 de abril de 2016

(Devocional) Antes de eu o sentir - Ct. 6:11-13


Domingo, 24 de Abril de 2016
Leitura Bíblica Diária: Cantares 6-85
Antes de eu o sentir
      
“Desci ao jardim das nogueiras, para ver os novos frutos do vale, a ver se floresciam as vides e brotavam as romeiras. Antes de eu o sentir, me pôs a minha alma nos carros do meu povo excelente. Volta, volta, ó Sulamita, volta, volta, para que nós te vejamos. Por que olhas para a Sulamita como para as fileiras de dois exércitos?”
Cantares de Salomão 6:11-13


A Sulamita descreve aqui como foi o seu encontro com o príncipe, o destino dos seus afectos e do seu amor. Este encontro não tinha sido premeditado. Ela estava simplesmente no campo a observar o brotar das árvores de fruto. Pelo contexto, é possível que, ao fazer isto, ela se estivesse também a perguntar se brotaria também o amor do seu príncipe por ela. Nessa ocasião, o seu amor aparece e leva-a para o palácio. Ser colocada num dos carros reais e ser levada para o palácio é algo que ela descreve como se fosse uma experiência arrebatadora. Segundo ela foi como se a sua própria alma (todo o seu ser) fosse colocado naquele carro. No versículo final, vemos os pedidos daqueles no palácio, no momento em que ela está de saída, para que ela voltasse. Todos queriam voltar a ver como ela era bela. A pergunta final é da Sulamita. Provavelmente estariam a fazer uma dança tradicional (“as fileiras de dois exércitos”) enquanto ela se perguntava, que beleza há em mim para que me queiram contemplar? Este livro é um modelo bíblico de uma bela história de amor e deve servir como modelo para que os casais cultivem o amor segundo o plano e a vontade de Deus. No entanto, também é comum aproveitarmos estas palavras para pensar no grande amor de Cristo pelos remidos. Também foi Ele que nos amou primeiro, sem que pudéssemos planear tamanho amor. E também não vemos em nós beleza alguma para que Ele nos amasse.