sábado, 21 de maio de 2016

(Devocional) Com papel e tinta - 2Jo. 1:12-13


Sábado, 21 de Maio de 2016
Leitura Bíblica Diária: II João 15
Com papel e tinta

 Tendo muito que escrever-vos, não quis fazê-lo com papel e tinta; mas espero ir ter convosco e falar de boca a boca, para que o nosso gozo seja cumprido.
 Saúdam-te os filhos da tua irmã, a eleita. Ámen.”
II João 1:12-13


Na despedida da carta, João manifesta a sua vontade de ver pessoalmente os destinatários desta sua carta. Para ele seria muito melhor vê-los pessoalmente e uma carta escrita era um fraco substituto comparado com a alegria que seria poderem estar todos juntos. Poderíamos aqui tentar forçar uma aplicação quanto aos perigos da comunicação escrita, quando comparada com a comunicação oral. No entanto, quando confrontados com um texto bíblico, devemos, a não ser que o texto peça o contrário, ficar-nos com o seu sentido original. O apóstolo dá-nos uma ideia de como funcionava o seu processo de escrita, fazendo menção do papel e tinta, mas também do facto de, ser ele mesmo a seleccionar o que escrevia e o que deixava de fora. Ele poderia ter escrito muito mais, diz ele, mas escolheu deixar a carta assim. Não temos dúvida que esta se trata de uma carta inspirada por Deus, mas o Senhor usa a personalidade, vontade e até as circunstâncias de vida do autor humano para seleccionar o material que é escolhido para fazer parte da carta. Foi assim com a generalidade das Escrituras. Mesmo as partes geralmente consideradas mais enfadonhas foram deixadas no texto de propósito por um Deus pessoal e pessoalmente envolvido no processo de transmissão das Suas Escrituras. Não nos cabe a nós pôr de lado aquilo que o Senhor escolheu de propósito para nós.  

sexta-feira, 20 de maio de 2016

(Devocional) Esqueceram-se - Sl. 78:9-39


Sexta-feira, 20 de Maio de 2016
Leitura Bíblica Diária: Salmos 78-80
Esqueceram-se

“Os filhos de Efraim, armados e trazendo arcos, retrocederam no dia da peleja. Não guardaram o concerto de Deus, e recusaram andar na sua lei, E esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes fizera ver, Maravilhas que ele fez à vista dos seus pais na terra do Egipto, no campo de Zoan. Dividiu o mar, e os fez passar por ele; fez com que as águas parassem como num montão. De dia, os guiou com uma nuvem, e toda a noite, com um clarão de fogo. Fendeu as penhas no deserto; e deu- lhes de beber como de grandes abismos. Fez sair fontes da rocha, e fez correr as águas como rios. E ainda prosseguiram em pecar contra ele, provocando ao Altíssimo na solidão. E tentaram a Deus nos seus corações, pedindo carne para satisfazerem o seu apetite. E falaram contra Deus, e disseram: Poderá Deus, porventura, preparar- nos uma mesa no deserto? Eis que feriu a penha, e águas correram dela; rebentaram ribeiros em abundância: poderá, também, dar-nos pão, ou preparar carne para o seu povo? Pelo que, o Senhor os ouviu, e se indignou: e acendeu um fogo contra Jacob, e furor, também, subiu contra Israel: Porquanto não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação, Posto que tivesse mandado às altas nuvens, e tivesse aberto as portas dos céus, E fizesse chover sobre eles o maná para comerem, e lhes tivesse dado do trigo do céu. Cada um comeu o pão dos poderosos; ele lhes mandou comida com abundância. Fez soprar o vento do oriente nos céus, e trouxe o sul com a sua força. E choveu sobre eles carne como pó, e aves de asas como a areia do mar. E as fez cair no meio do seu arraial, ao redor das suas habitações. Então comeram e se fartaram bem; pois lhes satisfez o desejo. Não refrearam o seu apetite. Ainda lhes estava a comida na boca, Quando a ira de Deus desceu sobre eles, e matou os mais fortes deles, e feriu os escolhidos de Israel. Com tudo isto, ainda pecaram, e não deram crédito às suas maravilhas. Pelo que, consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia. Pondo-os ele à morte, então o procuravam; e voltavam, e de madrugada buscavam a Deus. E lembravam-se de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altíssimo o seu Redentor. Todavia, lisonjeavam-no com a boca, e com a língua lhe mentiam, Porque o seu coração não era recto para com ele, nem foram fiéis ao seu concerto. Mas ele, que é misericordioso, perdoou a sua iniquidade, e não os destruiu; antes, muitas vezes desviou deles a sua cólera, e não deixou despertar toda a sua ira. Porque se lembrou de que eram carne, um vento que passa e não volta.”
Salmo 78:9-39


Aqui temos os falhanços militares de Efraim, que liderou o povo em batalha (vs. 9-11), a lembrança da poderosa libertação do povo da escravidão do Egipto (vs. 12-14), a fonte milagrosa de água no meio do deserto (vs. 15-16), a exigência que o povo fez a Deus, de forma mal agradecida, por pão e carne (vs. 17-22), a forma maravilhosa como o Senhor os proveu de maná do céu (vs. 23-25), e de carne com abundância (vs. 26-31), e enfim, a lembrança do pecado continuado de Deus e da misericórdia sem mácula do seu Deus (vs. 32-39). Temos nestes versículos uma lista das falhas do povo, mas também da graça e misericórdia de Deus. Não será este também um resumo da nossa história? De facto esta lista não está aqui para desenvolver em nós um sentimento de superioridade, pois o mesmo seria falso. Se o Senhor permitiu que estas coisas fossem registadas, foi para nosso aviso e instrução. Será que gostaríamos de ver nestas páginas, o registo das nossas falhas perante Deus? Mas, se não é para nos sentimos superiores, também não é para nos menorizar. A memória dos nossos erros, deve fazer-nos alegrar ainda mais no Deus da nossa salvação. Quanto mais pensamos de onde fomos resgatados, mais gratidão temos por quem nos resgatou. Em Cristo podemos confiar na misericórdia continuada do Senhor e assim evitar os buracos na estrada. Não nos esqueçamos de onde viemos, das vitórias já alcançadas e que o autor das nossas vitórias é também o nosso destino.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

(Devocional) O andar do justo - Is. 26:5-11


Quinta-feira, 19 de Maio de 2016
Leitura Bíblica Diária: Isaías 26-30
O andar do justo

“Porque ele abate os que habitam em lugares sublimes; a cidade exaltada humilhará até ao chão, e a derribará até ao pó. O pé a pisará: os pés dos aflitos, e os passos dos pobres. O caminho do justo é todo plano: tu rectamente pesas o andar do justo. Até no caminho dos teus juízos, Senhor, te esperamos; no teu nome e na tua memória está o desejo da nossa alma. Com minha alma te desejei de noite, e com o meu espírito, que está dentro de mim, madrugarei a buscar-te; porque, havendo os teus juízos na terra, os moradores do mundo aprendem justiça. Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra da rectidão ele pratica a iniquidade, e não atenta para a majestade do Senhor. Senhor, a tua mão está exaltada, mas nem por isso a vêem: vê-la-ão, porém, e confundir-se-ão por causa do zelo que tens do teu povo; e o fogo consumirá os teus adversários.”
Isaías 26:5-11


O profeta olha para diante, para o dia em que todas as promessas de Deus para o Seu povo encontrarão o seu certo cumprimento. Nesse dia, aqueles que se exaltavam, afastando-se da verdade que lhes tinha sido claramente anunciada, serão humilhados, exactamente por aqueles que eles pensavam ser pobres e aflitos. Aquele que espera no Senhor ainda que passe, por um momento, por perseguição e aflição, encontrará que afinal o seu caminho era o mais plano de todos. Assim é para todos os que fazem do Senhor a sua confiança. O profeta olha para um dia em que os juízos do Senhor estarão sobre a terra. Este será o dia em que o Salvador estará pessoalmente no mundo, tal como prometeu. Sabemos que a justiça existe por causa da certeza do dia do Senhor e apesar de parecer impossível que o ímpio ande nela, ele a aprenderá. Estas palavras servem para nosso encorajamento. Quem nunca se sentiu injustiçado? Quem nunca observou injustiças? Quem nunca pensou que o Senhor tarda a exercer a Sua perfeita justiça? A voz de Deus nas Escrituras diz-nos hoje que Ele é bom, que o Seu tempo é perfeito e que nada ficará por cumprir. O Consolador que habita todo o crente testifica também em nós dizendo-nos que podemos confiar. Contemplar a justiça de Deus é a forma mais segura de desenvolver a gratidão. Quanto mais penso na justiça de Deus, mais grato estou por me poder refugiar em Cristo.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

(Devocional) Apresentar uma reclamação - Nm. 36:1-4


Quarta-feira, 18 de Maio de 2016
Leitura Bíblica Diária: Números 365
Apresentar uma reclamação

“E chegaram os cabeças dos pais da geração dos filhos de Gilead, filho de Maquir, filho de Manassés, das famílias dos filhos de José, e falaram diante de Moisés, e diante dos maiorais, cabeças dos pais dos filhos de Israel; E disseram: O Senhor mandou ao meu senhor dar esta terra por sorte, em herança, aos filhos de Israel; e ao meu senhor foi ordenado, pelo Senhor, que a herança do nosso irmão, Selofad, se desse às suas filhas. E, casando-se elas com algum dos filhos das outras tribos dos filhos de Israel, então a sua herança seria diminuída da herança dos nossos pais, e acrescentada à herança da tribo de quem forem: assim se tiraria da sorte da nossa herança. Vindo, também, o ano do jubileu dos filhos de Israel, a sua herança se acrescentaria à herança da tribo daqueles com que se casarem: assim a sua herança será tirada da herança da tribo dos nossos pais.”
Números 36:1-4


Vemos aqui que a reclamação foi apresentada de uma forma correcta. Uma família teve apenas filhas. Se fossem aplicadas as regras conhecidas de casamentos e heranças, essa família iria acabar sem a sua herança dada pelo Senhor. O que fazer? Em primeiro lugar é bom termos estes casos na Palavra de Deus. Por vezes somos confrontados com situações de aparente injustiça. No “calor do momento” podemos ser tentados a “fazer justiça com as próprias mãos”. Este foi um caso que foi bem encarado. Há sempre uma forma correcta da lidar com as injustiças. O filho de Deus nunca fica sem instrumentos de justiça. Ao contrário de outras ocasiões na história deste povo, foi evitada a murmuração. Não há nada mais destrutivo do que a coscuvilhice. Mesmo crentes filhos de Deus podem ser arrastados para isso. A regra de ouro: não fales do assunto se não fazes parte nem do problema, nem da solução. Depois vemos que foram os líderes que assumiram a responsabilidade de apresentar o que os outros deveriam estar a sentir. Temos nas nossas vidas uma estrutura de autoridade que deve ser respeitada e seguida. Os crentes são encorajados a obedecer e orar mesmo pelos governos injustos e incompetentes. Todas as autoridades nas nossas vidas estão lá por permissão de Deus (Rom. 13). Vemos isso a ser seguido porque a petição foi levada à pessoa certa. Finalmente, na petição apresentada é lembrado o que Deus tinha dito e não apenas uma vontade pessoal. Saibamos confiar em Deus na altura de apresentar e tratar das injustiças.

terça-feira, 17 de maio de 2016

(Devocional) Quem subsistirá à tua vista? - Sl. 76:7-12


Terça-feira, 17 de Maio de 2016
Leitura Bíblica Diária: I João 1-55
Quem subsistirá à tua vista?

“Tu, tu és terrível; e quem subsistirá à tua vista, se te irares? Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; a terra tremeu e se aquietou, Quando Deus se levantou para julgar, para livrar a todos os mansos da terra (Selah). Porque a cólera do homem redundará em teu louvor; o restante da cólera tu o restringirás. Fazei votos, e pagai ao Senhor, vosso Deus: tragam presentes, os que estão em redor dele, àquele que é tremendo. Ele ceifará o espírito dos príncipes: é tremendo para com os reis da terra.”
Salmo 76:7-12


Não nos podemos esquecer que Deus é terrível na sua justiça e na sua equidade. A imagem de um Deus tão bom que se esquece das injustiças cometidas, é uma fantasia. Esse Deus não existe. É um ídolo feito com mãos humanas com a intenção de tentar resolver o problema da culpa, sem admitir a necessidade de justiça. O Deus verdadeiro é um Deus que não tolera o pecado. Assim, perante a ira justa de Deus por tudo o que vai contra à sua natureza de santidade, quem subsistirá? O texto fala-nos da cólera do homem. O ser humano é por natureza oposto a Deus e busca estabelecer a sua própria justiça. No entanto, a cólera do homem não pode nada contra a ira de Deus. Aqueles que se rendem ao Senhor, descobrem a sua cólera transformada em acções de louvor ao Criador. Na Sua misericórdia, Deus permite que a cólera do homem se restrinja e, assim, o homem busca ao Senhor e encontra paz e perdão. O poder deste mundo, aqui representado pelos seus príncipes e reis, também não subsiste diante da justiça de Deus. Muitos fazem da busca do poder o seu ídolo de estimação, o altar onde fazem os seus sacrifícios. Se esses não receberem o sacrifício feito em nome deles no Calvário, todo o seu poder na eternidade resume-se a nada. Incapazes de estabelecer a nossa própria justiça, alegremo-nos por Deus se ter feito justo e justificador de todos os que nele confiam.