quinta-feira, 21 de julho de 2016

(Devocional) O seu nome é maravilhoso - Jz. 13:15-23


Quinta-feira, 21 de Julho de 2016
Leitura Bíblica Diária: Juizes 11-15
O seu nome é maravilhoso

“Então Manué disse ao anjo do Senhor: Ora deixa que te detenhamos, e te preparemos um cabrito. Porém o anjo do Senhor disse a Manué: Ainda que me detenhas, não comerei do teu pão; e, se fizeres holocausto, o oferecerás ao Senhor. Porque não sabia Manué que fosse o anjo do Senhor. E disse Manué ao anjo do Senhor: Qual é o teu nome? para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos. E o anjo do Senhor lhe disse: Por que perguntas assim pelo meu nome, visto que é maravilhoso? Então Manué tomou um cabrito e uma oferta de manjares, e os ofereceu sobre uma penha, ao Senhor: e obrou o anjo maravilhosamente, vendo- o Manué e sua mulher. E sucedeu que, subindo a chama do altar para o céu, o anjo do Senhor subiu na chama do altar: o que vendo Manué e sua mulher, caíram em terra sobre os seus rostos. E nunca mais apareceu o anjo do Senhor a Manué, nem a sua mulher; então conheceu Manué que era o anjo do Senhor. E disse Manué a sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus. Porém sua mulher lhe disse: Se o Senhor nos quisera matar, não aceitaria da nossa mão o holocausto e a oferta de manjares, nem nos mostraria tudo isto, nem nos deixaria ouvir tais coisas, neste tempo.”
Juizes 13:15-23


O Anjo do Senhor aparece aos pais de Sansão, que até aí não tinham podido ter filhos, trazendo-lhes a fanástica notícia que haveriam de ter um filho, e que este seria especialmente usado por Deus. Muitos pensam que este Anjo do Senhor era o próprio Deus-Filho, Jesus Cristo. Estas manifestações de Deus, antes do nascimento humano de Jesus, são chamadas de Cristofanias. Esta opinião faz perfeito sentido. Sabemos que Jesus é eterno e que existe desde sempre. Sabemos que Ele estava activo na criação, pois Ele é o criador de todas as coisas (Col. 1:16-17). Aqui neste texto encontramos mais duas coisas que confirmam esta ideia. Em primeiro lugar, quando Manoá Lhe pergunta o nome, Ele responde “Por que perguntas assim pelo meu nome, visto que é maravilhoso?” (v. 18). Isto é confirmado pelas Escrituras que dizem que o nome de Jesus é sobre todo o nome (Fp. 2:9). Em segundo lugar temos o testemunho do próprio Manoá que, vendo a forma como o seu sacrifício foi aceite, afirmou “Certamente morreremos, porquanto temos visto Deus.” (v. 22). Isso era verdade. Jesus é a manifestação visível do Deus invisível. É bom vermos como o nosso Salvador, ainda antes de tomar forma humana, já trabalhava pelo bem dos homens e já demonstrava amor pelo Seu povo. A esposa de Manoá acalmou os seus medos. As promessas de Deus para nós são o melhor antídoto para o medo.  

quarta-feira, 20 de julho de 2016

(Devocional) Dois cestos de figos - Jr. 24:1-10


Quarta-feira, 20 de Julho de 2016
Leitura Bíblica Diária: Jeremias 21-255
Dois cestos de figos

“Fez-me o Senhor ver, e vi dois cestos de figos, postos diante do templo do Senhor, depois que Nabucodonosor, rei de Babilónia, levou em cativeiro a Jeconias, filho de Joaquim, rei de Judá, e os príncipes de Judá, e os carpinteiros, e os ferreiros de Jerusalém, e os trouxe a Babilónia. Um cesto tinha figos muito bons, como os figos temporãos: mas o outro cesto tinha figos muito maus, que não se podiam comer, de maus que eram. E disse-me o Senhor: Que vês tu, Jeremias? E eu disse: Figos: os figos bons, muito bons, e os maus, muito maus, que não se podem comer, de maus que são. Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Como a estes bons figos, assim conhecerei aos de Judá, levados em cativeiro, e que eu enviei deste lugar para a terra dos caldeus, para seu bem. Porei os meus olhos sobre eles, para seu bem, e os farei voltar a esta terra, e edificá-los-ei, e não os destruirei; e plantá-los-ei, e não os arrancarei. E dar-lhes-ei coração para que me conheçam, porque eu sou o Senhor; e ser-me-ão por povo, e eu lhes serei por Deus; porque se converterão a mim, de todo o seu coração. E como os figos maus, que se não podem comer, de maus que são (porque assim diz o Senhor), assim entregarei Zedequias, rei de Judá, e os seus príncipes, e o resto de Jerusalém, que ficou de resto nesta terra, e os que habitam na terra do Egipto. Eu os entregarei para que sejam um terror, um mal para todos os reinos da terra, um opróbrio e provérbio, um escárnio, e uma maldição em todos os lugares para onde os arrojei. E enviarei entre eles a espada, a fome e a peste, até que se consumam de sobre a terra que lhes dei a eles e a seus pais.”
Jeremias 24:1-10


Desta vez a ilustração é dada directamente por Deus para chamar a atenção do profeta. Aqueles em posições de liderança no ministério de Cristo, devem também ter olhos para ver e ouvidos para escutar. É fácil habituarmo-nos a falar das coisas de Deus e nos esquecermos que Ele tem coisas para falar ao nosso coração também. Nesta ocasião, Deus mostra ao profeta que aqueles que foram levados para o cativeiro da Babilónia são os figos bons. Ou seja, aqueles que foram deportados estão numa melhor situação do que aqueles que ficaram. Saibamos escutar a lição deste pensamento. O pior que nos pode acontecer, se mantivermos os nossos olhos em Deus, pode ser usado por Ele para nosso bem e para a Sua glória. Em segundo lugar, mesmo aqueles que são comparados com os figos bons, apenas se tornam bons depois de Deus lhes dar um novo coração. Para o povo, principalmente aqueles no cativeiro, tratam-se de excelentes promessas de salvação. Em Deus sempre existem promessas de salvação. Não há ninguém que esteja fora do alcance do amor de Deus, nem na longínqua Babilónia, nem no mais profundo poço do pecado. Ao mesmo tempo que Deus anuncia a Sua salvação, também diz que haveriam aqueles, tal como Zedequias, que recusariam arrepender-se e que encontrariam um fim de perdição. Sejamos realistas, mesmo confrontados com o amor de Deus, muitos preferem continuar nos seus pecados. Se você já encontrou salvação, viva em gratidão e encontre nela a força para continuar a testemunhar.

terça-feira, 19 de julho de 2016

(Devocional) Sou eu, não temais - Mc. 6:45-56


Terça-feira, 19 de Julho de 2016
Leitura Bíblica Diária: Marcos 6-105
Sou eu, não temais

E logo obrigou os seus discípulos a subir para o barco, e passar adiante, para a outra banda, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. E, tendo-os despedido, foi ao monte, a orar. E, sobrevindo a tarde, estava o barco no meio do mar, e ele, sòzinho, em terra. E vendo que se fatigavam a remar, porque o vento lhes era contrário, perto da quarta vigília da noite, aproximou-se deles, andando sobre o mar, e queria passar-lhes adiante, Mas, quando eles o viram andar sobre o mar, cuidaram que era um fantasma, e deram grandes gritos. Porque todos o viam, e perturbaram-se; mas logo falou com eles, e disse-lhes: Tende bom ânimo; sou eu, não temais. E subiu para o barco, para estar com eles, e o vento se aquietou; e entre si ficaram muito assombrados e maravilhados; Pois não tinham compreendido o milagre dos pães; antes, o seu coração estava endurecido. E, quando já estavam na outra banda, dirigiram-se à terra de Genesareth, e ali atracaram. E, saindo eles do barco, logo o conheceram; E, correndo toda a terra em redor, começaram a trazer em leitos, aonde quer que sabiam que ele estava, os que se achavam enfermos. E, onde quer que entrava, ou em cidade, ou aldeias, ou no campo, apresentavam os enfermos nas praças, e rogavam-lhe que os deixasse tocar, ao menos, na orla do seu vestido; e todos os que lhe tocavam, saravam.”
Marcos 6:45-56


Este é um bom exemplo de um dia de ministério muito intenso de Jesus. Deve servir para nós como exemplo e encorajamento o facto de, mesmo após um dia muito cansativo. Jesus ter tirado tempo para orar. O relacionamento que Ele tinha com o seu Pai era real e Ele não se imaginava a passar um momento que fosse sem estar em comunhão com Ele. Saber que em Cristo nascemos de novo como Filhos de Deus, faz com que possamos usufruir do mesmo relacionamento que Cristo tinha com o Pai. Não menosprezemos a nossa vida de oração. Outra coisa que vemos Jesus a fazer neste dia é levantar os seus olhos e pensar nas necessidades dos outros. As dificuldades da vida e o cnasaço dos dias preenchidos trazem em si o potencial de aumentar o nosso egoismo. Quanto mais habituados estivermos a olhar para Cristo, menos tentados seremos a olhar só para nós. Jesus viu a dificuldade que os seus discípulos estavam a ter. Ele viu, porque olhou para ver como eles estavam. Vendo, ele teve compaixão. Temos um Salvador que olha por nós e preocupa-se com aquilo que passamos. Não é bom? De seguida, os discípulos tiveram uma demonstração do poder daquele a que chamavam Mestre. As multidões seguiam-no pelo seu poder. Mas, é possível ser seguidor de Cristo e não ouvir quando ele fala. É possível ser seguidor de Cristo e continuar a temer. Escutemos a sua voz de poder e de compaixão. E descansemos.

sábado, 16 de julho de 2016

(Devocional) Mentiras e vaidade - Jr. 16:14-21


Sábado, 16 de Julho de 2016
Leitura Bíblica Diária: Jeremias 16-20
Mentiras e vaidade

Portanto, eis que vêm dias, diz o Senhor, em que nunca mais se dirá: Vive o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do Egipto; Mas: Vive o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do norte, e de todas as terras para onde os tinha lançado; porque eu os farei voltar à sua terra, que dei a seus pais. Eis que mandarei muitos pescadores, diz o Senhor, os quais os pescarão; e depois, enviarei muitos caçadores, os quais os caçarão sobre todo o monte, e sobre todo o outeiro, e até nas fendas das rochas. Porque os meus olhos estão sobre todos os seus caminhos; não se escondem perante a minha face, nem a sua maldade se encobre aos meus olhos. E, primeiramente, retribuirei em dobro a sua maldade e o seu pecado, porque profanaram a minha terra com os cadáveres das suas coisas detestáveis, e das suas abominações encheram a minha herança. Ó Senhor, fortaleza minha, e força minha, e refúgio meu no dia da angústia! a ti virão as nações, desde os fins da terra, e dirão: Nossos pais herdaram só mentiras e vaidade, em que não havia proveito. Fará um homem para si deuses, que, contudo, não são deuses? Portanto, eis que lhes farei conhecer, desta vez lhes farei conhecer a minha mão e o meu poder; e saberão que o meu nome é o Senhor.”
Jeremias 16:14-21


O julgamento que os judeus estavam a viver às mãos de Babilónia era total, mas não era final. Um dia o povo de Israel será reunido e tomará posse, debaixo do seu Messias, de toda a terra que foi prometida aos seus antepassados. Estas palavras eram importantes para que os judeus, contemporâneos de Jeremias, continuassem a olhar para o seu Deus. Estas palavras devem continuar a servir de consolo para os judeus de hoje. As palavras finais desta passagem encorajam todas as nações a colocarem a sua confiança no Deus de Israel. Só o Deus da Bíblia é verdadeiro. Todos os outros deuses, inventados pelo homem e feitos à imagem da imperfeição humana, são mentira e vaidade. Às trevas, que conspiram contra tudo o que é verdade, interessa que as pessoas estejam distraídas com o erro, que pensem que todos os deuses conduzem ao mesmo destino. Mas o Senhor não está sem poder. Olhem à vossa volta! O Senhor está a trabalhar entre nós. Está a ser formado um povo, redimido por Cristo, de todas as raças e povos e línguas e nações. As palavras dadas por Deus a Jeremias são verdade e estão a cumprir-se diante dos nossos olhos. Encontrar onde Deus está a trabalhar e juntarmo-nos ao que Ele está a fazer é o melhor que nos poderia acontecer. Assim todos saberão o nome do Senhor.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

(Devocional) Que casa me edificareis? - At. 7:42-50


Quinta-feira, 14 de Julho de 2016
Leitura Bíblica Diária: Actos 6-10
Que casa me edificareis?

Mas Deus se afastou, e os abandonou a que servissem ao exército do céu, como está escrito no livro dos profetas: Porventura me oferecestes vítimas e sacrifícios no deserto, por quarenta anos, ó casa de Israel? Antes tomastes o tabernáculo de Moloch, e a estrela do vosso deus Renfan, figuras que vós fizestes para as adorar. Transportar-vos-ei, pois, para além de Babilónia. Estava entre os nossos pais, no deserto, o tabernáculo do testemunho, como ordenara aquele que disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que tinha visto. O qual nossos pais, recebendo-o, também, o levaram com Josué, quando entraram na posse das nações que Deus lançou para fora da presença dos nossos pais, até aos dias de David, Que achou graça diante de Deus, e pediu que pudesse achar tabernáculo para o Deus de Jacob. E Salomão lhe edificou casa; Mas o Altíssimo não habita em templos, feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura não fez a minha mão todas estas coisas?
Actos 7:42-50


A mensagem de Estêvão é complexa e completa. Há alguns temas principais que percorrem toda a sua mensagem e aqui eles são bem visíveis. Um desses temas é a presença do Senhor. Alguns judeus tinham a pretensão de que o templo era o lugar onde Deus habitava. Temos de ter cuidado para não pensarmos que somos mais do que aquilo que somos. Aquilo que somos capazes de fazer com as nossas mãos está necessariamente manchado com a nossa humana incapacidade. Estêvão lembra o seu auditório que o tabernáculo era algo temporário e o mesmo pode ser dito até do templo de Salomão que ele menciona. O templo era para ser símbolo da vontade do Senhor em habitar com o seu povo (agora Ele habita em todos os redimidos por Cristo), nunca o lugar da habitação da plenitude de Deus. Este primeiro mártir da era cristã também aproveita a sua mensagem para que aqueles que o ouviam pudessem levantar os seus olhos. Os judeus tinham a tendência para fazerem só seu o Deus de toda a terra. Estêvão lembra-os que, ainda antes de ter entrado na Terra Prometida, a presença do Senhor tinha estado, no tabernáculo, no deserto. Referindo-se a uma passagem do profeta Isaías, Estêvão diz ainda que Deus não pode habitar apenas no templo, pois Ele habita nos céus e tem a terra aos Seus pés. A referência à terra não é inocente. Como pode Ele ser Deus apenas dos judeus, se Ele é Deus de toda a terra?