sexta-feira, 29 de julho de 2016

(Devocional) Tu és meu filho - Sl. 2:7-9


Sexta-feira, 29 de Julho de 2016
Leitura Bíblica Diária: Salmos 1-55
Tu és meu Filho

Recitarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.”
Salmo 2:7-9


Agora entra neste importante salmo a voz de Jesus, o Filho de Deus. Afinal de contas é contra o reino Dele que se levantam as nações, mas apenas por um momento. Enquanto que todos os que são redimidos por Jesus são feitos filhos de Deus, apenas um é o eterno Filho de Deus. Esta sua condição eterna foi tornada manifesta de forma bem visível aquando da sua ressurreição. Por isso Jesus é chamado o primogénito dentre os mortos. E por isso também, este decreto é citado em Actos 13, no contexto da ressurreição. Mas não tenhamos dúvidas, o reino futuro é entregue ao Messias, a Jesus Cristo o Senhor, não por causa de algo em que Ele se tenha tornado, mas por causa daquilo que Ele é e sempre foi. Porque é que temos estas palavras nas Escrituras? No meio das incertezas do mundo, da história e do nosso ser, precisamos de ver Jesus como Rei eterno. A lembrança de que é Jesus, em quem confiámos, que está sentado no trono deve servir para nós de consolo e encorajamento. Nos tronos forjados neste mundo e artificialmente revestidos de poder e importância estão sentados aqueles que são feitos reis e cujo poder dura apenas um momento. No verdadeiro trono sobre os céus e a terra está sentado aquele que é rei eterno, conforme decretado pelo Pai – Jesus Cristo, o Filho de Deus.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

(Devocional) Cooperando com eles - Mc. 16:19-20


Quinta-feira, 28 de Julho de 2016
Leitura Bíblica Diária: Marcos 165
Cooperando com eles

“Ora o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Ámen.”
Marcos 16:19-20


Jesus tinha prometido que sinais muito específicos iam acontecer à medida que aqueles primeiros discípulos fossem obedientes ao mandato de ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda a criatura. Sabemos pela história que esses sinais se confirmaram. Esta passagem ensina-nos que essa era a forma do Senhor, mesmo não estando presente fisicamente, cooperar com o trabalho deles. Não devia ser fácil para aqueles discípulos ficarem agora sem o seu Mestre. Eles devem ter passado por grandes e difíceis emoções. Afinal eles eram apenas humanos imperfeitos. Mesmo assim foram obedientes e seguiram o modelo que lhes tinha sido deixado. Para nós, que seguimos a Jesus, 2000 anos depois destes eventos, as dificuldades são de outra ordem, mas não deixam de ter o seu grau de dificuldade. O mundo tem uma forma de fazer as coisas diferente daquela que sabemos ser a vontade do nosso Salvador. Como é que justificamos fazer escolhas segundo as Palavras de Jesus sabendo que serão muito poucos aqueles à nossa volta que vão entender? Muitos têm caído pelo caminho, incapazes de enfrentar as críticas ferozes de quem não crê naquele que aqui não está fisicamente. Passagens como esta devem animar-nos. Tal como aqueles discípulos, não estamos sós. O Senhor não está aqui fisicamente, mas coopera connosco sempre que buscamos a Sua perfeita vontade e permitimos que Ele viva em nós. Estamos a viver uma vida com a qual o Senhor pode cooperar?

quarta-feira, 27 de julho de 2016

(Devocional) Com amor eterno te amei - Jr. 31:1-9


Quarta-feira, 27 de Julho de 2016
Leitura Bíblica Diária: Jeremias 31-355
Com amor eterno te amei

Naquele tempo, diz o Senhor, serei o Deus de todas as gerações de Israel, e elas serão o meu povo. Assim diz o Senhor: O povo que escapou da espada achou graça no deserto; Israel mesmo, quando eu o fizer descansar. Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Pois que com amor eterno te amei, também com amorável benignidade te atraí. Ainda te edificarei, e serás edificada, ó virgem de Israel! ainda serás adornada com os teus adufes, e sairás com o coro dos que dançam. Ainda plantarás vinhas nos montes de Samaria: os plantadores plantarão e gozarão dos frutos. Porque haverá um dia em que gritarão os vigias sobre o monte de Efraim: Levantai-vos, e subamos a Sião, ao Senhor, nosso Deus. Porque, assim diz o Senhor: Cantai sobre Jacob com alegria, e exultai por causa do Chefe das gentes; proclamai, cantai louvores, e dizei: Salva, Senhor, o teu povo, o resto de Israel. Eis que os trarei da terra do norte, e os congregarei das extremidades da terra; e com eles os cegos e aleijados, as mulheres grávidas e as de parto juntamente: em grande congregação voltarão para aqui. Virão com choro, e com súplicas os levarei; guiá-los-ei aos ribeiros de águas, por caminho direito em que não tropeçarão; porque sou um pai para Israel, e Efraim é o meu primogenitor.”
Jeremias 31:1-9


Esta passagem diz respeito ao futuro de Israel. Muito teria de acontecer até que estas palavras de Jeremias encontrassem o seu cumprimento. Há grandes bênçãos prometidas para o povo de Deus e para a Terra Prometida. Um dia Israel seria reunido, a partir de todas as nações da terra e iria gozar de todas as promessas contidas na Palavra a seu favor. Israel em breve iria conhecer um grande e terrível julgamento por causa da sua desobediência continuada e iniquidade. No entanto, ao mesmo tempo que anuncia o julgamento pelo qual o Seu povo passará, Deus reafirma o Seu amor por eles, diz que esse amor é eterno, e confirma que todas as suas gloriosas promessas a Israel encontrarão perfeito cumprimento. Como pode este amor estar a ser reafirmado no meio da infidelidade? Este é um amor eterno porque é incondicional? Como pode um Deus perfeito em justiça amar incondicionalmente? Porque Ele é um Deus que Ele mesmo se oferece em sacrifício perfeito de redenção pelo Seu povo. As promessas de Deus mantêm-se firmes e seguras pois têm a garantia do sangue puro do Cordeiro. Todos os que hoje estão em Cristo já habitam por Ele nas regiões celestiais. São aceites Nele e não têm de ganhar por si mesmos acesso ao Pai. Alegremo-nos no Deus da nossa salvação e no nosso Cristo. Por Ele é nosso o amor eterno no Pai.

terça-feira, 26 de julho de 2016

(Devocional) Mata-o! - Act. 21:27-40


Terça-feira, 26 de Julho de 2016
Leitura Bíblica Diária: Actos 21-255
Mata-o!

E, quando os sete dias estavam quase a terminar, os judeus da Ásia, vendo-o no templo, alvoroçaram todo o povo e lançaram mão dele, Clamando: Varões israelitas, acudi; este é o homem que, por todas as partes, ensina a todos contra o povo e contra a lei, e contra este lugar; e, demais disto, introduziu também no templo os gregos, e profanou este santo lugar. Porque tinham visto com ele, na cidade, a Trófimo, de Éfeso, o qual pensavam que Paulo introduzira no templo. E alvoroçou-se toda a cidade, e houve grande concurso de povo; e, pegando de Paulo, o arrastaram para fora do templo, e logo as portas se fecharam. E, procurando eles matá-lo, chegou ao tribuno da coorte o aviso de que Jerusalém estava toda em confusão. O qual, tomando logo consigo soldados e centuriões, correu para eles. E, quando viram o tribuno e os soldados, cessaram de ferir Paulo. Então, aproximando-se o tribuno, o prendeu e mandou atar com duas cadeias, e lhe perguntou quem era e o que tinha feito. E, na multidão, uns clamavam de uma maneira, outros de outra; mas, como nada podia saber ao certo, por causa do alvoroço, mandou conduzi-lo para a fortaleza. E sucedeu que, chegando às escadas, os soldados tiveram de lhe pegar, por causa da violência da multidão. Porque a multidão do povo o seguia, clamando: Mata-o. E, quando iam introduzir Paulo na fortaleza, disse Paulo ao tribuno: É-me permitido dizer-te alguma coisa? E ele disse: Sabes o grego? Não és tu, porventura, aquele egípcio que, antes destes dias, fez uma sedição, e levou ao deserto quatro mil salteadores? Mas Paulo lhe disse: Na verdade que sou um homem judeu, cidadão de Tarso, cidade não pouco célebre na Cilícia; rogo-te, porém, que me permitas falar ao povo. E, havendo-lhe permitido, Paulo, pondo-se em pé nas escadas, fez sinal com a mão ao povo; e, feito grande silêncio, falou-lhes, em língua hebraica, dizendo.”
Actos 21:27-40


Este não foi um dia fácil para Paulo. Ele estava em Jerusalém para que ficasse claro que nem os gentios tinham de se tornar judeus para serem salvos, nem ele tinha deixado de ser judeu por ser seguidor de Cristo. No entanto, ele que estava ali para fazer bem aos crentes em Jerusalém que estavam a passar necessidades e que era portador de uma oferta para estes enviada pelas igrejas dos gentios, acaba por ser preso e acusado de falsidades. Quando a multidão se junta e mostra toda a sua raiva por Paulo, ele não sabia se ia sobreviver. No entanto, Deus usou aquela situação para dar a Paulo o melhor dos púlpitos. Aquela oportunidade de dar o seu testemunho a toda a cidade, na língua do povo, e com a protecção militar de Roma, era algo que apenas Deus podia fazer. Aquilo que tinha começado como um dia caótico e com um desfecho trágico anunciado, tornou-se numa das mais preciosas oportunidades de ministério da vida de Paulo. Isso apenas aconteceu porque no meio dos problemas, ele não deixou de pensar na missão que tinha recebido de Deus. Em vez de completar a ascensão daqueles degraus que o conduziriam para segurança, ele olha uma vez mais para o povo e percebeu porque tudo aquilo tinha acontecido. O que fazemos quando vêm os problemas? Fechamo-nos em torno dos nossos medos, ou procuramos as oportunidades que apenas Deus pode dar?

segunda-feira, 25 de julho de 2016

(Devocional) Ponderai isto no coração - Jz. 19:22-30


Segunda-feira, 25 de Julho de 2016
Leitura Bíblica Diária: Juizes 16-20
Ponderai isto no coração

“Estando eles alegrando o seu coração, eis que os homens daquela cidade (homens que eram filhos de Belial) cercaram a casa, batendo à porta; e falaram ao velho, o senhor da casa, dizendo: Tira para fora o homem que entrou em tua casa, para que o conheçamos. E o homem, o senhor da casa, saiu a eles, e disse-lhes: Não, irmãos meus, ora não façais semelhante mal; já que este homem entrou em minha casa, não façais tal loucura. Eis que a minha filha virgem, e a concubina dele, tirarei para fora; humilhai-as a elas, e fazei delas o que parecer bem aos vossos olhos; porém a este homem não façais loucura semelhante. Porém aqueles homens não o quiseram ouvir: então aquele homem pegou na sua concubina, e lha tirou para fora; e eles a conheceram e abusaram dela toda a noite, até pela manhã, e, subindo a alva, a deixaram. E ao romper da manhã veio a mulher, e caiu à porta da casa daquele homem, onde estava o seu senhor, e ficou ali até que se fez claro. E, levantando-se o seu senhor pela manhã, e abrindo as portas da casa, e saindo a seguir o seu caminho, eis que a mulher, sua concubina, jazia à porta da casa, com as mãos sobre o limiar. E ele lhe disse: Levanta-te, e vamo-nos, porém não respondeu: então pô-la sobre o jumento, e levantou-se o homem, e foi-se para o seu lugar. Chegando, pois, à sua casa, tomou um cutelo, e pegou na sua concubina, e a despedaçou com os seus ossos em doze partes; e enviou-as por todos os termos de Israel. E sucedeu que cada um que tal via dizia: Nunca tal se fez, nem se viu, desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egipto até ao dia de hoje: ponderai isto no coração, considerai, e falai.”
Juizes 19:22-30


Temos aqui mais um exemplo dos extremos a que chegam os homens quando passam a seguir os seus próprios corações em vez de seguirem a Deus. Um levita e a sua esposa buscam guarida na cidade de Gibeá para lá passarem a noite em casa de um dos seus habitantes (v. 21). Os habitantes da cidade, sabendo que estava ali um forasteiro, exigem que o homem o tire para fora de sua casa, para que eles pudessem com ele cometer imoralidade homossexual. Os dois homens demonstram grande cobardia e a esposa do levita acaba por ser entregue aos homens da cidade que dela abusam toda a noite provocando a sua morte. Tudo isto acontece enquanto os outros dois homens permanecem seguros dentro da casa. O que temos aqui descrito é um bom exemplo de como a imoralidade se pode tornar, numa sociedade, algo aceitável. Quando isso ocorre, desaparecem as fronteiras éticas, e o impensável acontece. Quanto mais aceitarmos o mal, mais insensíveis nos tornamos a ele. O inimigo das nossas almas é paciente e não se importa de esperar que demos pequenos passos, desde que sejam na direcção errada. Como é que o povo de Israel chegou a este ponto? Como é que tamanha iniquidade acontece em Israel? Devemos ter cuidado, nós próprios, pois somos capazes do pior quando nos afastamos de Deus. É Nele que devemos estar firmes. Não nos podemos convencer que temos tudo sob controlo e que somos nós que fazemos a vida funcionar.