quarta-feira, 10 de agosto de 2016

(Devocional) Lei e pecado - Rm. 7:7-14


Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016
Leitura Bíblica Diária: Romanos 6-10
Lei e pecado

“Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum; mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, obrou em mim toda a concupiscência, porquanto, sem a lei, estava morto o pecado. E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri; E o mandamento, que era para vida, achei eu que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou. E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Logo, tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte, pelo bem, a fim de que, pelo mandamento, o pecado se fizesse excessivamente maligno. Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.”
Romanos 7:7-14


Existe um relacionamento muito próximo entre a lei e o pecado e entre este e a morte. Entendamos a morte no seu sentido absoluto como separação entre o homem e o Deus que o criou. Porque estão relacionados, o apóstolo sente a necessidade de clarificar que não se tratam da mesma coisa. A lei revela o pecado, mas a lei, dada por Deus, não é pecado. Acreditar nisso é acusar Deus de ser o autor do nosso pecado. Pela lei eu tomo consciência da extensão do meu afastamento de Deus. Será que se não houvesse conhecimento da lei, não haveria morte em nós? Se isso é verdade, então a lei, dada por Deus, é a origem do nosso afastamento de Deus. Mas esta questão não se coloca. Apesar de todos sermos julgados pela lei de Deus, e de todos, nela, sermos declarados culpados, não é a lei a causa do nosso pecado. O pecado faz parte da natureza de todos os filhos de Adão. Ele já está presente. Quando confrontados com a lei perfeita de Deus, o pecado em nós reage violentamente. Isso é injusto? Não! Faz parte do plano amoroso de Deus para nos levar a Cristo. Ao colocar sob a luz potente da lei a nossa condição desesperada, o Criador dá-nos a oportunidade de corrermos para a solução. É impossível, portanto, que a lei seja injusta. Como pode ser mau aquilo que nos conduz a Cristo?

terça-feira, 9 de agosto de 2016

(Devocional) Preparar lugar para Deus - 1Sam. 7:1-2


Terça-feira, 9 de Agosto de 2016
Leitura Bíblica Diária: I Samuel 6-10
Preparar lugar para Deus

“Então vieram os homens de Quiriath-jearim, e levaram a arca do Senhor, e a trouxeram à casa de Abinadab, no outeiro; e consagraram a Eleazar, seu filho, para que guardasse a arca do Senhor. E sucedeu que, desde aquele dia, a arca ficou em Quiriath-jearim, e tantos dias se passaram que chegaram até vinte anos, e lamentava toda a casa de Israel após o Senhor.”
I Samuel 7:1-2


Esta passagem fala sobre pessoas que preparam as suas casas e os seus corações para receberem a presença de Deus. A Bíblia não nos apresenta uma religião, apresenta um relacionamento. Neste caso, depois dos filisteus se livrarem da arca, a mesma é acolhida por Abinadabe em sua própria casa. Apesar da infidelidade e desobediência, era com Israel que Deus queria habitar. Deus deseja um lugar na sua vida e no seu coração também. Não foi por acaso que eles bateram à porta de Abinadabe. Não só deixaram lá a arca, como nomearam Eleazar para ficar como responsável de tão importante tarefa. Talvez Eleazar não tivesse entendido porque foi ele o escolhido. Da mesma maneira, por vezes não entendemos porque é que certas coisas nos acontecem. Temos de entender que aquilo que passamos faz parte de um plano perfeito para as nossas vidas. Infelizmente, o povo de Israel não buscava a Deus. Sabemos isto porque durante 20 anos, a arca do Deus altíssimo foi esquecida naquele lugar temporário. Que conselhos de Deus estão esquecidos há muito na sua vida? O que mudou após aqueles 20 anos? Houve arrependimento (v. 2). O arrependimento é quando chegamos à conclusão que a direcção em que seguimos não é a correcta, confessamos isso a Deus e aceitamos a Sua ajuda para mudarmos de direcção. Você tem preparado o seu coração para seguir a Deus? Está pronto para O receber na sua vida e caminhar com Ele todos os dias? Arrependa-se e volte para o Senhor!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

(Devocional) Problemas de memória - Jr. 44:1-14


Segunda-feira, 8 de Agosto de 2016
Leitura Bíblica Diária: Jeremias 41-455
Problemas de memória

“A palavra que veio a Jeremias, acerca de todos os judeus, habitantes da terra do Egipto, que habitavam em Migdol, e em Tápanes, e em Nof, e na terra de Patros, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Vós vistes todo o mal que fiz cair sobre Jerusalém, e sobre todas as cidades de Judá: e eis que elas são hoje um deserto, e ninguém habita nelas; Por causa da sua maldade que fizeram, para me irarem, indo queimar incenso e servir a deuses estranhos, que eles nunca conheceram, eles, vós, e vossos pais. E eu vos enviei todos os meus servos, os profetas, madrugando e enviando a dizer: Ora não façais esta coisa abominável que aborreço. Mas eles não deram ouvidos, nem inclinaram a sua orelha, para se converterem da sua maldade, para não queimarem incenso a deuses estranhos. Derramou-se, pois, a minha indignação, e a minha ira, e acendeu-se nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém; e elas tornaram-se em deserto e em assolação, como hoje se vê. Agora, pois, assim diz o Senhor, Deus dos Exércitos, Deus de Israel: Por que fazeis vós tão grande mal contra as vossas almas, para desarreigardes ao homem e à mulher, à criança e ao que mama, do meio de Judá, a fim de não deixardes ali resto algum; Irando-me com as obras de vossas mãos, queimando incenso a deuses estranhos na terra do Egipto, aonde vós entrastes para lá peregrinardes: para que a vós mesmos vos desarreigueis, e para que sirvais de maldição, de opróbrio, entre todas as nações da terra? Esquecestes já as maldades de vossos pais, e as maldades dos reis de Judá, e as maldades das suas mulheres, e as vossas maldades, e as maldades das vossas mulheres, que cometeram na terra de Judá e nas ruas de Jerusalém? Não se humilharam até ao dia de hoje, nem temeram, nem andaram na minha lei, nem nos meus estatutos, que pus diante de vós e diante de vossos pais. Portanto, assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Eis que eu ponho o meu rosto contra vós para mal, e para desarreigar a todo o Judá. E tomarei o resto de Judá, que pôs o seu rosto para entrar na terra do Egipto, a fim de lá peregrinar, e ele será todo consumido na terra do Egipto; cairá à espada, e de fome morrerá; consumir-se-ão, desde o menor até ao maior; à espada e à fome morrerão: e serão uma execração, e um espanto, e uma maldição, e um opróbrio. Porque visitarei os que habitam na terra do Egipto, como visitei Jerusalém, com a espada, com a fome e com a peste. De maneira que não haverá quem escape, e fique da parte remanescente de Judá, que entrou na terra do Egipto, a fim de lá peregrinar, para tornar à terra de Judá, à qual era grande desejo da sua alma voltar, e habitar lá; mas não tornarão senão os que escaparem.”
Jeremias 44:1-14


Devido às invasões e deportações babilónicas, muitos judeus tinham fugido e se instalado no Egipto. Naquele país, que estava a voltar a ganhar força e importância militar, os judeus sentiam-se seguros e não demonstravam vontade de voltar para a terra prometida. Aliás, o que eles gostavam do Egipto era precisamente da liberdade e segurança para continuarem a adorar os falsos deuses acerca dos quais Deus os tinha avisado. O profeta gasta algum tempo nesta passagem a lembrá-los de tudo o que tinha acontecido. Ele fala-lhes da desobediência, dos repetidos avisos para arrependimento, das profecias que haviam sido completamente cumpridas e da destruição que eles tinham visto como consequência da desobediência. Ou seja, o povo de Israel sofria de um grave caso de amnésia. Também nós, se não tivermos cuidado, esquecemo-nos dos avisos da Palavra, de como estamos bem nas mãos do Pai e de quão negras podem ser as consequências do pecado. Se não nos lembrarmos de lembrar, podemos começar a imaginar o pecado como algo atraente e sem consequências. Isso irá fazer com que pensemos serem inofensivos os passos para longe de Deus. Cuidado com a falta de memória. Estarem no Egipto em vez de na terra que o Senhor tinha preparado para eles era um grave erro contra Deus e contra eles mesmos (v. 7). A melhor forma de não nos esquecermos é mantermos as verdades eternas diante de nós. Não desista de se lembrar de Quem Deus é e do que Ele lhe pede. 

domingo, 7 de agosto de 2016

(Devocional) Pois me queres ouvir - Sl. 17:1-7


Domingo, 7 de Agosto de 2016
Leitura Bíblica Diária: Salmos 16-205
Pois me queres ouvir

Ouve, Senhor, a justiça, atende ao meu clamor; dá ouvidos à minha oração, que não é feita com lábios enganosos. Saia a minha sentença de diante do teu rosto; atendam os teus olhos à razão. Provaste o meu coração; visitaste- me de noite; examinaste-me, e nada achaste; o que pensei, a minha boca não transgredirá. Quanto ao trato dos homens, pela palavra dos teus lábios me guardei das veredas do destruidor. Dirige os meus passos nos teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem. Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos, e escuta as minhas palavras. Faze maravilhosas as tuas beneficências, tu que livras aqueles que em ti confiam dos que se levantam contra a tua dextra.”
Salmo 17:1-7


Há um grande nível de ousadia em muitas das orações de David. Muitos, que apenas fazem uma leitura parcial das Escrituras, ou que o fazem com más intenções, acusam David de se achar a si mesmo perfeito. Basta uma leitura atenta de outros salmos para descobrir que David era uma pessoa que estava muito consciente da existência e das consequências do seu pecado. Nestas orações, em que David pede ao Senhor que o julgue relativamente às acusações feitas pelos seus inimigos, David declara que nada é verdade naquilo de que o acusam e que está de consciência tranquila. Também podemos pensar nas palavras de David como sendo as palavras de alguém que sabe que o Senhor o redimiu e que os seus pecados serão justificados perante Deus. Esta é a oração de alguém que ora porque sabe que o Senhor quer ouvir a sua oração. Este facto deve servir para nós de grande motivação para termos com Deus uma verdadeira caminhada de oração. Saber que o Senhor dos céus e da terra não só escuta a minha oração, mas que deseja ter comigo comunhão é algo que me deve fazer pensar. Lembremo-nos que aquando do pecado original é Deus que vemos no jardim a procurar Adão. Quando éramos pecadores, foi o Senhor que veio ao nosso encontro e se sacrificou por nós. Se podemos hoje ter uma vida de oração com o
Senhor é porque Ele deu o primeiro passo para que esse encontro se pudesse dar. Deus deu o primeiro passo.  

sábado, 6 de agosto de 2016

(Devocional) O poder de Deus - Rm. 1:16-18


Sábado, 6 de Agosto de 2016
Leitura Bíblica Diária: Romanos 1-5
O poder de Deus

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus, de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé. Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.”
Romanos 1:16-18


Por muito que o homem pense ter-se desenvolvido. Por mais complexos que sejam os métodos humanos de gestão e resolução de conflitos. E por mais ardilosos que sejam os mecanismos de engenharia social. O evangelho é ainda a ferramenta que o poder de Deus usa para transformação interior do homem. Não precisamos de pensar muito para chegar à conclusão que a proclamação do evangelho era, humanamente falando, uma ferramenta tão inútil nos tempos de Paulo como é hoje. Que a salvação da humanidade, reataurando-a às boas graças do Criador, seja conseguida através da vergonha da cruz, instrumento reservado aos mais vis criminosos, é para nós incompreensível. Isto acontece assim, para que a glória da redenção de pobres pecadores perdidos em filhos plenos de esperança do mais glorioso Deus, seja apenas de Deus e não nossa. Porque dividamos ainda do poder do evangelho? Não foi a mensagem da nossa insuficiência e da suficiência de Cristo precisamente o que Deus usou para nos salvar, resgatar, perdoar e fazer entrar em comunhão com Ele? Não é esta a mensagem que tem salvo, desde sempre, pessoas de entre todas as raças e tribos e línguas e nações? O poder de Deus manifesta-se pelo evangelho, porque a salvação alcança-se pela fé. Se pudesse ser alcançada a graça de Deus por qualquer actividade ou maquinacão humana, então já não seria graça, mas dívida. Basta! Proclamemos o evangelho! Deixemos a obra de salvação nas mãos do único que a consegue realizar.