domingo, 4 de setembro de 2016

(Devocional) Fruto de gratidão - 2Sm. 7:1-3


Domingo, 4 de Setembro de 2016
Leitura Bíblica Diária: II Samuel 6-105
Fruto de gratidão
      
“E sucedeu que, estando o rei David em sua casa, e que o Senhor lhe tinha dado descanso de todos os seus inimigos em redor: Disse o rei ao profeta Natan: Ora olha, eu moro em casa de cedros, e a arca de Deus mora dentro de cortinas. E disse Natan ao rei: Vai, e faze tudo quanto está no teu coração; porque o Senhor é contigo.”
II Samuel 7:1-3


Após uma vida inteira de guerras e derramamento de sangue, David descansava, sabendo que estava livre de todos os seus inimigos. Quando podemos descansar e respirar de alívio, devemos fazer o mesmo que ele fez, devemos saber reconhecer Quem é o autor das nossas bênçãos. David sabia que tinha sido o Senhor que lhe tinha dado descanso. Por incrível que pareça, é precisamente nos momentos de descanso, quando não somos atormentados por preocupações, que somos mais tentados a desviar os nossos pensamentos para o mal. Devemos estar alertados para esse facto e saber dirigir os nossos pensamentos, tal como David fez, para o que interessa – a nossa vida espiritual e a nossa caminhada com Deus. É neste contexto que aparece o seguinte pensamento a David. O que fazer com a gratidão? Ele sabia que Deus tinha sido sempre o seu refúgio, o seu alimento, a sua arma. Agora, Deus providenciava-lhe descanso de todos os inimigos. O que fazer com tanta gratidão que lhe inundava o coração? Ele morava numa bonita casa, construída com a preciosa madeira de cedro. No entanto, a presença de Deus habitava numa tenda. A sua gratidão iria manifestar-se na forma de um templo. Não basta fazer projectos, é necessário saber se Deus os aprova. No v. 3, vemos David a buscar a aprovação de Deus para o desejo do seu coração. Que saibamos canalizar a nossa gratidão para a obra de Deus e que busquemos sempre a Sua Palavra antes de agir.

sábado, 3 de setembro de 2016

(Devocional) Amas mais o mal que o bem - Sl. 52:1-5


Sábado, 3 de Setembro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Salmos 51-555
Amas mais o mal do que o bem

Por que te glorias na malícia, ó homem poderoso? pois a bondade de Deus permanece contìnuamente. A tua língua intenta o mal, como uma navalha afiada, traçando enganos. Tu amas mais o mal do que o bem, e mais a mentira do que o falar conforme a rectidão. (Selah.) Amas todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta. Também Deus te destruirá para sempre; arrebatar-te-á e arrancar-te-á da tua habitação; e desarreigar-te-á da terra dos viventes. (Selah.)”
Salmo 52:1-5

David reflecte neste salmo sobre um mais um acontecimento do seu trajecto de vida. Quando o sacerdote Aquimelech deu a David alimentos e a espada de Golias, uma das pessoas que estava presente era Doeg. Este foi e, movido apenas por interesses pessoais, contou a Saúl o que Aquimelech tinha feito. Doeg recebeu depois a respnsabilidade de matar Aquimelech e 84 outros sacerdotes cujo único pecado tinha sido ajudar David e os seus homens. É a Doeg que David se refere neste salmo. Se tivermos em conta a eternidade, e Aquele que é o Senhor do tempo, deixam de fazer sentido todas as acções maliciosas deste mundo. A malícia pode satisfazer por um tempo, mas é a bondade de Deus que permanecerá continuamente. Quando alguém se afasta de Deus de tal maneira que se estrega a tudo o que é mau, esse é um poço negro, sem fundo e que dura para sempre. Fomos criados por Deus e encontramos propósito para a nossa vida, não em satisfazer todas as inclinações da nossa carne, mas em nos submetermos ao senhorio daquele que nos criou. Nascemos em pecado, e tudo em nós nos afasta do amor de Deus, mas a verdade é que Ele nos chama. Todos os que recebem a sua oferta de amor, paga pelo sangue puro de Cristo, são libertos do mal. Aqueles passam, até ao último fôlego, a sua vida longe de Deus, ficarão nessa condição para sempre. O mal não compensa. O bem sempre triúnfa. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

(Devocional) Esperar em vão - Ez. 13:1-9


Sexta-feira, 2 de Setembro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Ezequiel 11-155
Esperar em vão

“E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, profetiza contra os profetas de Israel que são profetizadores, e dize aos que só profetizam o que vê o seu coração: Ouvi a palavra do Senhor: Assim diz o Senhor Jeová: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito e coisas que não viram! Os teus profetas, ó Israel, são como raposas nos desertos. Não subistes às brechas, nem reparastes a fenda da casa de Israel, para estardes na peleja no dia do Senhor. Vêem vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: O Senhor disse, quando o Senhor os não enviou: e fazem que se espere o cumprimento da palavra. Não vedes visão de vaidade, e não falais adivinhação mentirosa, quando dizeis: O Senhor diz, sendo que eu tal não falei? Portanto, assim diz o Senhor Jeová: Como falais vaidade, e vedes a mentira, portanto eis que eu sou contra vós, diz o Senhor Jeová. E a minha mão será contra os profetas que vêem vaidade e que adivinham mentira: na congregação do meu povo não estarão, nem nos registos da casa de Israel se escreverão, nem entrarão na terra de Israel: e sabereis que eu sou o Senhor Jeová.”
Ezequiel 13:1-9


Estas são palavras de Deus, através de Ezequiel, aos falsos profetas. Pessoas que usam o nome de Deus para seu próprio engrandecimento ou enriquecimento, pelos vistos, não são só um fenómeno dos nossos dias. Alguns convencem-se que as palavras que dizem são especiais mas, como diz o v. 2, falam apenas do que vê o seu coração. Ai de nós quando escolhemos o coração por guia. Infelizmente, eram muitos os que escutavam os falsos profetas e esperavam o cumprimento das suas falsas profecias (v. 6). Estes falsos profetas eram os líderes religiosos que os desobedientes seguiam. A religião sempre foi o refúgio onde os infiéis tentam preencher a sua necessidade de Deus. O homem não precisa de uma religião, o homem precisa de se relacionar com o Deus vivo. Eles esperavam, e esperavam em vão, tal como em vão esperam aqueles que se escondem de Deus. Um dia vão querer esconder-se e já não vai se possível, pois todos verão o rosto do Senhor. A religião é também uma desculpa para não fazer a vontade de Deus. Estes que esperavam pelo cumprimento das falsas profecias, haviam falhado em cumprir os simples requisitos da vontade de Deus (v. 5). Ao olharem para os profetas em vez de olharem para Deus, tinham deixado de reparar as brechas da casa do Senhor, e quando veio a batalha, não estavam preparados. Não despreze as coisas simples que Deus lhe dá para fazer. Por essas simples tarefas, Deus quer prepará-lo para as batalhas e tempestades que se adivinham.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

(Devocional) Lucrar com a iniquidade - 2Sm. 4:1-8


Quinta-feira, 1 de Setembro de 2016
Leitura Bíblica Diária: II Samuel 1-5
Lucrar com a iniquidade

“Ouvindo, pois, o filho de Saul que Abner morrera em Hebron, as mãos se lhe afrouxaram: e todo o Israel pasmou. E tinha o filho de Saul dois homens, capitães de tropas: e era o nome de um Baena, e o nome do outro Recab, filhos de Rimon, o beerotita, dos filhos de Benjamim, porque, também, Beeroth se reputava de Benjamim. E tinham fugido os beerotitas para Gitaim, e ali têm peregrinado, até ao dia de hoje. E Jónatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado de ambos os pés: era da idade de cinco anos quando as novas de Saul e Jónatas vieram de Jezreel, e sua ama o tomou, e fugiu; e sucedeu que, apressando-se ela a fugir, ele caiu, e ficou coxo; e o seu nome era Mefiboseth. E foram os filhos de Rimon, o beerotita, Recab e Baena, e entraram em casa de Isboseth, no maior calor do dia, estando ele deitado a dormir, ao meio-dia. E ali entraram até ao meio da casa, como que vindo tomar trigo, e o feriram na quinta costela: e Recab e Baena, seu irmão, escaparam. Porque entraram na sua casa, estando ele na cama deitado, na sua recâmara, e o feriram, e o mataram, e lhe cortaram a cabeça; e, tomando a sua cabeça, andaram toda a noite, caminhando pela planície. E trouxeram a cabeça de Isboseth a David, a Hebron, e disseram ao rei: Eis aqui a cabeça de Isboseth, filho de Saul, teu inimigo, que te procurava a morte: assim o Senhor vingou hoje ao rei, meu senhor, de Saul e da sua semente.”
II Samuel 4:1-8


Uma das coisas que este texto nos deixa perceber é a fraqueza moral da casa de Saúl. Os pais terão de prestar contas a Deus pela forma como educaram e foram referência para os seus filhos. No caso de Saúl, ele viveu uma vida de desobediência a um Deus que o amou tanto, dando-lhe tantas oportunidades. O seu pecado teve consequências não só na sua vida, mas na da sua família também. Uma boa ilustração deste facto pode ser vista na vida de Isbosete, o único filho sobrevivente de Saúl. Quando o encontramos no v. 5, encontramos um homem, na sua cama a dormir ao meio-dia! A preguiça é uma manifestação de pobreza espiritual. Quando o nosso relacionamento com Deus está bem, somos tudo menos preguiçosos. No entanto, esta passagem é sobre Recabe e Baaná, irmãos, que se uniram para cometerem iniquidade contra a casa de Saúl. É triste quando uma pessoa se deixa envolver em iniquidade, mas as consequências de uma sociedade feita em nome do mal são terríveis. Que todas as vezes que nos associarmos com alguém seja para nos encorajar à fidelidade e não para arranjarmos desculpa para o mal. Estes irmãos fizeram o hediondo acto de assassinarem o filho de Saúl pensando com isso lucrar. No v. 8, vemos a triste situação de alguém a dar gritos de alegria após cometer homicídio. Nunca nos coloquemos numa situação em que estamos a aplaudir a iniquidade e a alegrar-nos com o pecado.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

(Devocional) Anunciar a morte - 1Co. 11:23-34


Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016
Leitura Bíblica Diária: I Coríntios 11-155
Anunciar a morte

“Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o meu corpo, que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, também, depois de cear, tomou o cálix, dizendo: Este cálix é o Novo Testamento no meu sangue: fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálix, anunciais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálix do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálix. Porque, o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disto, há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem. Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo. Portanto, meus irmãos, quando vos ajuntais para comer, esperai uns pelos outros, Mas, se algum tiver fome, coma em casa, para que vos não ajunteis para condenação. Quanto às demais coisas, ordená-las-ei quando for.”
I Coríntios 11:23-34


É verdade que as igrejas cristãs têm um símbolo, no qual todos os seus membros participam, que serve para anunciar a morte de uma pessoa. Não se trata de uma morte qualquer, nem de uma pessoa qualquer. O derramamento de sangue é o único sacrifício aceitável pela justiça de Deus. O inimigo sabe disso e introduziu esta ideia num sem número de religiões ancestrais. Estas são distorções daquele que foi o primeiro sacrifício de sangue no jardim do Éden. Ali, foi derramado sangue de animais inocentes, para que a vergonha do ser humano pudesse ser coberta. Mas os sacrifícios de animais eram apenas um anúncio. O sangue dos animais não serve para cobrir o pecado do ser humano. Teria de haver um ser humano cuja vida agradasse completamente ao Criador. Esse ser humano, teria de conseguir suportar a ira de Deus pelos pecados de toda a humanidade. De todos os tempos. Teria de ser uma combinação perfeita entre humanidade e divindade. A morte de Jesus não é a morte de uma pessoa qualquer, pois Jesus foi completamente Deus e completamente homem. Apenas Jesus pode ser o Salvador. Assim, quando as igrejas partem o pão estão a lembrar a entrega do corpo de Jesus. Quando as igrejas partilham do cálice, estão a lembrar o derramamanento do sangue perfeito do Cordeiro. A participação na Ceia do Senhor não confere especial graça aos seus participantes. Trata-se, mesmo assim, de um símbolo poderoso para anunciar ao mundo a morte do Salvador.