domingo, 25 de dezembro de 2016

(Devocional) Os homens blasfemaram de Deus - Ap. 16:17-21


Domingo, 25 de Dezembro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Apocalipse 16-20
Os homens blasfemaram de Deus

“E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu uma grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito. E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terramoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terramoto. E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande Babilónia se lembrou Deus, para lhe dar o cálix do vinho da indignação da sua ira. E toda a ilha fugiu; e os montes não se acharam. E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus, por causa da praga da saraiva; porque a sua praga era mui grande.”
Apocalipse 16:17-21

Ao ler estas palavras não parece restar dúvidas de que os eventos aqui retratados estão no futuro, quer para João, como até para nós. Este julgamento é de uma dimensão ainda nunca vista. Depois dos trovões e relâmpagos, João descreve um grande terramoto, o maior que um mundo já viu (e este não é o primeiro terramoto de que João fala). Este terramoto, contribui para a destruição final das principais cidades do mundo. Ai daqueles que colocam a sua confiança nos poderes deste mundo! O terramoto é também o elemento central da destruição da cidade, aqui chamada de Babilónia, e que se havia estabelecido como a cidade mais influente do governo mundial. Para além de tudo, cairão do céu pedras de gelo de proporções gigantescas e que serão responsáveis por grande mortandade. Estes eventos servirão para provar, por todos os séculos, a justiça de tudo o que irá acontecer. Estes não são acontecimentos injustos que apanharão desprevenidos espectadores inocentes. Trata-se de um julgamento justo contra aqueles que nem perante a mão óbvia do próprio Deus se arrependem dos seus erros, e pedem perdão aos céus pelos seus pecados. Aqueles que se perderão para sempre são esmagados com o peso das suas próprias injustiça e contaminados com o seu próprio veneno. Os que se salvarão destes julgamentos serão salvos pelo poder de Deus, por terem recebido pela fé a redenção que apenas Ele poderia oferecer. De que lado desta história está o leitor?

sábado, 24 de dezembro de 2016

(Devocional) Trinta moedas de prata - Zc. 11:4-14


Sábado, 24 de Dezembro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Zacarias 11-145
Trinta moedas de prata

“Assim diz o Senhor, meu Deus: Apascenta as ovelhas da matança, Cujos possuidores as matam e não se têm por culpados; e cujos vendedores dizem: Louvado seja o Senhor, porque hei enriquecido; e os seus pastores não têm piedade delas. Certamente não terei mais piedade dos moradores desta terra, diz o Senhor, mas eis que entregarei os homens, cada um na mão do seu companheiro e na mão do seu rei; eles ferirão a terra, e eu não os livrarei da sua mão. E eu apascentarei as ovelhas da matança, as pobres ovelhas do rebanho. E tomei para mim duas varas: a uma chamei Suavidade, e à outra chamei Laços; e apascentei as ovelhas. E destruí os três pastores, num mês, porque se angustiou deles a minha alma, e também a sua alma teve fastio de mim. E eu disse: Não vos apascentarei mais: o que morrer, morra; e o que for destruído, seja; e as que restarem comam, cada uma, a carne da sua companheira. E tomei a minha vara Suavidade e a quebrei, para desfazer o meu concerto, que tinha estabelecido com todos estes povos. E foi quebrada naquele dia; e conheceram assim os pobres do rebanho, que me aguardavam, que isto era palavra do Senhor. E eu disse-lhes: Se parece bem aos vossos olhos, dai-me o que me é devido, e, se não, deixai-o. E pesaram o meu salário, trinta moedas de prata. O Senhor pois me disse: Arroja isso ao oleiro, esse belo preço em que fui avaliado por eles. E tomei as trinta moedas de prata, e as arrojei ao oleiro, na casa do Senhor. Então quebrei a minha segunda vara Laços, para romper a irmandade entre Judá e Israel.”
Zacarias 11:4-14


É possível que a referência a três pastores nesta passagem seja uma forma de indicar os três tipos de liderança humana a que o povo do Senhor esteve sujeito. Israel esteve debaixo da influência de profetas, sacerdotes e reis. Todos eles falharam nas suas funções. Isto aconteceu quer porque os líderes deixaram de seguir a vontade do Senhor, ou porque o povo confiou demasiado em braços humanos e muito pouco no braço forte de Deus. Quando chegou a plenitude dos tempos, o verdadeiro pastor, aqui representado pela voz de Zacarias, apresentou-se à sua nação e foi prontamente rejeitado. Ele é aquele que consegue ser o pastor perfeito. Aquele que cumpre tudo aquilo em que os outros falham. A profecia aqui mencionada foi cumprida durante a primeira vinda do Messias e através das acções de Judas Iscariotes. A Salvador foi valorizado em trinta moedas de prata e as mesmas apenas foram suficientes para comprar a sepultura de um oleiro. Trinta medidas de prata era a indeminização que a lei mandava que se devia pagar ao dono de um escravo que fosse morto por acidente (Ex. 21:32). O Salvador do mundo foi avaliado como se fosse um escravo! E foi isso mesmo que Ele foi. Apresentou-se como servo para redimir com o seu sangue um povo para o Seu nome. Veio para os que eram seus, e os seus não o receberam. Ele não teve qualquer valor para aqueles que ele veio salvar. Que valor tem o Salvador para si?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

(Devocional) E ainda o povo se corrompia - 2Cr. 27:1-9


5Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2016
Leitura Bíblica Diária: II Crónicas 26-30
E ainda o povo se corrompia

Tinha Jotão vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e dezasseis anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Jerusa, filha de Zadoc. E fez o que era recto aos olhos do Senhor, conforme a tudo o que fizera Uzias, seu pai, excepto que não entrou no templo do Senhor. E ainda o povo se corrompia. Este edificou a porta alta da casa do Senhor, e também edificou muito, sobre o muro de Ofel. Também edificou cidades nas montanhas de Judá, e edificou, nos bosques, castelos e torres. Ele, também, guerreou contra o rei dos filhos de Amon, e prevaleceu sobre eles, de modo que os filhos de Amon, naquele ano, lhe deram cem talentos de prata, e dez mil coros de trigo, e dez mil de cevada: isto lhe trouxeram os filhos de Amon, também, o segundo e o terceiro ano. Assim se fortificou Jotão, porque dirigiu os seus caminhos na presença do Senhor, seu Deus. O resto, pois, dos sucessos de Jotão, e todas as suas guerras e os seus caminhos, eis que está escrito no livro dos reis de Israel e de Judá. Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e dezasseis anos reinou em Jerusalém. E dormiu Jotão com seus pais, e o sepultaram na cidade de David; e Acaz, seu filho, reinou em seu lugar.”
2 Crónicas 27:1-9


Temos neste capítulo a descrição do reino de Jotão, rei de Judá. Este é um dos reis mais fiéis ao Senhor, e por isso, um dos reinados mais elogiados pela Palavra. Ele teve a missão difícil de ser o sucessor de Uzias, mas conseguiu continuar com sucesso o ambicioso programa de obras que tinha sido começado pelo seu pai. São apontadas aqui duas razões, uma mais importante do que a outra, que explicam o sucesso de Jotão. Em primeiro lugar, ele imitou apenas as coisas boas do rei que o tinha antecedido. Muitas vezes quando escolhemos heróis neste mundo, acabamos por segui-los quer nas qualidades como nos defeitos. Jotão soube imitar os primeiros e evitar os segundos. Provavelmente a razão porque ele conseguiu fazer isso foi porque “dirigiu os seus caminhos na presença do Senhor.” Ganhar consciência da presença do Senhor nas nossas vidas e da comunhão que podemos ter com Ele em Cristo, é um passo de gigante para um crescimento espiritual sustentado e para podermos ter parte na glória do Senhor. Uma coisa que aprendemos aqui, é que apesar de o reinado de Jotão ter sido fiel, o povo continuava a corromper-se, oferecendo sacrifícios injustos a deuses falsos. Aqui somos lembrados que o mal, depois de entrar, dificilmente consegue ser removido sem deixar um rasto de destruição e corrupção. Era o que estava a acontecer em Judá. Seria preciso mais do que um rei fiel para resolver os problemas do coração de uma nação inteira.