quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

(Devocional) E eles lhe obedecem - Mc. 1:23-28


Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017
Leitura Bíblica Diária: Marcos 1-5
E eles lhe obedecem

“E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou, dizendo: Ah! que temos contigo, Jesus, nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus. E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele. Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele. E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois, com autoridade, ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem! E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia.”
Marcos 1:23-28


Claro que salta à vista nesta passagem o facto de o espírito imundo estar num homem que estava presente na sinagoga. Nada naquele ambiente ofendeu aquele demónio a não ser a presença e a Palavra do Filho de Deus. O inimigo não se ofende com os hábitos religiosos dos seres humanos. Na verdade a religião humana geralmente é parceira daquele que se quer estabelecer como semelhante ao Altíssimo. A presença de Cristo naquele lugar, e na história humana, é a prova que os homens não chegam a Deus pelo seu esforço. As trevas sabem disso, e estremeceram ruidosamente quando viram Deus vir ao encontro daqueles que estavam perdidos. Mas o que deve impressionar ainda mais é o facto de que estes mesmos espíritos imundos se terem submetido à autoridade do Filho de Deus. Como erramos quando recusamos o que Deus quer fazer em nós. Sempre que recusamos crescer em santidade, em conhecimento e semelhança de Cristo, sempre que recusamos tristemente a obra do Espírito de Deus em nós, agimos contra a autoridade de próprio Deus. Que isto possa sequer acontecer apenas acrescenta à glória que Deus recebe pela Sua graça infinita. Mas o que Ele não perde em glória, perdemos nós em oportunidade e privilégio. O que é que Deus quer fazer em si e você está a adiar? Não percebe que nesse momento, você é pior do que aqueles demónios que nem pensaram em agir contra a Sua autoridade?

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

(Devocional) Fugiu-nos toda a esperança - At. 27:12-20


Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017
Leitura Bíblica Diária: Actos 26-28
Fugiu-nos toda a esperança

“E, como aquele porto não era cómodo para invernar, os mais deles foram de parecer que se partisse dali, para ver se podiam chegar a Fénix, que é um ponto de Creta que olha para a banda do vento da África e do Coro, e invernar ali. E, soprando o sul brandamente, lhes pareceu terem já o que desejavam, e, fazendo-se de vela, foram de muito perto, costeando Creta. Mas, não muito depois, deu nela um pé de vento, chamado euro-aquilão. E, sendo o navio arrebatado, e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixámos ir à toa. E, correndo abaixo de uma pequena ilha, chamada Clauda, apenas pudemos ganhar o batel. E, levado este para cima, usaram de todos os meios, cingindo o navio; e, temendo darem à costa na Sirte, amainadas as velas, assim foram à toa. E, andando nós agitados por uma veemente tempestade, no dia seguinte aliviaram o navio. E, ao terceiro dia, nós mesmos, com as nossas próprias mãos, lançámos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos.”
Actos 27:12-20


Esta não era uma tempestade qualquer. Esta era uma daquelas tempestades que as pessoas experimentadas do mar esperavam nunca ter de ver. Daquelas tempestades que apenas ouviam falar e que significavam na maior parte das vezes o fim de uma vida inteira no mar. No meio da tempestade estava o homem que Jesus havia pessoalmente escolhido para liderar a propagação do evangelho entre os gentios. Será que isto era uma contradição? Onde estava o Deus que Paulo servia? O Senhor não só tinha permitido que Paulo ali estivesse, como tinha ordenado todos aqueles acontecimentos por forma a contribuir para a glória do evangelho de que o apóstolo era portador. A presença de Deus não se mede pela ausência de problemas. A presença de Deus dá-nos as ferramentas para reagirmos e lidarmos com os problemas. Porque temos relatos bíblicos como este, sabemos que podemos continuar a dar testemunho do amor de Cristo mesmo que a maior das procelas se levante. Que a maior das ondas que se levante à minha frente não consiga arrancar dos meus lábios nada mais do que palavras de louvor e confiança naquele que me resgatou. E, mesmo que eu chegue ao lugar em que toda a esperança humana se acaba, que eu possa simplesmente continuar a confiar. Afinal, quando deixamos de viver por fé deixamos de viver a vida cristã.  

domingo, 22 de janeiro de 2017

(Devocional) Para que eu não morra - Gn. 26:6-11


Domingo, 22 de Janeiro de 2017
Leitura Bíblica Diária: Génesis 26-30
Para que eu não morra

“Assim, habitou Isaac em Gerar. E perguntando-lhe os varões daquele lugar acerca da sua mulher, disse: É minha irmã; porque temia dizer: É minha mulher; para que porventura (dizia ele) me não matem os varões daquele lugar, por amor de Rebeca; porque era formosa à vista. E aconteceu que, como ele esteve ali muito tempo, Abimelech, rei dos filisteus, olhou por uma janela, e viu, e eis que Isaac estava brincando com Rebeca, sua mulher. Então chamou Abimelech a Isaac, e disse: Eis que, na verdade, é tua mulher; como, pois, disseste: É minha irmã? E disse-lhe Isaac: Porque eu dizia: Para que eu, porventura, não morra por causa dela. E disse Abimelech: Que é isto que nos fizeste? Fàcilmente se teria deitado alguém deste povo com a tua mulher, e tu terias trazido sobre nós um delito. E mandou Abimelech a todo o povo, dizendo: Qualquer que tocar neste varão ou na sua mulher, certamente morrerá.”
Génesis 26:6-11


Isaac era o portador directo de grandes promessas de Deus. Ele sabia que através dele, e do seu casamento com Rebeca, que o Senhor iria gerar uma numerosa nação. Ou seja, de acordo com as promessas de Deus, a passagem deles por Gerar nunca seria o fim da vida de Isaac. Por pouco, e não fora a intervenção de Deus por intermédio da bondade de um rei pagão, teria sido o fim do seu casamento. Mesmo sendo testemunha de tudo o que Deus tinha feito para o juntar com a sua amada esposa, Isaac duvida do poder de Deus para guardar as suas promessas. A fé verdadeira é mais do que um sentimento espontâneo. A fé manifesta-se sempre em confiança. Esta crise na vida de Isaac é uma crise de fé. É a fé na presença e no poder de Deus que nos fará ver para além das circunstâncias. Isaac, recusando olhar para este momento da sua vida pelos olhos da fé, não conseguiu ver para além do que era expectável. Mas, e isto surpreendeu-o, aquele rei que ele pensava que o iria matar para poder ficar com a sua esposa, era bem mais justo do que ele. O inimigo das nossas almas, que é o pai da mentira, quer convencer-nos que a fé é um obstáculo à vida no mundo real, quando é ela que nos vai permitir ver a realidade que os nossos olhos, manchados pelo orgulho e pelo pecado, jamais conseguiriam alcançar.