sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

(Devocional) Paixões infames - Rm. 1:19-32


Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2017
Leitura Bíblica Diária: Romanos 1-5
Paixões infames

“Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem, pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inexcusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, E mudaram a glória do Deus incorruptível, em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Pelo que, também, Deus os entregou às concupiscências dos seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Ámen. Pelo que Deus os abandonou às paixões infames, porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza; E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram na sua sensualidade, uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza, e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detractores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e ás mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo a justiça de Deus, que são dignos de morte os que tais coisas praticam não sòmente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.”
Romanos 1:19-32


Devemos recusar usar esta passagem para apontar o dedo seja a quem for a não ser que o dedo esteja voltado em primeiro lugar para nós. É verdade que esta passagem fala sobre o pecado da homossexualidade, mas também fala da inveja, ou da malícia ou da avareza. Esta passagem é sobre a maldita capacidade do coração humano, que se recusa olhar para Deus e reconhecer a sua autoridade, de se envolver em tudo o que é mau. Longe de Deus não temos em nós nada de bom e apenas nos vamos enterrando em sucessivas camadas de podridão. Dura esta passagem? A Bíblia não tem como objectivo fazer-nos sentir bem connosco mesmos. O objectivo da Bíblia é guiar-nos a Cristo. A esperança que sai destas palavras é esta: o conhecimento de Deus está disponível! Temos a responsabilidade de, sempre que vemos Deus de alguma maneira, de glorificá-lo como Deus. Estamos rodeados das provas da Sua existência. Se falhamos em reconhecer Deus, fazêmo-lo sem desculpa. A tragédia, a que a passagem também se refere, é quando, não podendo ignorar a verdade disponível de sobre Deus, ocupamo-nos em mudar essa verdade. Tudo o que diga que o homem tem em si mesmo o poder de chegar a Deus deve ser rejeitado. Essa não é a verdade. Trata-se da uma adulteração da verdade revelada por forma a agradar à carne que gosta de se sentir capaz. Deus vem ao nosso encontro e Ele é um caminho melhor do que aquele preparado pelo nosso coração.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

(Devocional) Da semente dos judeus - Et. 6:12-14


Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017
Leitura Bíblica Diária: Ester 6-10
Da semente dos judeus

“Depois disto, Mardoqueu voltou para a porta do rei; porém Haman se retirou correndo a sua casa, anojado, e coberta a cabeça. E contou Haman a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos, tudo quanto lhe tinha sucedido. Então os seus sábios, e Zeres, sua mulher, lhe disseram: Se Mardoqueu, diante de quem já começaste a cair, é da semente dos judeus, não prevalecerás contra ele, antes, certamente, cairás perante ele. Estando eles ainda falando com ele, chegaram os eunucos do rei, e se apressaram a levar Haman ao banquete que Ester preparara.”
Ester 6:12-14


Temos aqui uma oportunidade de espreitar para o que era a vida pessoal e familiar de Haman. Depois de ter sido obrigado pelo rei a honrar o seu inimigo Mardoqueu, de forma pública, ele retira-se para casa queixando-se do seu infortúnio. As palavras da esposa de Haman e dos seus conselheiros mais próximos constituem quase uma surpresa para o leitor. Se era mesmo verdade, disseram eles, que Mardoqueu era da semente dos judeus, então os acontecimentos deste dia eram apenas o princípio do fim de Haman. Ele não podia fazer nada contra a semente dos judeus. Era simples o que estava a ser dito. Deus era com os judeus. Eles podiam parecer pequenos comparados com as nações por onde estavam espalhados, mas eles não estavam sozinhos. O que é interessante é que Haman não precisava de ter continuado nos seus caminhos de ódio, nojo e vergonha. Ele podia neste momento ter começado a procurar o Deus de Mardoqueu e encontrado nele vida. Há outro, também da semente dos judeus, que o inimigo pensou que podia derrotar, e que transformou a própria morte em símbolo de vitória. O seu nome é Jesus e a sua vida que continua para sempre é sempre vitoriosa. Se estamos Nele, e deixamos que a Sua imagem cresça em nós, tudo o que os nossos inimigos quiserem fazer para nosso mal será usado para a glória de Deus. Diante da semente dos judeus, eles já estão derrotados e nunca prevalecerão.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

(Devocional) E eles lhe obedecem - Mc. 1:23-28


Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017
Leitura Bíblica Diária: Marcos 1-5
E eles lhe obedecem

“E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou, dizendo: Ah! que temos contigo, Jesus, nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus. E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele. Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele. E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois, com autoridade, ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem! E logo correu a sua fama por toda a província da Galileia.”
Marcos 1:23-28


Claro que salta à vista nesta passagem o facto de o espírito imundo estar num homem que estava presente na sinagoga. Nada naquele ambiente ofendeu aquele demónio a não ser a presença e a Palavra do Filho de Deus. O inimigo não se ofende com os hábitos religiosos dos seres humanos. Na verdade a religião humana geralmente é parceira daquele que se quer estabelecer como semelhante ao Altíssimo. A presença de Cristo naquele lugar, e na história humana, é a prova que os homens não chegam a Deus pelo seu esforço. As trevas sabem disso, e estremeceram ruidosamente quando viram Deus vir ao encontro daqueles que estavam perdidos. Mas o que deve impressionar ainda mais é o facto de que estes mesmos espíritos imundos se terem submetido à autoridade do Filho de Deus. Como erramos quando recusamos o que Deus quer fazer em nós. Sempre que recusamos crescer em santidade, em conhecimento e semelhança de Cristo, sempre que recusamos tristemente a obra do Espírito de Deus em nós, agimos contra a autoridade de próprio Deus. Que isto possa sequer acontecer apenas acrescenta à glória que Deus recebe pela Sua graça infinita. Mas o que Ele não perde em glória, perdemos nós em oportunidade e privilégio. O que é que Deus quer fazer em si e você está a adiar? Não percebe que nesse momento, você é pior do que aqueles demónios que nem pensaram em agir contra a Sua autoridade?