quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

(Devocional) Consoladores molestos - Job 16:1-5


Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Job 16-20
Consoladores molestos

“Então respondeu Job, e disse. Tenho ouvido muitas coisas como estas, todos vós sois consoladores molestos. Porventura não terão fim estas palavras de vento? Ou que te irrita, para assim responderes? Falaria eu, também, como vós falais, se a vossa alma estivesse em lugar da minha alma? Ou amontoaria palavras contra vós e menearia contra vós a minha cabeça? Antes, vos fortaleceria com a minha boca, e a consolação dos meus lábios abrandaria a vossa dor.”
Job 16:1-5

Job não conseguia acreditar naquilo que ouvia. Os seus amigos, que tinham vindo de longe para o consolarem no seu momento de dor, estavam a gastar o seu tempo a insistir que era culpa de Job aquilo que ele estava a passar. O argumento deles (onde é que já ouvimos isto?) era que todos os que são fiéis garantem uma vida sem sofrimento. Será que eles pretendiam consolar Job com as suas palavras? Job diz-lhes que, se fossem eles a passar pelo mesmo, que ele jamais diria o mesmo que eles. Ainda bem que, na nossa dor, não estamos dependentes de consoladores humanos. Aquele que está em Cristo sabe bem que Deus é Pai de toda a consolação. Duas das mais preciosas verdades é que Deus é sempre bom e não há sofrimento sem propósito. A Bíblia ensina-nos que uma das causas do sofrimento pelo qual passamos, é precisamente podermos ajudar aqueles que passam pelo mesmo. Palavras de consolação de quem já passou pelo mesmo são escutadas com mais atenção. As palavras dos amigos de Job eram completamente inúteis. Na verdade, aqueles que são usados como consoladores sabem que muitas vezes nem precisam dizer nada. Mais vale um silêncio amigo do que muitas palavras vazias. Aquele não era o momento certo para buscar as causas dos problemas de Job. O que ele precisava era de palavras de ânimo e coragem. Que eu possa ser usado para ser consolador segundo a vontade de Deus. 

(Devocional) Este é o herdeiro - Mc. 12:1-12


Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Marcos 11-15
Este é o herdeiro

 E começou a falar-lhes por parábolas: Um homem plantou uma vinha, e cercou- a de um valado, e fundou nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para fora da terra; E, chegado o tempo, mandou um servo aos lavradores para que recebesse, dos lavradores, do fruto da vinha. Mas estes, apoderando-se dele, o feriram e o mandaram embora vazio. E tornou a enviar-lhes outro servo; e eles, apredrejando-o, o feriram na cabeça, e o mandaram embora, tendo- o afrontado. E tornou a enviar-lhes outro, e a este mataram; e a outros muitos, dos quais a uns feriram e a outros mataram. Tendo ele, pois, ainda, um seu filho amado, enviou-o também a estes, por derradeiro, dizendo: Ao menos terão respeito ao meu filho. Mas aqueles lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo, e a herança será nossa. E, pegando dele, o mataram, e o lançaram fora da vinha. Que fará, pois, o Senhor da vinha? Virá, e destruirá os lavradores, e dará a vinha a outros. Ainda não lestes esta Escritura: A pedra que os edificadores rejeitaram, esta foi posta por cabeça da esquina; Isto foi feito pelo Senhor e é coisa maravilhosa aos nossos olhos? E buscavam prendê-lo, mas temiam a multidão; porque entendiam que contra eles dizia esta parábola; e, deixando-o, foram-se.”
Marcos 12:1-12


Não é difícil entender qual o propósito original desta parábola. Israel esteve durante muito tempo no centro do plano de Deus de se revelar ao mundo. No entanto, muitos dos profetas enviados por Deus a Israel foram desprezados e maltratados. Até o próprio Filho de Deus, que o Pai deseja que seja tratado com respeito, foi entregue à morte pelo seu próprio povo. Devido à rejeição e infidelidade do Seu povo, a forma principal como Deus se revela ao mundo hoje não é por Israel, mas pela igreja de Cristo. Israel, pela sua infidelidade, deixou de ser, por um tempo, o foco da atenção do plano divino de redenção. Mas esta parábola está a ser lida hoje e tem ainda hoje um papel a desempenhar. Será que estamos conscientes de todas as formas que o Senhor tem usado para falar connosco e contribuir para o nosso crescimento Nele? O desprezo pela Palavra de Deus hoje é igual ao desprezo antigo pelos profetas. Os que ignoram hoje o Filho de Deus estão no mesmo grupo dos que o rejeitaram há dois mil anos. Deus não precisa de nós. Se o mundo não ouvir por nós, Deus terá outros instrumentos para usar. Que possamos fazer parte quer dos que escutam a Sua voz, e O adoram, como dos que fazem a Sua voz escutada.  

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

(Devocional) Honestidade nos negócios - Gn. 43:11-14


Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Génesis 41-455
Honestidade nos negócios

“Então disse-lhe Israel, seu pai: Pois que assim é, fazei isso; tomai do mais precioso desta terra nos vossos vasos, e levai ao varão um presente: um pouco de bálsamo, e um pouco de mel, especiarias, e mirra, terebinto e amêndoas; E tomai nas vossas mãos dinheiro dobrado; e o dinheiro que tornou na boca dos vossos sacos, tornai a levar nas vossas mãos; bem pode ser que fosse erro. Tomai, também, a vosso irmão, e levantai-vos, e voltai àquele varão; E Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do varão, para que deixe vir convosco vosso outro irmão, e Benjamim, e eu, se for desfilhado, desfilhado ficarei.”
Génesis 43:11-14


José havia montado um estratagema para que o seu reencontro final com a sua família fosse perfeito. Ele queria que todos os irmãos estivessem juntos no momento em que se desse a conhecer. Nos sacos de cereais que os seus irmãos haviam levado do Egipto, José havia mandado que se colocasse o dinheiro que os irmãos de José haviam levado para pagar por eles. Assim, quando descobriram o dinheiro, pensaram na possibilidade de os egípcios estarem a pensar que eles levaram os cereais sem pagar por eles. Na preparação da segunda viagem ao Egito, Jacob diz aos filhos para não só levarem dinheiro para mais trigo, como para levarem o dinheiro que havia ficado em falta, dizendo “bem pode ser que fosse erro”. (v. 12). Temos, então, aqui um encorajamento a que os negócios e transacções, sejam eles quais forem, sejam feitos com toda a legalidade e honestidade possíveis. Vivemos num tempo em que ao errado se chama certo e, ao certo, errado. Hoje, é elogiado aquele que fica com o que não é seu. Aquele que, mais habilmente consegue fugir às suas obrigações. Não deve ser assim entre os filhos de Deus. Com as novas tecnologias vão aparecendo novas formas de roubo a que o cristão deve estar atento. Os princípios bíblicos devem ser respeitados acima de tudo porque são manifestação da vontade de Deus. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

(Devocional) Palavras insuficientes - Job 6:1-7


Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Job 6-105
Palavras insuficientes

“Então Job respondeu, e disse: Oh! se a minha mágoa rectamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança! Porque na verdade mais pesada seria do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido inconsideradas. Porque as frechas do Todo-Poderoso estão em mim, e o seu ardente veneno o bebe o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim. Porventura zurrará o jumento montês junto à relva? Ou berrará o boi junto ao seu pasto? Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo? A minha alma recusa tocar em vossas palavras, pois são como a minha comida fastienta.”
Job 6:1-7


Todos podiam ver que era grave aquilo que estava a acontecer a Job. Os amigos tinham começado a oferecer explicações e soluções para os problemas de Job. Ele explica aqui que aquilo pelo qual está a passar é mais profundo do que eles pensam. Se a solução estivesse assim tão visível, então ele não estaria na condição em que estava. Podemos pensar nesta passagem nas suas duas perspectivas – a de Job e a dos seus amigos. Tal como Job, irão existir coisas que nos vão acontecer, para as quais não vamos ter explicação. Servir a Deus com fidelidade (ou com a nossa versão de fidelidade) não é garantia de termos as coisas à nossa maneira, ou de maneira que as entendemos a todas. Nos piores momentos precisamos de continuar a caminhar com o nosso Deus e deixar nas mãos Dele aquilo que não entendemos. Quando Ele nos providencia a solução, devemos aceitar o que Ele nos dá. Deus nos livre de sermos o jumento de que Job fala neste texto! Por vezes, tal como os amigos de Job, somos chamados a dar assistência a alguém que está em sofrimento. Existem certas fórmulas que são usadas como “resolve tudo”. Temos de ser realistas o suficiente para dar ajuda sem assumirmos que entendemos tudo e que temos a solução infalível. Certamente que podemos ajudar, principalmente quando nós mesmos já passámos pelo mesmo. No entanto, temos de ser humildes para entender que cada caso é único, porque cada ser humano é criação única de Deus.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

(Devocional) Que fruto tínheis - Rm. 6:1-23


Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2016
Leitura Bíblica Diária: Romanos 6-10
Que fruto tínheis

“Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou não sabeis que, todos quantos fomos baptizados em Jesus Cristo, fomos baptizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele, pelo baptismo, na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós, também, em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos; Sabendo que, havendo Cristo ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não mais terá domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado, mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim, também, vós, considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor. Não reine, portanto, o pecado, no vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências. Nem tão-pouco apresenteis os vossos membros ao pecado, por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos de entre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. Pois quê? Pecaremos, porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? de modo nenhum. Não sabeis vós que, a quem vos apresentardes por servos, para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça (Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne). Pois que, assim como apresentastes os vossos membros, para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros, para servirem à justiça, para santificação. Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça. E que fruto tínheis, então, das coisas de que agora vos envergonhais? porque o fim delas é a morte. Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação e, por fim, a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.”
Romanos 6:1-23


Não precisamos de ler estas palavras para saber que temos em nós algo que nos puxa para longe de Deus. Aquilo que nos é natural, na nossa carne, é aquilo que é contrário ao carácter perfeito do nosso Criador. A tudo o que é contrário a Deus chamamos de pecado. Conscientes desta luta, muitos desistem dela (ou querem desistir). Fazem-no de diversas formas. Por exemplo, negando a existência de Deus (por isso nada é errado), chamando de bom ao que é mau (inventando a sua própria moralidade, escolhendo por si mesmos o seu fundamento). Nesta passagem fazem-nos uma pergunta penetrante. Qual tem sido o fruto do pecado na nossa vida? Todos os que são sinceros admitem que ao se submeterem ao pecado sentem ainda mais culpa e o vazio permanece. A Bíblia aqui diz-nos que o salário do pecado é a morte. Aqui a morte aparece no seu sentido total. Morte, como todos sabemos, é separação. Quando mais nos submetemos ao pecado na nossa vida, mais separados estaremos. Separados de Deus, seguramente, mas também separados da razão pela qual Ele aqui nos colocou. Mas isto não tem de ser assim, por muito que a carne nos engane. A morte e ressurreição de Cristo, pelos nossos pecados, permite outro tipo de vida. Aquele que nasce de novo, pela fé, recebe uma nova natureza. Na verdade, esse é uma nova criatura. Vive ainda, por enquanto, numa carne corrompida (mas que um dia será também ela resgatada), mas, na sua nova natureza, tem a liberdade de servir a Deus, e não ao pecado.